sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Fechado para balanço!

O último post do ano... que ano!

Tudo começou quando o assédio moral resolveu fazer morada lá naquele lugar-cujo-nome-não-se-menciona. E vieram as férias-punição, em fevereiro, estendidas até meados de março. No retorno, rebaixados de cargo, jogados como lixo numa sala sem água para beber, sem ar condicionado, sem trabalhos dignos. Humilhação, pressão para um pedido de demissão.

Dia após dia, a resistência pacífica. Depois de meses na "UTI" profissional, do prognóstico avassalador e irremediável, a morte. Sem lágrimas, sem vela, sem missa nem enterro. Novas tentativas de boicote, sem sucesso. Três meses aliviados por um lado, de agonia por outro. Ver as semanas passarem sem perspectiva de um novo emprego, um relacionamento esfacelado... foram meses difíceis.

Este blog foi uma tábua de salvação, criado para ocupar o tempo ocioso do horário comercial naquele trevoso período retromencionado. Aqui, alegrias e tristezas descritas sem pudor. Alívio em forma de posts diários... benditas amigas!, incentivaram a criação e apoiam com suas leituras e comentários, ainda que não publicados.

O último trimestre foi um turbilhão: fim do namoro, início no novo trabalho... o namoro foi reatado, perdi minha chefe e a possibilidade de ver crescer uma amizade, assumi seu posto e hoje, dia 31/12, só consigo pensar se ela teria orgulho de como estou conduzindo as coisas. Ontem, dia 30, o dono da empresa elogiou meu trabalho, e disse que ela sempre lhe dizia que eu era "fera", que confiava no meu potencial. Ele mesmo se disse gratamente surpreso com a minha conduta, com o meu trabalho.

E é isso, meus caros e minhas caras... o ano finda hoje, a partir de meia noite todos os mal-entendidos, as decepções, tudo vai ficar guardadinho numa caixinha no porão que há em mim... foi assim com cada um dos 29 anos. De agora em diante, cabeça erguida, fé renovada, esperanças de que tudo será positivamente diferente. Quem sabe esse ano eu desencalho... quem sabe ganho muito dinheiro... quem sabe vou morar sozinha... quem sabe???

Dia 31 de dezembro de 2011 eu conto! Feliz Novo Ano.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Eu havia prometido não mais falar...

... mas isso só em 2011! Como hoje ainda é dia 30 e o ano ainda é 2010, estou "liberada", rsrsrs. É que hoje, dirigindo, ouvi o cd que ganhei de presente (amei, amei, amei E amei!), e algumas canções despertaram minha atenção. Uma delas transcrevo aqui. Chama-se "Te amo" e diz exatamente o que eu penso sobre casamento, e tento, efusivamente, explicar ao meu digníssimo namorado.
Mas o pior não é não conseguir
É desistir de tentar
Não acredite no que eles dizem
Perceba o medo de amar
Eu cresci ouvindo anedotas, clichês e
chacotas
Frustrações
Sobre amasiar, se casar
Se entregar seria fraquejar

Te amo, te amo, te amo
E se o tempo levar você
E um dia eu te olhar e não te reconhecer
E se o romance se desconstruir
Perder o sentido
E eu me esquecer por ai
Mas nós somos um quadro de Klint
"O Beijo" para sempre fagulhando em cores
Resistindo a tudo seremos
Dois velhos felizes
De mãos dadas numa tarde de sol
Pra sempre

Te amo, te amo, te amo

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Encontrinho com amigas e presentes!

Há dias e dias, tentávamos marcar encontro para, enfim, realizar o amigo-secreto. Nossa querida flor, infelizmente, não participou, só enviou o presente. O local do encontro: Mc Donald's, na Dom Luis. Ok, todos os restaurantes da cidade estão apinhados de comemorações natalinas e pré-novo-ano.

Restou-nos o Mc Donald's, e claro, as bobagens deglutíveis do cardápio. Sim, porque convenhamos, aquilo não deve ser considerado comida, alimento, rsrsrs. Só as celulites ficam felizem e bem nutridas!

Conversamos, rimos, falamos da vida, dos (des)amores, de filhos (a da Andrea, a Júlia) e sobrinhos, trabalho... 2010 foi certamente um ano de mudanças positivas, profissionalmente falando... e claro, há sempre os problemas. Obviamente, todos nós temos (em maior ou menor quantidade), e eles foram mencionados nas conversas, sim!

Após um crime calórico, a troca dos mimos. Ganhei, para amor e delírio, o novo cd da Vanessa da Mata. O que dizer??? Sou fascinada pelas canções, pelo gingado, a malemolência das letras, das melodias, da voz. Numa época em que prevalecem cd's genéricos, pirataria e afins, receber de presente um cd é mágico. 

Mas o melhor ainda estava por vir. Lara pede desculpas pelo que vai me entregar, abre a bolsa e estende uma caixinha... quando vi as fotos na embalagem, não consegui conter o riso. Quem adivinhar, ganha um Sonho de Valsa!!! (ok, não precisamos aguardar um vencedor... vou revelar).

A caixinha escondia um Santo Antônio em miniatura, e fez minha genitora dobrar-se de tanto rir quando mostrei, ao chegar em casa. Tudo bem, virei motivo de piada. Minha culpa, claro. Eu e esse desespero criamos um cenário perfeito, digno de programa humorístico. 

Duas resoluções para o Novo Ano: a) ouvir até enjoar meu novo cd; b) vou lutar com-todas-as-minhas-forças para abandonar essa obsessão pelo matrimônio. Claaaaaaaaaaaro, há outras resoluções, como malhar 3x por semana, dormir pelo menos 7h por dia... 

Mas vamos lá, uma coisa de cada vez. O cd já está no carro, e eu levo uns 3 meses para repugnar um cd, rsrsrsrsrs...

A resposta para a angústia...

Lendo uma matéria sobre vestidos (que eu AMO), vi, meio sem querer, uma previsão para o meu signo, na data de hoje. Pasmem vocês: ela casa com o post de ontem. É um sinal??? rs

Gêmeos | 29/12/10 As suas ambições são muitas, mas ainda não chegou o momento de vê-las deslancharem da forma como gostaria. Siga revendo o seu planejamento, fazendo ajustes, e pense mais a longo prazo.


PS: melhor não contrariar os astros e afins. Pianinho, loira, pianinho.Smiley pensativo

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Paciência

Começo o post de hoje com uma frase para (auto)reflexão:

"Não é preciso ter pressa. A impaciência acelera o envelhecimento, eleva a pressão arterial e apressa a morte. Tudo chega a seu tempo.
Não se pode colher nada antes que amadureça. A fruta colhida verde é azeda ou amarga e não faz bem à saúde.
Quando alguém tenta realizar algo antes do momento propício, com certeza provoca uma situação incômoda e acaba prejudicando a si próprio ou a outras pessoas."
(Masaharu Taniguchi)

Desde ontem, toda e qualquer oportunidade para mencionar a frustração pela longa espera em relação à "expectativa" de casamento, tenho aproveitado. Como resposta, a solicitação de continuar frequentando o centro espírita. Como réplica, disse e digo que nenhum tratamento espiritual é capaz de modificar a situação nesse sentido. Só ele pode decidir acerca de casarmos ou não.

A despeito da angústia pela espera, a esperança. Alimentada por ele. Tratamentos psicológicos e espirituais como mecanismo de "destravamento" desse "bloqueio" do qual ele padece. Quanto a mim, as inúmeras tentativas de autocontrole não tem logrado êxito. Por isso a frase... é um chamamento à necessidade de ter paciência. Eu sei, eu sei, no rompimento em novembro precipitei-me e até hoje sofro as consequências. Fruto da impaciência.

Desta vez, ele me chamou à realidade: aguardemos. Nossas vidas profissionais estão atribuladas, cada uma a sua maneira. Obviamente, há a influência de uma série de fatores: distância, empregos, "bloqueios" dele... mas já vivemos tantas situações adversas, que superamos com louvor...

A mim mesma, digo e repito: paciência, minha cara. Paciência...

sábado, 25 de dezembro de 2010

Não quero Natal

Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiin! Desde ontem estou impaciente, intolerante, agoniada, estressada, tudo sem explicação lógica. Alterno momentos de vontade de gritar e sair correndo, ou de chorar copiosamente até dormir por pura exaustão. 

Ok, não posso ser ingrata, visto que saí do inferno para o céu, acabei - de forma meio torta - sendo promovida, tenho saúde, uma casa para morar e o meu próprio carro, com $$ para gasolina, seguro e impostos.

Creio que as expectativas não realizadas tenham lá sua parcela de culpa nesse quadro de melancolia. Preciso de tratamento psicológico, rsrsrsrs. Faz-se necessário aprender a lidar melhor com as frustrações.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Qualificação completa, com foto: Santo Antônio não tem mais desculpa!

Conversa via MSN com a amiga que vai casar em 12/01/2011. Conversávamos sobre o sobrinho recém-nascido dela, e de como as crianças trazem consigo a capacidade de provocar retardo mental em avôs, avós e tias. Claro, quando esse assunto surge, atrai como imã outro assunto: casamento.

Fernanda diz:
a minha sogra ja ta me pedindo um (neto)

Fernanda diz:
 kkkkkkkkkkkk

Tatiana diz:
fala sério!!!!!!!!

Fernanda diz:
 o pedro nem quer pensar nisso

Tatiana diz:
eu tb não

Tatiana diz:
#pavor

Fernanda diz:
rsrrs

Tatiana diz:
li um artigo sobre não ter filhos

Fernanda diz:
me manda

Fernanda diz:
rrrs\

Tatiana diz:
falava q se vc gosta de fazer as unhas toda semana, melhor n tê-los

Tatiana diz:
se gosta de dormir até tarde, melhor n tê-los

Tatiana diz:
kkkkkkk

Tatiana diz:
tudo a minha cara!!!

Fernanda diz:
rrrsrs

Tatiana diz:
http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2009/03/nao-tenha-filhos/

Tatiana diz:
Ou então, se você não está disposto a doar boa parte de seu tempo ( e de seu orçamento), não tenha filhos. Filhos demandam muito do nosso tempo, da nossa atenção, daquele dinheirinho guardado para aquela roupa ou sapato que estamos precisando mas que vão ter que esperar.

Fernanda diz:
que egoismo

Fernanda diz:
kkkkkkkkk

Tatiana diz:
kkkkkkkkkkk

Tatiana diz:
o n.º de filhos é inversamente proporcional ao n.º de roupas, bolsas e sapatos... e horas de sono!!!!

Fernanda diz:
rsrsrssr

Tatiana diz:
não esquece de colocar meu nome no vestido

Tatiana diz:
2011 tem q ser de decisão!!!!!!

Fernanda diz:
rsrsr

Tatiana diz:
tô só esperando ele montar a casa, q ele já alugou com o meu aval

Fernanda diz:
nome e cpf

Fernanda diz:
p nao ter erro

Tatiana diz:
kkkkkkkkkkkkkkk

Tatiana diz:
bota a foto tb!!!!!!!!!!!!

Tatiana diz:
faz um aviso de "procurada"

Tatiana diz:
kkkkkkkkkkkkk

Tatiana diz:
assim n tem erro!!!!!

Tatiana diz:
kkkkkkkkkkk



2010, PEDE PRA SAIR!!!

Todo ano, nessa época, eu estou e-n-l-o-u-q-u-e-c-i-d-a com o fato de ter que trabalhar, ajudar com os preparativos (leia-se descobrir receitas e novos meios de preparar o tradicional peru/chester) da ceia (+ mamãe reclamando all the time), um complexozinho de culpa por não me render necessariamente aos impulsos consumistas, enfim.

O fato é que a sensação de abandonar o velho ano, suas complicações, dores, alegrias e tristezas, para receber o novo e as inevitáveis esperanças, os planos de trabalhar sem exagero e com mais dedicação, malhar 3x por semana TODA SEMANA, comer menos e melhor, e blá blá blá..., faz com que eu seja adepta da contagem regressiva. 

Como esse foi ano de Tropa de Elite 2, rsrsrs, eu estou seguindo a linha do Coronel Nascimento. Então, gentilmente, peço que 2010 acabe logo e de maneira sutil, sem surpresas (especialmente nenhuma desagradável). Mas se não puder sem assim, de antemão peço desculpas, e por favor "seo" zerodois, bota 2010 no saco!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Post de ontem + mensagem de hoje = Natal real

Recebi no e-mail corporativo hoje, e achei interessante, visto que casa bem com o post de ontem sobre o significado do Natal. Transcrevo abaixo, sem contudo informar a fonte, pois não há referências sobre o autor no e-mail recebido. Enjoy!

"Antes de você perceber Jesus nas luzinhas que piscam pela cidade, você O encontre primeiramente em seu coração.
E, à frente de qualquer palavra que expresse seu desejo de um feliz Natal, O encontre em suas ações.

Que você O encontre não só na alegria que sente ao sair das lojas com presentes para as pessoas que você ama, mas também na feição triste da criança abandonada nas ruas, na qual muitas vezes você esbarra apressadamente.

Que você encontre Jesus no momento em que pegar nas mãozinhas delicadas de seu filho, lembrando-se das mãozinhas pedintes, quase sempre sujas de calçada, que só sabem o que significa rudeza.

Que você O encontre no abraço de um amigo, lembrando-se dos tantos que só têm a solidão como companheira.

Que você O encontre na feição do idoso da sua família, lembrando-se daqueles que tanto deram de si a alguém,
e hoje são esquecidos até pela sociedade.

Que você O encontre na lembrança suave e sempre viva
daquela pessoa querida que já não está mais fisicamente ao seu lado, lembrando-se daqueles que já nem se recordam mais quem foram, enfraquecidos pelo vazio de suas vidas.

Que você encontre Jesus na bênção de sua mesa farta
e no aconchego de sua família, lembrando-se daqueles
que mal alimentam-se do pão e sequer um lar têm.

Que você O encontre não apenas no presente que troca,
mas principalmente na vida que Ele lhe deu como presente.

Que você lembre-se, então, de agradecer por ser uma pessoa privilegiada em meio a um mundo tão contraditório!

Que você também encontre Jesus à meia- noite do dia 31 e sinta o mistério grandioso da vida, que renasce junto com cada ano.

Então festeje...festeje o ano que acabou não apenas como dias que se passaram, e sim como mais um trecho percorrido na estrada da sua vida!

Festeje a alegria que lhe extasiou e a dor que lhe fez crescer!

Festeje pelo bem que foi capaz de fazer
e pelo mal que foi capaz de superar!

Festeje o prazer de cada conquista
e o aprendizado de cada derrota!

Festeje por estar aqui!
Festeje a esperança no ano que se inicia, no amanhã!

Festeje a vida!
Abra os braços do coração para receber
os sonhos e expectativas do ano novo.
Rodopie...jogue fora o medo, sinta a vida!...
 
Sonhe, busque, espere... ame e reame!
Deixe sua alma voar alto...pegar carona com os fogos coloridos.
Mentalize seus desejos mais íntimos e acredite: eles também chegarão ao céu.
Irão se misturar às estrelas, irão penetrar no Universo
e voltarão cheios de energia para tornarem-se reais.
"

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Balanço da vida em 2010

Um novo ano "ali na esquina do sonho com a razão"... é bem clichê fazer retrospectiva sobre o que foi feito, o que ficou pendente, o que vai virar plano para 2011. Igualmente redundantes aqueles desejos de paz, prosperidade, saúde e felicidade. O fato é que a época de Natal possui um aura de redenção, de amenidades, de caridade e uma quase imperiosa necessidade de amar ao próximo. Só que não é preciso aguardar dezembro para amar, para servir, para fazer valer com dignidade o espaço que se ocupa nesse mundo passageiro. Caridade não é sazonal, ou pelo menos não deveria ser.

Trafegando, ou transitando pelos corredores de consumo em Fortaleza, percebo o quão vazios estamos nos tornando. Nossas sacolas cheias, listas por concluir - sempre falta o presente para um colega de trabalho, o do amigo-secreto, o do sobrinho - e o essencial (invisível aos olhos, como diria Exupéry), perde-se. O nascimento do Redentor, Seu legado, resumem-se hoje tão somente aos presépios cada vez mais suntuosos, mais iluminados.

Pessoalmente falando, creio que as dilacerantes experiências profissionais e a morte da Any, para deixar bem demarcados início e final de 2010, modificaram sensivelmente minha relação com a vida. Mostraram que eu preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, que daqui da Terra nada se leva, e que a lei de causa e efeito funciona, de verdade.

Aos que realizam tarefas dolorosas aos sensíveis

Aos bravos, minhas congratulações!

Chegaram ontem, via Sedex, o Blackberry e o netbook da Any, remetidos pelo marido, visto estarem com ela quando do fatídico acidente.

Mal consigo olhar para o computador, sem marejar os olhos e sentir apertar o nó na garganta. Sobre o celular, sem comentários sobre o mal: ficarei não só com o aparelho, mas com a linha dela.

Aos bravos da T.I. que farão back up de ambos, minha admiração. Se eu tivesse de fazer tudo sozinha jamais superaria meu luto.

Ainda bem que há profissionais encarregados de tarefas que não nos sentimos confortáveis para desempenhar.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Poesias Escolhidas by Paulo Ronalth: MEU SONHO ESTÁ FERIDO

Recebi a indicação de um amigo/seguidor, e simplesmente não podia deixar de trazer para o blog. Afinal, como diria Milton Nascimento, "Certas canções que ouço / Cabem tão dentro de mim / Que perguntar carece / Como não fui eu que fiz?"

É o caso da poesia a seguir:

Poesias Escolhidas by PauloRonalth: MEU SONHO ESTÁ FERIDO:

MEU SONHO ESTÁ FERIDO

Trago nas minhas asas
Penas da ave do sonho ferido.

Trago nas minhas asas
Restos da noite do coração em silencio.

Trago nas minhas asas
Palavras frescas e choros doloridos.

Toda essa carga que trago em minhas asas
Faz-me carregar minhas asas como um fardo.

Toda essa carga que trago em minhas asas
Também me faz ser filho do sonho,
Filho da noite, irmão das palavras
E dos choros doídos.

Sou livre!
Mesmo com toda essa carga que
                                      [trago em minhas asas.

Meu sonho também está ferido
Meu coração em silencio espera.
Enquanto isso: Choro... Choro... Choro...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Queria ter boas notícias...

... mas infelizmente não se pode ter tudo. Além da minha estimada chefe, morreu a irmã dela, não resistiu à cirurgia. Uma baita tragédia familiar. 

Hoje pela manhã sentou ao meu lado uma pessoa que era muito próxima da Any, a Socorro. Suas idas e vindas ao setor, para dizer "oi", ou chamar para comer galinha caipira ou carangueijo às quintas... A Socorro "é a cara" da Any. 

Pois é, mas me corta o coração vê-la assim, aos pedaços, como ela chegou a mim ontem após o almoço, quando me levantei e dei/ganhei um abraço, coisa que não vi acontecer. As pessoas choraram, lamentaram, mas ninguém tomou a iniciativa de abraçar. Nós, seres humanos, estamos padecendo do mal da ausência de contato físico.

Ela chorou profunda e dolorosamente, e ainda sim eu me senti confortada por aquele abraço. Mas hoje me doeu vê-la pior que ontem. Ela vinha da missa que pediu, em intenção da Any, numa igreja aqui ao lado do escritório. E me disse que queria saber se a irmã havia falecido também. Vasculhamos juntas a internet, sem sucesso. Até que a Vic, do setor pessoal, desce com a triste confirmação.

Consegui que a Socorro tomasse o chá de capim santo providencial, que a Creuza trazia quando essa "bomba" estourou hoje. Dei-lhe um calmante, e ela foi tentar trabalhar. Eu precisava fazer o mesmo.

Não obstante as complicações na vida profissional, meu namorado está internado desde ontem em Tianguá, sem diagnóstico específico. Teve febre (39°), calafrios, dor de cabeça, cólicas acompanhadas de disenteria. Até 14h de hoje não havia um médico que o liberasse. Um mutirão de colegas de trabalho está à caça de um.

Oh Deus, preciso urgentemente de boas notícias. A cada minuto fica mais difícil controlar tantas emoções, e manter a compostura profissional.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Nunca estamos preparados

Desperdiçamos nossos dias com ganância, egoísmo, insensibilidade, ambição desmedida... E deixamos de dizer "eu te amo", de abraçar, de beijar, de sair da companhia das pessoas com quem convivemos com bons sentimentos, bons pensamentos.

A gente perde tempo discutindo e reclamando do salário, do emprego, da vida, do que a gente acha que precisa ter para ser feliz.

Aí um dia acorda e descobre que alguém que você admira, um ser humano cheio de vida, teve sua centelha divina apagada pelo Criador. Aí você se pergunta: Por que? Como? Quando? Ninguém tem essas respostas.

Não é fácil aceitar a partida precoce de alguém. Ainda mais em condições trágicas como as que vitimaram Aniery Medeiros Grigoli, minha chefe, 38 anos, muito bem casada há 18, dois filhos (um com 4 anos). Sabe aquela pessoa que você tem a mais absoluta certeza de que vai ser sua amiga? Pois é, senti isso no dia da entrevista, e o reforço dessa certeza era diário.

Almoçamos algumas vezes juntas, fui a uma única audiência com ela. Infelizmente, não tivemos tempo de cultivar a amizade. O sorriso sincero, a carinha de sono todas as manhãs, tudo isso agora é só lembrança. Até a mudança da qual falei noutros posts, estavam aguardando a aprovação dela.

Agora, o que me resta é a baia vazia ao meu lado, o caderno inseparável, o cantinho que estava organizado, esperando pelo retorno dela. Fica a vontade de ouvi-la reclamar do ar condicionado em cima dela, ou do barulho dos estagiários, ou da demora em servirem água e café.

O desafio agora é dar continuidade ao trabalho dela. Pois é, não sei nem por onde começar. Não houve uma despedida, mas precisa haver futuro, o departamento jurídico é o coração da empresa, não pode parar.  A verdade é que o mundo não para a fim de que consertemos nossos corações despedaçados por essa perda.

Any, onde você estiver, nossas orações e desejos de que a espiritualidade a ampare; e que Deus tenha um propósito para a sua partida do mundo físico.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Sonhos e pronomes possessivos

Creio que os pronomes possessivos mais utilizados por cada um de nós sejam os da 1ª pessoa do singular.. 

Nós, mulheres, sonhamos em encontrar (quem sabe um dia, e que não esteja muito distante) alguém que, diante das coisas, das situações e das outras pessoas, conjugue, de coração, com a alma, pronomes possessivos na 1ª pessoa do plural.


Obs.: Ansiedade + TPM = Frustração

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Outra amiga que vai casar!

A gente vive várias fases durante a vida, socialmente falando. Quando se é criança, as festas infantis são o momento delíííííííícia: muito brigadeiro, refri, salgadinho, sem falar nas brincadeiras, com direito a look desmontado e pés descalços ao final da festa. E as lembrancinhas, cheias de guloseimas capazes de deixar dentistas de queixo caído, em desespero.

Aí vem a fase dos "15 anos": pais e mães, tremei! Haja grana para presentes, e saco para ir deixar e buscar os adolescentes nos eventos. Ali, um tempinho depois, as formaturas do ensino médio. Ok, não tem o glamour das colações de grau e festividades pela formatura em curso superior, maaaaaaaas é bacana do mesmo jeito. Aquela saudade da galerinha que a gente sabe que o tempo, as circunstâncias da vida, vai acabar por não mais ver... por mais que haja boa vontade. Claro, há exceções.

Quando chegam os 20 e poucos anos, começam os casamentos! Ahhhhhh, os enlaces matrimoniais. Nós, mulheres, sonhando com a hora do "sim", enquanto os homens fogem ao menor sinal de compromisso. Nem tudo na vida é perfeito...

Pois bem, estou batendo à porta da casa dos 30 (cinco minutos de desespero por isso, com licença!), e boa parte das minhas amigas ou já casou, ou está na lista do Santo Antônio. Pois bem, em 2009 casaram-se Claudinha, Jennifer, Maria, e Flavinha; em 2010, Natália... em 2011, casa-se Fernandinha, minha eterna "companheira de aventuras". É fato, recebi hoje o convite! rs

Inevitavelmente, quando recebo um convite de uma amiga querida, sinto um misto de felicidade por ela, e ansiedade combinada com tristeza, por mim. Claro que eu quero amigas casadas, felizes acima de tudo! Só que eu quero casar tambééééééém, ora bolas!

Acho que vou ter que apelar para medidas mais drásticas, afinal, colocar o nome na barra do vestido da amiga casadoira, já fiz, rsrsrs. Creio que agora terei de pegar o Santo Antônio e ter uma conversinha a sós com ele. Muito já li sobre o que fazer com ele: retirar-lhe o Menino Jesus, colocá-lo dentro d'agua, de cabeça para baixo, ou o mais absurdo e desesperado ato de todos, que é colocá-lo no congelador.

Ow Santo Antônio, não queria ter de fazer nada disso. Não dá aí para me dar uma senha preferencial na sua listagem??? rsrsrs

De "casa" nova

Ontem à tarde a "oficiala de justiça" (leia-se: dona da empresa) deu o ultimato. O resultado? Gente feito formiga, carregando mesas, computadores, everything else, alterando a logística do piso inferior da empresa. Aliás, mentira, porque uma galera desceu, e outra subiu. Era um tal de desmonta aqui, remonta acolá, desparafusa, remove divisória, rsrsrs. 

Quem me conhece sabe que não sou dada ao simples fato de observar: peguei chave-de-fenda, descalcei os pés, joelhos ao chão, e vamos desparafusar e reparafusar. A despeito da quantidade de homens na empresa, penso que ao passo que lhes abunda força física, escasseia inteligência prática. Discutiam os meios de remover uma estante... fui lá, empurrei, alinhei, para surpresa dos espectadores e da dona da empresa, que riu alto e comentou o girl power

Enfim, saímos ontem com a estrutura física nos devidos lugares, mas os acessórios, processos, rsrsrsrs, apenas repousando sobre as mesas. Organização que é bom, só hoje de manhã. Enquanto a maioria esperava (reclamando) que o assistente religasse os computadores, refizesse as instalações de internet, a pessoa que vos escreve providenciou o necessário para trabalhar: religou tudo, organizou os processos, as estantes, e enquanto não havia internet local, o notebook "quebrou o galho", já que a conexão sem fio está funcionando normalmente.

Enquanto escrevo esse post, vejo as pessoas tentando aparentar aborrecimento. Entretanto, percebo que internamente, rezam para que o coitado do único assistente de informática se-vire-nos-trinta e religue tudo, reestabeleça a internet, mas só umas 11h, com pausa para o almoço às 12h... O cafezinho, as conversinhas paralelas, tudo isso sim está funcionando plenamente, rsrsrs.

Mudar é complicado, desconfortável, gera um caos enorme. Mas no fim das contas, foi melhor assim. Até agora, não tenho do que reclamar do meu novo cantinho. Por enquanto...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

And so this is Christmas...

Quando a gente menos se dá conta, chegou a época de Natal. Prenúncio de que mais um ano está ali na esquina, aguardando que o atual passe para lhe dar uma bela rasteira. 

De repente, luzinhas piscando freneticamente, papais-noéis, renas e bonecos de neve invadem as ruas, as lojas, as casas. Começam os apelos de marketing para aquisições, e os shoppings ficam abarrotados de pessoas ensandecidas por presentinhos para amigo-secreto, pai, mãe, filhos, sogros, afilhados, etc. etc. etc.

Há alguns anos, para não dizer que isso ocorreu a vida inteira, essa época era mágica para mim. Significava uma satisfação providenciar a decoração natalina, ajudar com as compras e preparativos da ceia, escolher mimos personalizados...

Não sei se são os anos pesando nas costas, mas os tentáculos das festividades não me abraçam mais. Em 2009, a casa onde vivo padeceu de artefatos rubro-verde-dourados, até que a mamãe convocou uma amiga para lá de mão-cheia no assunto e voilà, decoração! A ceia foi improvisada, e mais parecia um velório do que uma noite de comemoração. Ok, foi o ano em que perdemos a arroz-de-festa da família: tia Teresa. Plenamente justificável o clima, dada à ausência pesarosamente sentida.

Creio que seja um sentimento meio Alice no País das Maravilhas, especificamente aquela cena em que ela fica maior que a casa. É assim que eu me sinto: maior que a casa da minha mãe. É como se eu não mais tivesse condições de permanecer filha. Não, não há pressão por parte dela, pelo contrário! Mas aqui dentro isso me incomoda. Meus braços, pernas e cabeça estão para fora das janelas e telhado.

Ainda que ocupe o quarto, não tenho gosto por transformá-lo. Vivo em compasso de espera, entre a realidade e a esperança do novo. Sim, eu confesso, nem penso em ir morar sozinha, eu quero mesmo é um cantinho para chamar de "nosso". Ainda que só tivesse uma cama, uma geladeira e um fogão com botijão. Eu daria um jeito de colocar ao menos um imã na geladeira. Teria gosto, amor, e o Natal faria outro sentido.

Nem sei por que escrevi isso... mas é assim que eu me sinto: inadequada, sobrando. E o que eu mais quero é uma chave de um canto "nosso". Quem sabe o Papai Noel não me traz isso de presente? Poxa, eu mereço.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Despejo: medo do novo!

Pela segunda vez na vida, serei despejada, rs.

Calma! Nada assim, tipo relação inquilinária. É relativo ao local de trabalho mesmo. Dessa vez, pelo menos, houve uma explicação, e fez sentido. Na anterior, foi sumária, com fundamentos frouxos e que mais tarde se revelaram sórdidos mecanismos de assédio moral, puro e simples.

Após as "férias-punição", e que até hoje não tem explicação (e vai morrer sem ter), fomos (meu colega e eu) comunicados de que seríamos remanejados. A ideia (desculpa, na verdade) era iniciar um projeto novo, revolucionário. Mas a verdade dos fatos era outra: era para nós "perdirmos para sair", no mais puro sentido do termo em Tropa de Elite. Faltaram os tapões no pé do ouvido, rs, os literais né, porque os subliminares vieram, e com força. Só que a gente não pediu. Sobrevivemos, zero dois e zero seis, rsrsrsrs.

Hoje, a realidade é ooooooooooooooooooutra, graças a Deus. A transferência é para ali ao lado, nada absurdo nem tirano. É só uma questão de logística: setores que realizam as mesmas atividades devem ficar agrupados.

E você vai me perguntar: Por que um post sobre isso? E para que tanto drama?

Minha resposta: toda mudança gera desconforto, por menor que seja, por mais necessária que se faça. E, de fato, eu estou bem aconchegadinha aqui no meu cantinho, com a minha parceira aqui do lado, tranquilinha, produtiva e silenciosa. Nesse novo local, é tudo novo (óbvio). Não sei quem está ao lado, atrás, na frente. Não há a proteção das divisórias, da porta. Ou seja, não haverá barreiras me separando dos outros. Isso me causa calafrios!

Não, não é esnobismo. É medo do novo mesmo! É desconforto, desalinho. Huuuuuum, daqui a  minutos, o expediente encerra por hoje e as mudanças começam. Socooooooorro, estou com medo! rsrsrs

Estamos todos loucos

Outro post da série "Clandestinos"...

Quarta-feira, entre 7h30 e 8h, estava dirigindo com a tv (do celular) ligada, ouvindo as notícias via Globo. Não é padrão, afinal, costumo dirigir ouvindo boa música, já que o caos do trânsito deixa qualquer um transtornado. Mas daí ao que percebi hoje...

Fortaleza, como se sabe, não é uma cidade projetada. Tampouco os gestores tiveram a preocupação de planejar o que foi um dia futuro, e hoje é um péssimo presente. Daí a desordem. Não pretendo aqui discutir os incentivos para a aquisição de veículos, IPI reduzido, parcelas à perder de vista. Não! 

O maior absurdo nisso tudo é a forma como as pessoas (aqui eu me incluo) tem se comportado no trânsito, com foco na paranóia generalizada dos motoristas. Claro que pedestres, ciclistas, aqueles(as) que tracionam carrinhos de reciclagem, prejudicam, todos a seu modo, também por imprudência.

Pior somos nós, motoristas de veículos de passeio, caminhões, ônibus, motos... padecemos da doença do atraso, da falta de cordialidade, do egoísmo sem limites. Transformamos nossos carros em armas, nossas mentes em máquinas desprovidas de bom senso. A minha pressa é sempre a maior de todas, a minha urgência de deslocamento não leva em consideração mais ninguém. Eu, eu, eu. 

Somos uma legião de solitários condutores, sedentos por atravessar a cidade em tempo recorde, ordenando que os demais liberem o caminho. Quase reis, hein? Não conseguimos sequer aguardar o tempo de reação dos demais, frente ao farol aberto. Mão e buzina transformaram-se numa só coisa. É automático, basta a luz verde sinalizada, e uma buzina será ouvida. Sempre.

Loucos. Creio que se me filmassem enquanto dirijo, eu me reconheceria em diversos desses comportamentos ridículos e paranóicos. Mas hoje, não sei por qual motivo, percebi que estamos fora do prumo. Paciência! É o que falta, mais ainda do que o próprio tempo, que vivemos perseguindo sem alcançar. 

A partir deste post, vou monitorar meus comportamentos enquanto dirijo. Minha humilde parcela de contribuição para um mundo (ou uma Fortaleza) menos doente.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Protelar

Da série "Posts Clandestinos", rsrsrs.

Tenho m-a-n-i-a de protelar. Além de ser um péssimo hábito, dificulta um bocado as coisas. Sabe aquele pagamento cujo vencimento é fixo, mensal? Pois é, confesso que, conscientemente, acabo deixando para amanhã, e depois, e depois... e vira um prejuízo. Sim, porque nunca acontece isoladamente, o que finda por me levar alguns reais cujo emprego poderia ser noutro benefício. Fazer unhas, por exemplo, rs.

Ok. Você que me lê deve julgar tal fato um absurdo. Eu sei que é, e tenho lutado para modificar esse hábito. E veja só, não ocorre prejuízo só financeiro. Vamos aos emocionais... sou daquelas que "perdoam mas não esquecem", e luto contra a eterna busca da aceitação. Há pouquíssimo tempo é que comecei a conseguir dizer o que penso, o que sinto, e nisso o blog tem influência direta. Bom, analisando minha vida pregressa, rsrs, creio que o comportamento está vinculado à criação.

Ora, ora. Se você também é o(a) primogênito(a) sabe exatamente do que falo. "Somos" a personificação das expectativas, a possibilidade de nossos pais realizarem frustrações (ser bailarina ou jogador de futebol). Todo e qualquer comportamento, atitude, tudo é cercado de análises e julgamentos. E, claro, da famosa frase: "Você é o(a) mais velho(a) e tem que dar o exemplo". $%&* @#$ + §@#$%!!!! Alguém perguntou se eu aceitava o encargo de "big sister", antes de atirá-lo sobre as minhas costas????

Despir a veste de "boa menina" é absolutamente necessário, afinal, as meninas más é que vão aonde quiserem. Sério! Boas meninas ficam relegadas aos cargos medianos, aos casamentos e papéis de mãe e esposa, ambos medíocres. Socooooooooooooorro! 

Voltando ao assunto "postergação", rs, revejo com vergonha a minha luta pessoal, diária, com a preguiça de malhar. Eu leio o que posso e mais um pouco sobre saúde, nutrição, bem estar. Mas põe aí uma caixa de chocolates, uma panela de brigadeiro, e toda a moral da história fica ali, trancada no armário. 

Contribuí e permiti para que o meu peso se alterasse a ponto de ter um guarda-roupas abarrotado de calças jeans, das quais cinco, no máximo, servem de fato. Quantas vezes chorei ao tentar entrar numa roupa? Mas não era ainda o tal "fundo do poço". Adiei, até o ponto de ter o relacionamento duplamente abalado. Foi preciso ouvir, com a mais absoluta carga de honestidade que um ser humano é capaz de imprimir ao discurso, que a forma física influencia no amor.

Alguém aí vai pular, dizer que é absurdo, que não é amor. Desculpe-me a franqueza, mas é amor sim. É preciso amar muito alguém para ter coragem de mostrar-lhe a face dura da verdade. Eu me recusava a aceitar os fatos, porque eu via, não sou cega ora bolas! Eu via o reflexo no espelho, via as roupas que não serviam. Por que raios protelei tanto? Não sei, não encontrei resposta.

Como eu disse ontem por e-mail ao meu mais novo seguidor, rsrsrs, estou em busca do tempo perdido. Resolvendo pendências, das mais banais àquelas cujo impacto direto é avassalador. Cito como exemplos a baixa no meu cadastro no ISS, que eu deveria ter feito desde 2008, e só fui de fato à Secretaria de Finanças há 2 semanas!!! Ou ainda o pagamento em dia de todas as minhas contas. E, claro, a academia.

Protelar, postergar, adiar, são verbos que preciso abolir do cotidiano. Chega de pendências e situações a "empurrar com a barriga". Afinal, a vida é agora.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ah, segunda-feira! :(

Imagem daqui

Não, não estou reclamando. Afinal, a decisão de viajar foi minha, o horário de retorno era o único disponível, eu aproveitei o possível do final de semana ao lado do namorado lá em Tianguá...

Mas segunda-feira, por si só, já é a cara do tédio! Some-se a impossibilidade de dormir no ônibus, mesmo com recursos (agasalho, lençol, tapa-olho e protetores auriculares), cinco horas de viagem, e a obrigação de estar às 8h no trabalho. Treva, treva, treva!!!

Nem o café divino da Creuza (aqui no trabalho) dá jeito nos meus calafrios pela ausência de repouso adequado. O jeito é beber muita água, procurar uma ocupação a todo instante, e rezar para que o dia acabe logo!

PS: sim, sim, este é outro post clandestino ;)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A árvore-luminária!

Alguém sabe onde encontro uma dessas em Fortaleza?

Sim, porque os garçons do restaurante em Juazeiro disseram que tem num mercado no centro...

Só que eu quero uma dessas e tão cedo não irei ao Juazeiro, rsrs.

Enviado de um celular Claro

Ganhando o dia (vaidade mode on)

Ai Jesus, corei!!! rsrs (outro post clandestino)

Trabalhar após o almoço, no meu caso, é contraproducente. Eu tenho um sono incontrolável, nem café com chocolate dá jeito. Quando a coisa tá feia, vou até a copa, que fica no primeiro piso. Sair, andar e subir escadas serve de ajuda para a circulação do sangue e dão aquele "up".

Enquanto eu enchia as garrafinhas d'agua (minha e dos 2 estagiários), um funcionário entra e inicia um "bombardeio" de palavras que ligaram o botãozinho da vaidade/vergonha em mim. Ele começou elogiando a forma como me visto, como ando e me comporto. Disse que só pessoas diferenciadas são assim, e que só os diferenciados notam essa tal "diferença". rsrsrsrsrs. Mencionou que isso é notado pela cúpula, o que é bacana, já que sou recém-chegada ao grupo empresarial.

Saí da copa sem sono, quase atropelo o diretor financeiro e seu copo d'agua, próximo à escada, rsrsrs. Bem a minha cara, ser desastrada.

Eu tinha que vir logo escrever isso no blog, antes que as palavras dele fugissem da minha mente, rsrs. Elogio é bom, e todo mundo aprecia! Não sou diferente, né? :)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tentativas de regar uma flor

Esse é outro post clandestino... rsrs

Hoje logo cedo, quando entrei no msn, duas queridas amigas vieram falar. Depois dos cumprimentos de costume, ambas mencionaram a preocupação com outra grande amiga em comum. É certo que temos fases boas, e outras nem tanto. Mas a nossa flor-de-lis está murchinha e não tem permitido o acesso de água nem luz solar, digamos assim.

Amizade pressupoe cuidado, amparo, e se prova forte e verdadeira nos momentos de grandes provações, como é o caso. Só que a gente tenta chegar, mas é repelido. Consciente, proposital? Não se pode afirmar com certeza. O fato é que precisamos contornar os obstáculos impostos e alcançá-la a tempo.

Às flores que buscam de alguma forma amparar nossa amiga, o meu muito obrigada! E a você, flor-de-lis, se ler este post, por favor, permita-nos aproximar e dividir essa dor e angústia. É para isso que estamos nesse mundo, para ajudar uns aos outros. Beijo, amo vocês!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Viajando a trabalho

O que eu amo (numa lista de outras coisas igualmente lovely) no meu atual trabalho é a liberdade de atuação como advogada. Sim, sem essa de "exclusividade", até porque tudo que é exclusivo deve ser muitíssimo bem remunerado. Pois bem, vez por outra tenho audiências no interior do Estado, que me tomam uma manhã longe do escritório.

Dessa vez, o interior em questão era em Pernambuco. Para tanto, foi necessário me deslocar até Juazeiro do Norte/CE, na madrugada de terça 30/11. Não se pode dizer que dormi, porque recostar na cama e lá permanecer por somente 3h não é repouso, rsrs. Nem café-da-manhã foi possível tomar, mas consegui convencer o recepcionista a levar minha porção de ração humana até a cozinha, para que alguma santa alma caridosa me preparasse ao menos uma vitamina.

Desnecessário dizer que fui dormindo no carro, no trajeto Juazeiro-Araripina. Três audiências, pedidos casca-grossa... o prognóstico não era dos melhores. Porém, alguns detalhes e os pedidos caíram por terra, xeque-mate a meu favor. Os processos resultaram em acordo, como na máxima "é melhor um péssimo acordo do que uma boa briga".

De volta ao hotel, desfrutei do que foi possível: almoço, uma tarde inteira de sono na mais absoluta paz e tranquilidade, jantar divino (quase me acabo no espaguete!). Afora a solidão, a estada naquele hotel renderá lembranças especiais, rsrsrs. Coisas engraçadas acontecem, não é mesmo? ;)

Ruim foi o retorno: madrugada de quarta, 2h55. Mas o final de tudo é que  tive experiências profissional, pessoal, enfim... e essa liberdade me rende extras$, que ajudam, e muito, o orçamento. Não desejando que aconteça, mas que os trabalhadores insatisfeitos lá em Araripina podem render bon$ fruto$, ah, isso podem!

domingo, 28 de novembro de 2010

A violência a dois quarteirões

Domingo, por volta de 20h, o telefone residencial toca. Do outro lado, uma voz atônita, um misto de choro e impaciência, pedindo que eu fosse buscar n'algum lugar que eu não conseguia compreender. Insisti, e finalmente "pesquei" um nome que soou conhecido.

Em momentos assim, a gente não pensa, porque sabe mais ou menos o que esperar. Não deu outra, quando virei à esquerda na tal rua, vi um pequeno aglomerado. Ao me aproximar, alguém abre a porta do carro, enquanto ela vem, cambaleando, descalça, e se joga no banco.

É inevitável questionar, e a verdade dos fatos é um soco no estômago, de quem sofre, de quem presencia, de quem está perto da vítima da violência urbana. Camila, minha irmã, voltava do trabalho... desceu do ônibus e caminhava, como faz todos os dias. Na rua em que estava há um templo, e num domingo é comum que haja carros transitando no local.

Só que um carro para, um indivíduo desce e ordena que ela entregue a bolsa. Ela não só não entrega, como começa a gritar; o ladrão agride, na tentativa de subtrair a bolsa; ela revida. Isso mesmo: revida. Socos, chutes, e muitos gritos. Obviamente, ela também foi agredida, e o soco que levou no olho esquerdo resultou no trincamento do osso naquele local.

Fora isso, tudo bem, por Deus ele não estava armado, e tampouco o comparsa desceu do carro. Ademais, o dito meliante deve estar, a essas horas, com um nariz quebrado e com danos nas partes íntimas, digamos assim. Os socos que ela lhe deu resultaram em sangue. Ou seja, ele saiu sangrando, sem a bolsa, e com a Polícia no encalço.

Sim, fiz questão de ligar para a Polícia, registrar a ocorrência, fornecer o máximo de lembranças que ela tinha. Os policiais ouviram os moradores, que gentilmente cuidaram dela até que eu chegasse, e também fizeram sua parte como cidadãos, ligando para a Polícia.

Recém chegada do hospital, ela está bem, mamãe está "anestesiada" com os fatos, e eu, indignada com esse absurdo que vivemos hoje. Minha irmã foi a vítima, mais uma. [Ok, ela reagiu, o que não é recomendado. Mas graças aos céus, está medicada, em casa, sã e salva]. Muitas famílias não tem a mesma sorte. Até quando?

O noticiário é abarrotado de violência cotidiana, e a gente parece meio alheio a tudo isso. Mas quando acontece com um conhecido, um parente, aí sim você percebe que de fato essa criminalidade cresce em progressão geométrica. A repressão do Estado, ao contrário, em progressão aritmética. 
Quem assistiu aos dois filmes Tropa de Elite compreende que somos responsáveis por esse caos. Eu falo "somos" porque a gente ou consome, ou conhece alguém que consome, sejam drogas, cd's e dvd's piratas, produtos contrabandeados, falsificados. Adivinhem só o que esse nosso dinheiro financia? V-I-O-L-Ê-N-C-I-A, e as variações do tema: assaltos, tráfico, sequestros, etc.

E você que lê esse post, lê jornais, assiste ao noticiário, ainda acha que não é com você? Desculpa, mas é sim. Continua comprando cd e dvd pirata, produtos falsificados, drogas... financia a violência, que ela chega até você, mais cedo ou mais tarde. Digo isso sempre ao meu namorado, sobre não adquirir qualquer tipo de mercadoria ilegal. A gente acha, inocente, "é só um cd, um dvd, um tênis"... é meu amigo, mas de grão em grão é que a galinha enche o papo.

É de cd em cd que esses marginais operacionalizam a violência. Pensa nisso!

Adorável ajudante do lar

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Eu quero um assim, tipo ajudante doméstico. Até o pagamento é fofo: petiscos.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

3Kg a menos, empolgação a mais!

É isso mesmo, com a reeducação alimentar exterminei 3kg em 20 dias. Não, não é aquela velha história de deixar de comer, ou comer só carne, ou só fruta, ou viver só de sopa ou de luz. Todas as porcarias que eu costumava comer foram devidamente substituídas e o resultado está aparecendo.

Eu já havia desistido daquela sensação de euforia quando as roupas vão ficando mais e mais folgadas. Para quem já viveu o drama de estar acima do peso (sim, porque vira novela mexicana meeeeeesmo) sabe exatamente o que é perceber uma folguinha na cintura, no quadril... Não tem preço!

Passei metade da vida brigando com o peso que a balança insistia em revelar. Agradeço esse fato à mamis, pela "brilhante" ideia de empurrar Sustagem APÓS o almoço, every single day, sob a alegação (sem fundamentos) de que eu estava anêmica. Isso, aos 13 anos, já viram a cena de terror né? A pessoa inchou, perdeu o guarda-roupas inteiro, e ganhou fora os kg um monte de angústias e insatisfações.

Hoje, graças a Deus, depois dos choques de realidade que a vida me impuseram, percebi que era mudar, ou mudar. Daí, fora a alimentação, resolvi mexer o corpo também. Domingo mamis e eu caminhamos... segunda ela foi sozinha!!! Muitos progressos nessa família, rsrs. Ontem eu finalmente decidi: fiz a matrícula na Curves. Não vou mentir, o que me atraiu foram o tempo (30min, 3x por semana) e o fato de só ter mulheres (nada de olhares desaprovadores pelos excessos de fofura).

Não é barato, eu sei, mas creio que com o passar dos anos a gente começa a fazer escolhas não só baseadas no custo financeiro, mas levando em consideração diversos fatores. Foi o que eu fiz, e pela aula de ontem, não me arrependi. Esse acompanhamento (quase) personalizado é o máximo para quem, como eu, precisa de "incentivo" (leia-se empurrão, puxão de orelha, rsrs). 

A meta bem realista, inicialmente proposta, era perder 9kg, dos quais já perdi 3! Até coloquei um contadorzinho ali embaixo, no rodapé do blog, para acompanhar essa evolução. Porque mudar faz bem, rsrs.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Um post clandestino

O post de hoje é clandestino: diretamente do escritório. A despeito das habilidades tecnológicas, não aprendi (ou não me dediquei a aprender) a postar via celular. Ok, também não possuo o tal IPhone, que de fato facilita a vida dos tecnolovers, rs.

Bom, eu ando meio preguiçosa para cuidar do blog. Acredito que quem lê com certa frequência, já percebeu. O que direi não justifica, mas explica: trabalho. Não estou reclamando, pelo contrário. Graças a Deus eu posso dizer que eu estou empregada, e num lugar que é realmente de trabalho, não um circo de horrores.

Curioso é que a gente precisa ter vivido o inferno para valorizar o céu, ou ao menos o caminho que a lá conduz. Para quem trabalhou no mesmo local, aquela famosa frase "aqui é o céu" nada tem de verdade: ali, certas pessoas transformam, impiedosamente, o que poderia e deveria ser um bom ambiente. Lembro da tristeza que me consumia nas noites de domingo, e todas as manhãs.

Obviamente, aquilo não era normal. Mas você só percebe quando sai. Ou pior: se dá conta, e não há meios de sair, a não ser entregar os pontos e sucumbir. Eu resisti, e isso me custou caro, emocional, física e psicologicamente. 

Passada a tormenta, o período posterior foi de calmaria, com flashes de desespero, em razão da condição de desempregada. Aliás, essa palavra por si só tem um peso absurdo. Mas aí, o jogo virou, e hoje estou aqui. Posso dizer que todas as minhas zonas de conforto estão sendo sacudidas, mas nem por isso tenho aquele medo paralisante, aquela preguiça que me mantinha estacionada.

Hoje, encaro os desafios de frente, com a prudência e a humildade que cada situação pede. São novos ares, novos aprendizados, o momento de recolher e recomeçar. Que felicidade, a essa altura da vida, recomeçar...

O vídeo abaixo ilustra bem essa história de recuar para, então, enfrentar e prosseguir. 

video

domingo, 21 de novembro de 2010

News: a corda, mamãe e um novo membro nessa família

Imagem daqui
 Novidade: comprei uma corda. Aliás, ganhei. Bom, o que importa nisso tudo é que essa coisa lúdica de pular corda dá um gás danado!

Ok, eu tenho preguiça de caminhar, não é novidade para ninguém. Mas estou numa fase de mudanças, não é mesmo??? Pois sim, mamãe e eu caminhamos hoje, DOMINGO, por 40min!!! Siiiiiiiim, é um milagre!

Como é sabido pelas amigas, tenho motivos pessoais muito fortes para transformar a minha condição sedentária. Mamis tem recomendações (aka. ordens) médicas para mudar a alimentação e implementar uma rotina de exercícios físicos: glicemia alterada, pressão oscilante, e um médico que disse que se até janeiro ela não tiver perdido peso, vai precisar administrar medicação para diabetes.

Poucas pessoas sabem que a minha avó materna morreu jovem, por consequência de diabetes fora de controle. O maior temor da mamãe era de não ver os netos crescerem. Bom mamis querida do meu coração, você vai ganhar um novo membro na família (minha cunhada está grávida, e meu irmão beeeeeeeem assustado), precisa de fato se cuidar, para vê-lo(a) crescer. (acho que teremos um outro Lambert Brasil, algo me diz que agora será um menino).

Bom, depois eu conto os capítulos dessa novela familiar: mamãe (alimentação + caminhada), eu e a corda (rsrsrsrs), e o(a) novo(a) sobrinho(a).

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ser humano e complicado

Você não leu o título do post errado, e não está faltando acento no "e". A  intenção era essa mesmo, de dizer como somos complicadamente humanos, rsrs. Haja insatisfação!

Pois bem, eu tenho andando cansada, e o trabalho em si tem parcela de culpa. Só que agora eu, pelo menos, tenho um, né? rsrsrs Ow criaturazinha reclamona! Antes, a tristeza desse mundo era porque eu não achava nenhum lugar digno, e agora as 44h semanais estão acabando comigo, rsrsrs.

Mas vamos lá... abandonei o blog, rs, por pura preguiça. Tenho dormido pouco, irresponsavelmente. Bati o carro, distraidamente. Hoje, acabei "me jogando" em dois pares de sapatos que me levam próximos ao 1,85m, poucos meses após uma entorse por causa de um salto bem menor... enfim...
A verdade é que a gente adora se maldizer... e agradece pouco ou nunca, por tudo que tem na vida, do teto e cama para pernoitar, ao prato de comida usualmente escolhido e variado. Não sou diferente, também faço isso. O que tenho percebido é que isso deixou de passar desapercebido. Ou seja, até faço, mas deixou de ser inconsciente e passou a ser consciente.

Mesmo com todo o sofrimento profissional e pessoal, esse ano foi de mudanças que resultaram em coisas positivas. Óbvio, nem tudo são flores. Mas prefiro optar por enxergar rosas em espinhos, do que espinhos em rosas. A vida é boa sim, a gente é que é mal agradecido e está sempre em busca do que não tem, quando deveria valorizar o que está aí, para quem quiser ver. Só basta querer.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Reabilitação alimentar

A ideia do post era a de fazer como nas reuniões de "anônimos" (aka Alcoólicos, Narcóticos, Comedores, Compradores, Neuróticos, Mulheres que amam demais...)... então, lá vai:

Oi! Meu nome é Tatiana, e eu tenho problemas com a aceitação da necessidade de uma alimentação saudável. Estou em rehab há dez dias, e já perdi 2,5kg. Minha pele dá sinais de melhora, os cabelos parecem menos arredios, o sistema como um todo está funcionando melhor.
Até o sono está regularizado, e aquele cansaço imenso aos poucos me abandona. As roupas não reclamam mais quando as visto, e ando desconfiada, porque o espelho parece estar me paquerando. Agora, não consigo sair de casa sem maquiagem, uso filtro solar regularmente, nunca durmo maquiada (mas isso eu sempre fiz).

Fiz umas incursões em academias, para tentar encontrar uma que fizesse o coração palpitar. OK, não aconteceu (ainda!). Feliz da vida, comprei lingeries novas, joguei fora um monte de outras nem tão novas assim, entrei numa loja hipnotizada por uma T-shirt a la Sex and The City, acabei comprando outra e ainda uma calça que ficou um arraso e custou só R$ 49,00.
Só que eu preciso confessar: mudar hábitos tão arraigados, como tomar café com leite e comer sanduíche no café da manhã, não é moleza. Por praticidade (leia-se preguiça), substituí o breakfast por vitamina com ração humana. Os lanchinhos deram lugar a barrinhas de cereal, iogurte, gelatina e cookies de fibras.

À noite, o meu conflito pessoal é controlar o desespero por comer pão, macarrão, esfiha, pizza... procuro me contentar com um sanduba reforçado (pão integral, queijo light, presunto ou ovo, muita salada e temperos) por volta de 19h, e corro pro quarto com um copo d'agua. rsrsrsrs Se a fome apertar lá pelas 23h, convenço a mim mesma que um copinho de iogurte vai resolver o problema.

Tá, tá bom, eu reconheço que essas mudanças são positivas e devem ser mantidas a qualquer custo. Mas acho que tenho um cérebro de gente gorda mesmo! Não posso ver os apelos da indústria alimentícia, que o meu estômago faz voltas e voltas. Nada de chocolate, sorvete, bobagens comestíveis. Fiz isso porque começo a acreditar que realmente sou viciada em carboidratos, gorduras saturadas e açúcar.

Daí a razão do post: admitir minha impotência diante do "vício", e lutar com todas as forças contra esse mal da vida moderna... Preciso também agradecer minha amiga Lara, por haver emprestado o livro "A dieta sem dieta", que prega a mudança de hábitos em detrimento do sofrimento provocado pelas dietas convencionais. Empolgada, até comprei outro livro nessa linha: Mulheres, Comida e Deus. 

O esforço está valendo a pena, e tem me mostrado que eu posso, sim, ser mais forte que os meus impulsos por comida. E isso acaba influenciando todos os aspectos da vida, parece que inflam a coragem e a determinação inside. Tente! Eu sou o exemplo vivo de que vale a pena se dar essa chance de mudar ;)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A foto, rs.

Sofrer tem vantagens, sim! Sem mencionar aqui os benefícios espirituais, informo que toda a avalanche rendeu menos 2kg e um novo visual ;)

Por enquanto, atendendo a pedidos, a foto do novo cabelo! (PS: não está mais assim tãããããão escuro)



hahahaha, pagando de modelo, vê se pooooooode!!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Construindo um muro...

Há dias em que você começa a construir um muro de proteção... isso depois de tentar alicerçar da melhor forma possível. Aí vem a chuva e acaba com seus planos. Mas você não desiste, persiste! E outro contratempo derruba boa parte da construção.

Você então senta em frente ao caos e chora. Claro, é só um muro! Mas quem passa perto pensa que você é maluca. Afinal, é só um muro! Mas quem chora, não o faz pela construção em si, mas pela conjunção de uma vida.

Aquele muro representa a vida de quem o construia: alicerces fortes, produto dos valores familiares, da criação. Os tijolinhos, as experiências, as conquistas, os sonhos e projetos de vida. As intempéries abalam, e algumas vezes destroem as nossas certezas. Só que é caindo e levantando que a gente aprende. Quando vemos cair um tijolinho, podemos lamentar, porém precisamos colocar outro no lugar...

O muro precisa ser erguido, ainda que um ou outro tijolo caia e se parta. É a lei natural da vida. O importante é seguir em frente. Estou aqui, chorando meu muro sem tijolinhos... e espero que daqui a pouco eu consiga me reerguer, para adicionar meus novos tijolos.

sábado, 6 de novembro de 2010

A "minha" música do dia!

Sabe aquelas músicas que a gente ouve uma vez na vida e não leva muito a sério? Aí um belo dia para um minutinho e presta atenção na letra, e tudo fica claro como um dia de sol??? Isso VIVE acontecendo comigo. Sou de extremos: plugadíssima, ou desligadíssima. 

Lembro da música na trilha sonora de "O Diabo Veste Prada" (The Devil wears Prada), naquele momento f-e-n-o-m-e-n-a-l no qual são retratadas as fashionistas, atravessando ruas ou chamando pelos taxis. (pausa para um suspiro invejoso pelos metros de pernas e corpitchos fat-free). A euforia pelo filme pode ter prejudicado, daí não dei bola para a música, mas sim para os figurinos.

Tempos depois, veio a operadora Claro e colocou a música como trilha de uma campanha. Novamente, um suspirinho meu, e pouca ou nenhuma atenção.

Hoje, vendo a reprise do "Tamanho Único", da GNT, sobre moda para baixinhas (oi? eu!), a maledeta canção caiu sobre mim como as bigornas caíam sobre o Coyote do desenho animado (Papaléguas). Daí, corre pro 4Shared, baixa e põe pra rolar!!!!! rsrsrsrs Quando vi a letra, resolvi que essa seria a "música do dia", com graaaaaaaaaaaaaandes probabilidades de virar ringtone no lugar de "Empire States of Mind", do Jay-z ft. Alicia Keys (trilha sonora de Sex And The City 2).

Então, vai lá no You Tube, nesse link, e ouve "Suddenly I See"... não coloquei aqui porque o código para incorporar o vídeo aqui está desativado pelo autor lá no YT. Vai, solta o som, que é o que estou fazendo agooooooooora mesmo!!!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"O tempo não para"

* música do Cazuza.

Pois é... sabe quando você se dá conta de que o mundo continua a girar, a despeito do seu sofrimento, tristeza, dor-de-cotovelo e afins? Minha ficha caiu hoje no elevador, na saída do escritório. (calma, esse é assunto pra outro post ;) ).

Eu, num misto de satisfação por só trabalhar até 17h nas sextas-feiras, e ao mesmo tempo desolada e sem ideias para preencher essa maldita-sexta-feira-uma-semana-pós-fim, e duas pessoas entram no elevador falando em reservas para o Carnaval.

Para-tudo-e-chama-a-Nasa, como diria Christian Pior! Eu rezo todo santo dia para que o dia acabe LOGO, o tempo passe DEPRESSA e que eu não sinta a falta que ele me faz, e esse povo preocupado com o Carnaval!!!

Só que aí você percebe que a vida continua... ele ainda não sabe se toma sorvete ou se come feijoada, e a única certeza é a de ser flamenguista para todo o sempre! Você não faz mais parte dos planos, nem das certezas.

Chega em casa, o telefone toca, e é a sua mãe, convidando para uma reunião das amigas dela. Fundo de poço total!!! É, porque ter que recorrer às amigas da mãe para ter vida social, ou pelo menos não ficar borocoxô, morcegando no quarto em plena sexta-feira, é fim de carreira! VEJA BEM: as amigas da mamãe são espetaculares, engraçadíssimas, eu as adoro. Mas é que o dia hoje é de saudosismo, e um bocadinho de melancolia.

Então, às 19h, você está de pijamas, postando no blog. É minha gente, a vida segue... mas eu continuo esperando! :(

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

As implicações das escolhas

Hoje fui à consulta de rotina com um novo ginecologista... 

***Pausa para considerações***

Sempre tive uma opinião pré-concebida acerca de médicos ginecologistas. Afinal, homem é homem, e é absolutamente constrangedor imaginar a possibilidade de mencionar situações íntimas para um estranho, ainda que profissional habilitado para o exercício de tal função. Isso sem falar no exame em si. Dispensa comentários.

Bom, mas as circunstâncias terminam por nos forçar a rever paradigmas, mudar os hábitos. E sabem de uma coisa? Que bom! Esse médico desmistificou os meus receios, conquistou minha confiança, e ainda me deu um sermão sobre o fato de eu estar com 29 anos, ser usuária de anticoncepcional há 7 anos, e não ter filhos até a presente data.

***Retomando o post***

As pessoas se surpreendem quando eu digo que não penso em ter filhos. Algumas das minhas amigas mais antigas recordam-se perfeitamente dos meus planos acerca da maternidade, dos possíveis nomes e das relações imaginárias entre os "filhos" que viríamos a ter. Sim, porque eu já fiz planos nesse sentido. Assim como planejava se ruiva para todo o sempre; ou nunca, jamais e em tempo algum, ser loira, rsrsrs.

O fato é que, com o passar do tempo, a gente muda. Aliás, que maravilha essa possibilidade de mudar, porque permanecer imutável, além de chato, causa imenso sofrimento. Pois bem, hoje, penso que a maternidade é uma experiência para a qual não estou preparada, física, emocional e espiritualmente. Alie-se ao fato de que não tenho marido; e honestamente creio que o ideal para uma criança é ter pai e mãe, juntos, em situação estável (em todos os aspectos).

Voltando ao médico... ele me dizia que se eu pretendia ter mais de 3 filhos, já estava atrasada. Mesmo certa da minha decisão atual, ouvir esse tipo de coisa sobre relógio biológico, causa espanto. Ali, sentada, percebi que o tempo está de fato se esvaindo. Cada ano, a partir dos 30, tem impacto na fertilidade. 

Quando ele concluiu o discurso médico, eu lhe disse que não pretendia ter filhos. Para minha surpresa, ele não me criticou, e ainda por cima me disse que não tem filhos, nem sente falta de tê-los. Acho que ele, assim como eu e Liz Gilbert (autora dos livros "Comer, Rezar, Amar" e "Comprometida"), deve preferir permanecer alistado à "Brigada das Tias/Tios", a ser intencional ou sumariamente alistado ao "Exército das Mães/Pais".

Quando li sobre isso no livro Comprometida, rsrs, achei fantástico. De fato, nem toda mulher precisa ter filhos. O mundo já está cheio de corajosas que se encarregam de povoar o planeta. É super confortável ser tia/madrinha, porque ao menor sinal de alerta, a gente pode devolver a criança (aos pais).

É... mas o que o médico disse marcou a minha vida. Se a escolha se mantiver, sem problemas. Agora, se eu mudar de ideia (o que me é totalmente permitido, já que se trata da minha vida, do meu corpo, e eu tomo as decisões), vou ter que torcer para que dê certo. Mas, como diria Marisa Monte, "o que passou calou, e o que virá, dirá".