domingo, 28 de novembro de 2010

A violência a dois quarteirões

Domingo, por volta de 20h, o telefone residencial toca. Do outro lado, uma voz atônita, um misto de choro e impaciência, pedindo que eu fosse buscar n'algum lugar que eu não conseguia compreender. Insisti, e finalmente "pesquei" um nome que soou conhecido.

Em momentos assim, a gente não pensa, porque sabe mais ou menos o que esperar. Não deu outra, quando virei à esquerda na tal rua, vi um pequeno aglomerado. Ao me aproximar, alguém abre a porta do carro, enquanto ela vem, cambaleando, descalça, e se joga no banco.

É inevitável questionar, e a verdade dos fatos é um soco no estômago, de quem sofre, de quem presencia, de quem está perto da vítima da violência urbana. Camila, minha irmã, voltava do trabalho... desceu do ônibus e caminhava, como faz todos os dias. Na rua em que estava há um templo, e num domingo é comum que haja carros transitando no local.

Só que um carro para, um indivíduo desce e ordena que ela entregue a bolsa. Ela não só não entrega, como começa a gritar; o ladrão agride, na tentativa de subtrair a bolsa; ela revida. Isso mesmo: revida. Socos, chutes, e muitos gritos. Obviamente, ela também foi agredida, e o soco que levou no olho esquerdo resultou no trincamento do osso naquele local.

Fora isso, tudo bem, por Deus ele não estava armado, e tampouco o comparsa desceu do carro. Ademais, o dito meliante deve estar, a essas horas, com um nariz quebrado e com danos nas partes íntimas, digamos assim. Os socos que ela lhe deu resultaram em sangue. Ou seja, ele saiu sangrando, sem a bolsa, e com a Polícia no encalço.

Sim, fiz questão de ligar para a Polícia, registrar a ocorrência, fornecer o máximo de lembranças que ela tinha. Os policiais ouviram os moradores, que gentilmente cuidaram dela até que eu chegasse, e também fizeram sua parte como cidadãos, ligando para a Polícia.

Recém chegada do hospital, ela está bem, mamãe está "anestesiada" com os fatos, e eu, indignada com esse absurdo que vivemos hoje. Minha irmã foi a vítima, mais uma. [Ok, ela reagiu, o que não é recomendado. Mas graças aos céus, está medicada, em casa, sã e salva]. Muitas famílias não tem a mesma sorte. Até quando?

O noticiário é abarrotado de violência cotidiana, e a gente parece meio alheio a tudo isso. Mas quando acontece com um conhecido, um parente, aí sim você percebe que de fato essa criminalidade cresce em progressão geométrica. A repressão do Estado, ao contrário, em progressão aritmética. 
Quem assistiu aos dois filmes Tropa de Elite compreende que somos responsáveis por esse caos. Eu falo "somos" porque a gente ou consome, ou conhece alguém que consome, sejam drogas, cd's e dvd's piratas, produtos contrabandeados, falsificados. Adivinhem só o que esse nosso dinheiro financia? V-I-O-L-Ê-N-C-I-A, e as variações do tema: assaltos, tráfico, sequestros, etc.

E você que lê esse post, lê jornais, assiste ao noticiário, ainda acha que não é com você? Desculpa, mas é sim. Continua comprando cd e dvd pirata, produtos falsificados, drogas... financia a violência, que ela chega até você, mais cedo ou mais tarde. Digo isso sempre ao meu namorado, sobre não adquirir qualquer tipo de mercadoria ilegal. A gente acha, inocente, "é só um cd, um dvd, um tênis"... é meu amigo, mas de grão em grão é que a galinha enche o papo.

É de cd em cd que esses marginais operacionalizam a violência. Pensa nisso!

Adorável ajudante do lar

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Eu quero um assim, tipo ajudante doméstico. Até o pagamento é fofo: petiscos.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

3Kg a menos, empolgação a mais!

É isso mesmo, com a reeducação alimentar exterminei 3kg em 20 dias. Não, não é aquela velha história de deixar de comer, ou comer só carne, ou só fruta, ou viver só de sopa ou de luz. Todas as porcarias que eu costumava comer foram devidamente substituídas e o resultado está aparecendo.

Eu já havia desistido daquela sensação de euforia quando as roupas vão ficando mais e mais folgadas. Para quem já viveu o drama de estar acima do peso (sim, porque vira novela mexicana meeeeeesmo) sabe exatamente o que é perceber uma folguinha na cintura, no quadril... Não tem preço!

Passei metade da vida brigando com o peso que a balança insistia em revelar. Agradeço esse fato à mamis, pela "brilhante" ideia de empurrar Sustagem APÓS o almoço, every single day, sob a alegação (sem fundamentos) de que eu estava anêmica. Isso, aos 13 anos, já viram a cena de terror né? A pessoa inchou, perdeu o guarda-roupas inteiro, e ganhou fora os kg um monte de angústias e insatisfações.

Hoje, graças a Deus, depois dos choques de realidade que a vida me impuseram, percebi que era mudar, ou mudar. Daí, fora a alimentação, resolvi mexer o corpo também. Domingo mamis e eu caminhamos... segunda ela foi sozinha!!! Muitos progressos nessa família, rsrs. Ontem eu finalmente decidi: fiz a matrícula na Curves. Não vou mentir, o que me atraiu foram o tempo (30min, 3x por semana) e o fato de só ter mulheres (nada de olhares desaprovadores pelos excessos de fofura).

Não é barato, eu sei, mas creio que com o passar dos anos a gente começa a fazer escolhas não só baseadas no custo financeiro, mas levando em consideração diversos fatores. Foi o que eu fiz, e pela aula de ontem, não me arrependi. Esse acompanhamento (quase) personalizado é o máximo para quem, como eu, precisa de "incentivo" (leia-se empurrão, puxão de orelha, rsrs). 

A meta bem realista, inicialmente proposta, era perder 9kg, dos quais já perdi 3! Até coloquei um contadorzinho ali embaixo, no rodapé do blog, para acompanhar essa evolução. Porque mudar faz bem, rsrs.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Um post clandestino

O post de hoje é clandestino: diretamente do escritório. A despeito das habilidades tecnológicas, não aprendi (ou não me dediquei a aprender) a postar via celular. Ok, também não possuo o tal IPhone, que de fato facilita a vida dos tecnolovers, rs.

Bom, eu ando meio preguiçosa para cuidar do blog. Acredito que quem lê com certa frequência, já percebeu. O que direi não justifica, mas explica: trabalho. Não estou reclamando, pelo contrário. Graças a Deus eu posso dizer que eu estou empregada, e num lugar que é realmente de trabalho, não um circo de horrores.

Curioso é que a gente precisa ter vivido o inferno para valorizar o céu, ou ao menos o caminho que a lá conduz. Para quem trabalhou no mesmo local, aquela famosa frase "aqui é o céu" nada tem de verdade: ali, certas pessoas transformam, impiedosamente, o que poderia e deveria ser um bom ambiente. Lembro da tristeza que me consumia nas noites de domingo, e todas as manhãs.

Obviamente, aquilo não era normal. Mas você só percebe quando sai. Ou pior: se dá conta, e não há meios de sair, a não ser entregar os pontos e sucumbir. Eu resisti, e isso me custou caro, emocional, física e psicologicamente. 

Passada a tormenta, o período posterior foi de calmaria, com flashes de desespero, em razão da condição de desempregada. Aliás, essa palavra por si só tem um peso absurdo. Mas aí, o jogo virou, e hoje estou aqui. Posso dizer que todas as minhas zonas de conforto estão sendo sacudidas, mas nem por isso tenho aquele medo paralisante, aquela preguiça que me mantinha estacionada.

Hoje, encaro os desafios de frente, com a prudência e a humildade que cada situação pede. São novos ares, novos aprendizados, o momento de recolher e recomeçar. Que felicidade, a essa altura da vida, recomeçar...

O vídeo abaixo ilustra bem essa história de recuar para, então, enfrentar e prosseguir. 

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domingo, 21 de novembro de 2010

News: a corda, mamãe e um novo membro nessa família

Imagem daqui
 Novidade: comprei uma corda. Aliás, ganhei. Bom, o que importa nisso tudo é que essa coisa lúdica de pular corda dá um gás danado!

Ok, eu tenho preguiça de caminhar, não é novidade para ninguém. Mas estou numa fase de mudanças, não é mesmo??? Pois sim, mamãe e eu caminhamos hoje, DOMINGO, por 40min!!! Siiiiiiiim, é um milagre!

Como é sabido pelas amigas, tenho motivos pessoais muito fortes para transformar a minha condição sedentária. Mamis tem recomendações (aka. ordens) médicas para mudar a alimentação e implementar uma rotina de exercícios físicos: glicemia alterada, pressão oscilante, e um médico que disse que se até janeiro ela não tiver perdido peso, vai precisar administrar medicação para diabetes.

Poucas pessoas sabem que a minha avó materna morreu jovem, por consequência de diabetes fora de controle. O maior temor da mamãe era de não ver os netos crescerem. Bom mamis querida do meu coração, você vai ganhar um novo membro na família (minha cunhada está grávida, e meu irmão beeeeeeeem assustado), precisa de fato se cuidar, para vê-lo(a) crescer. (acho que teremos um outro Lambert Brasil, algo me diz que agora será um menino).

Bom, depois eu conto os capítulos dessa novela familiar: mamãe (alimentação + caminhada), eu e a corda (rsrsrsrs), e o(a) novo(a) sobrinho(a).

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ser humano e complicado

Você não leu o título do post errado, e não está faltando acento no "e". A  intenção era essa mesmo, de dizer como somos complicadamente humanos, rsrs. Haja insatisfação!

Pois bem, eu tenho andando cansada, e o trabalho em si tem parcela de culpa. Só que agora eu, pelo menos, tenho um, né? rsrsrs Ow criaturazinha reclamona! Antes, a tristeza desse mundo era porque eu não achava nenhum lugar digno, e agora as 44h semanais estão acabando comigo, rsrsrs.

Mas vamos lá... abandonei o blog, rs, por pura preguiça. Tenho dormido pouco, irresponsavelmente. Bati o carro, distraidamente. Hoje, acabei "me jogando" em dois pares de sapatos que me levam próximos ao 1,85m, poucos meses após uma entorse por causa de um salto bem menor... enfim...
A verdade é que a gente adora se maldizer... e agradece pouco ou nunca, por tudo que tem na vida, do teto e cama para pernoitar, ao prato de comida usualmente escolhido e variado. Não sou diferente, também faço isso. O que tenho percebido é que isso deixou de passar desapercebido. Ou seja, até faço, mas deixou de ser inconsciente e passou a ser consciente.

Mesmo com todo o sofrimento profissional e pessoal, esse ano foi de mudanças que resultaram em coisas positivas. Óbvio, nem tudo são flores. Mas prefiro optar por enxergar rosas em espinhos, do que espinhos em rosas. A vida é boa sim, a gente é que é mal agradecido e está sempre em busca do que não tem, quando deveria valorizar o que está aí, para quem quiser ver. Só basta querer.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Reabilitação alimentar

A ideia do post era a de fazer como nas reuniões de "anônimos" (aka Alcoólicos, Narcóticos, Comedores, Compradores, Neuróticos, Mulheres que amam demais...)... então, lá vai:

Oi! Meu nome é Tatiana, e eu tenho problemas com a aceitação da necessidade de uma alimentação saudável. Estou em rehab há dez dias, e já perdi 2,5kg. Minha pele dá sinais de melhora, os cabelos parecem menos arredios, o sistema como um todo está funcionando melhor.
Até o sono está regularizado, e aquele cansaço imenso aos poucos me abandona. As roupas não reclamam mais quando as visto, e ando desconfiada, porque o espelho parece estar me paquerando. Agora, não consigo sair de casa sem maquiagem, uso filtro solar regularmente, nunca durmo maquiada (mas isso eu sempre fiz).

Fiz umas incursões em academias, para tentar encontrar uma que fizesse o coração palpitar. OK, não aconteceu (ainda!). Feliz da vida, comprei lingeries novas, joguei fora um monte de outras nem tão novas assim, entrei numa loja hipnotizada por uma T-shirt a la Sex and The City, acabei comprando outra e ainda uma calça que ficou um arraso e custou só R$ 49,00.
Só que eu preciso confessar: mudar hábitos tão arraigados, como tomar café com leite e comer sanduíche no café da manhã, não é moleza. Por praticidade (leia-se preguiça), substituí o breakfast por vitamina com ração humana. Os lanchinhos deram lugar a barrinhas de cereal, iogurte, gelatina e cookies de fibras.

À noite, o meu conflito pessoal é controlar o desespero por comer pão, macarrão, esfiha, pizza... procuro me contentar com um sanduba reforçado (pão integral, queijo light, presunto ou ovo, muita salada e temperos) por volta de 19h, e corro pro quarto com um copo d'agua. rsrsrsrs Se a fome apertar lá pelas 23h, convenço a mim mesma que um copinho de iogurte vai resolver o problema.

Tá, tá bom, eu reconheço que essas mudanças são positivas e devem ser mantidas a qualquer custo. Mas acho que tenho um cérebro de gente gorda mesmo! Não posso ver os apelos da indústria alimentícia, que o meu estômago faz voltas e voltas. Nada de chocolate, sorvete, bobagens comestíveis. Fiz isso porque começo a acreditar que realmente sou viciada em carboidratos, gorduras saturadas e açúcar.

Daí a razão do post: admitir minha impotência diante do "vício", e lutar com todas as forças contra esse mal da vida moderna... Preciso também agradecer minha amiga Lara, por haver emprestado o livro "A dieta sem dieta", que prega a mudança de hábitos em detrimento do sofrimento provocado pelas dietas convencionais. Empolgada, até comprei outro livro nessa linha: Mulheres, Comida e Deus. 

O esforço está valendo a pena, e tem me mostrado que eu posso, sim, ser mais forte que os meus impulsos por comida. E isso acaba influenciando todos os aspectos da vida, parece que inflam a coragem e a determinação inside. Tente! Eu sou o exemplo vivo de que vale a pena se dar essa chance de mudar ;)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A foto, rs.

Sofrer tem vantagens, sim! Sem mencionar aqui os benefícios espirituais, informo que toda a avalanche rendeu menos 2kg e um novo visual ;)

Por enquanto, atendendo a pedidos, a foto do novo cabelo! (PS: não está mais assim tãããããão escuro)



hahahaha, pagando de modelo, vê se pooooooode!!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Construindo um muro...

Há dias em que você começa a construir um muro de proteção... isso depois de tentar alicerçar da melhor forma possível. Aí vem a chuva e acaba com seus planos. Mas você não desiste, persiste! E outro contratempo derruba boa parte da construção.

Você então senta em frente ao caos e chora. Claro, é só um muro! Mas quem passa perto pensa que você é maluca. Afinal, é só um muro! Mas quem chora, não o faz pela construção em si, mas pela conjunção de uma vida.

Aquele muro representa a vida de quem o construia: alicerces fortes, produto dos valores familiares, da criação. Os tijolinhos, as experiências, as conquistas, os sonhos e projetos de vida. As intempéries abalam, e algumas vezes destroem as nossas certezas. Só que é caindo e levantando que a gente aprende. Quando vemos cair um tijolinho, podemos lamentar, porém precisamos colocar outro no lugar...

O muro precisa ser erguido, ainda que um ou outro tijolo caia e se parta. É a lei natural da vida. O importante é seguir em frente. Estou aqui, chorando meu muro sem tijolinhos... e espero que daqui a pouco eu consiga me reerguer, para adicionar meus novos tijolos.

sábado, 6 de novembro de 2010

A "minha" música do dia!

Sabe aquelas músicas que a gente ouve uma vez na vida e não leva muito a sério? Aí um belo dia para um minutinho e presta atenção na letra, e tudo fica claro como um dia de sol??? Isso VIVE acontecendo comigo. Sou de extremos: plugadíssima, ou desligadíssima. 

Lembro da música na trilha sonora de "O Diabo Veste Prada" (The Devil wears Prada), naquele momento f-e-n-o-m-e-n-a-l no qual são retratadas as fashionistas, atravessando ruas ou chamando pelos taxis. (pausa para um suspiro invejoso pelos metros de pernas e corpitchos fat-free). A euforia pelo filme pode ter prejudicado, daí não dei bola para a música, mas sim para os figurinos.

Tempos depois, veio a operadora Claro e colocou a música como trilha de uma campanha. Novamente, um suspirinho meu, e pouca ou nenhuma atenção.

Hoje, vendo a reprise do "Tamanho Único", da GNT, sobre moda para baixinhas (oi? eu!), a maledeta canção caiu sobre mim como as bigornas caíam sobre o Coyote do desenho animado (Papaléguas). Daí, corre pro 4Shared, baixa e põe pra rolar!!!!! rsrsrsrs Quando vi a letra, resolvi que essa seria a "música do dia", com graaaaaaaaaaaaaandes probabilidades de virar ringtone no lugar de "Empire States of Mind", do Jay-z ft. Alicia Keys (trilha sonora de Sex And The City 2).

Então, vai lá no You Tube, nesse link, e ouve "Suddenly I See"... não coloquei aqui porque o código para incorporar o vídeo aqui está desativado pelo autor lá no YT. Vai, solta o som, que é o que estou fazendo agooooooooora mesmo!!!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"O tempo não para"

* música do Cazuza.

Pois é... sabe quando você se dá conta de que o mundo continua a girar, a despeito do seu sofrimento, tristeza, dor-de-cotovelo e afins? Minha ficha caiu hoje no elevador, na saída do escritório. (calma, esse é assunto pra outro post ;) ).

Eu, num misto de satisfação por só trabalhar até 17h nas sextas-feiras, e ao mesmo tempo desolada e sem ideias para preencher essa maldita-sexta-feira-uma-semana-pós-fim, e duas pessoas entram no elevador falando em reservas para o Carnaval.

Para-tudo-e-chama-a-Nasa, como diria Christian Pior! Eu rezo todo santo dia para que o dia acabe LOGO, o tempo passe DEPRESSA e que eu não sinta a falta que ele me faz, e esse povo preocupado com o Carnaval!!!

Só que aí você percebe que a vida continua... ele ainda não sabe se toma sorvete ou se come feijoada, e a única certeza é a de ser flamenguista para todo o sempre! Você não faz mais parte dos planos, nem das certezas.

Chega em casa, o telefone toca, e é a sua mãe, convidando para uma reunião das amigas dela. Fundo de poço total!!! É, porque ter que recorrer às amigas da mãe para ter vida social, ou pelo menos não ficar borocoxô, morcegando no quarto em plena sexta-feira, é fim de carreira! VEJA BEM: as amigas da mamãe são espetaculares, engraçadíssimas, eu as adoro. Mas é que o dia hoje é de saudosismo, e um bocadinho de melancolia.

Então, às 19h, você está de pijamas, postando no blog. É minha gente, a vida segue... mas eu continuo esperando! :(

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

As implicações das escolhas

Hoje fui à consulta de rotina com um novo ginecologista... 

***Pausa para considerações***

Sempre tive uma opinião pré-concebida acerca de médicos ginecologistas. Afinal, homem é homem, e é absolutamente constrangedor imaginar a possibilidade de mencionar situações íntimas para um estranho, ainda que profissional habilitado para o exercício de tal função. Isso sem falar no exame em si. Dispensa comentários.

Bom, mas as circunstâncias terminam por nos forçar a rever paradigmas, mudar os hábitos. E sabem de uma coisa? Que bom! Esse médico desmistificou os meus receios, conquistou minha confiança, e ainda me deu um sermão sobre o fato de eu estar com 29 anos, ser usuária de anticoncepcional há 7 anos, e não ter filhos até a presente data.

***Retomando o post***

As pessoas se surpreendem quando eu digo que não penso em ter filhos. Algumas das minhas amigas mais antigas recordam-se perfeitamente dos meus planos acerca da maternidade, dos possíveis nomes e das relações imaginárias entre os "filhos" que viríamos a ter. Sim, porque eu já fiz planos nesse sentido. Assim como planejava se ruiva para todo o sempre; ou nunca, jamais e em tempo algum, ser loira, rsrsrs.

O fato é que, com o passar do tempo, a gente muda. Aliás, que maravilha essa possibilidade de mudar, porque permanecer imutável, além de chato, causa imenso sofrimento. Pois bem, hoje, penso que a maternidade é uma experiência para a qual não estou preparada, física, emocional e espiritualmente. Alie-se ao fato de que não tenho marido; e honestamente creio que o ideal para uma criança é ter pai e mãe, juntos, em situação estável (em todos os aspectos).

Voltando ao médico... ele me dizia que se eu pretendia ter mais de 3 filhos, já estava atrasada. Mesmo certa da minha decisão atual, ouvir esse tipo de coisa sobre relógio biológico, causa espanto. Ali, sentada, percebi que o tempo está de fato se esvaindo. Cada ano, a partir dos 30, tem impacto na fertilidade. 

Quando ele concluiu o discurso médico, eu lhe disse que não pretendia ter filhos. Para minha surpresa, ele não me criticou, e ainda por cima me disse que não tem filhos, nem sente falta de tê-los. Acho que ele, assim como eu e Liz Gilbert (autora dos livros "Comer, Rezar, Amar" e "Comprometida"), deve preferir permanecer alistado à "Brigada das Tias/Tios", a ser intencional ou sumariamente alistado ao "Exército das Mães/Pais".

Quando li sobre isso no livro Comprometida, rsrs, achei fantástico. De fato, nem toda mulher precisa ter filhos. O mundo já está cheio de corajosas que se encarregam de povoar o planeta. É super confortável ser tia/madrinha, porque ao menor sinal de alerta, a gente pode devolver a criança (aos pais).

É... mas o que o médico disse marcou a minha vida. Se a escolha se mantiver, sem problemas. Agora, se eu mudar de ideia (o que me é totalmente permitido, já que se trata da minha vida, do meu corpo, e eu tomo as decisões), vou ter que torcer para que dê certo. Mas, como diria Marisa Monte, "o que passou calou, e o que virá, dirá".

"E eu ainda te espero chegar..."

O amor não sabe esperar - performed by Paralamas do Sucesso ft. Marisa Monte
 
Não sabe mesmo... Eu também não sei, quero tudo para ontem, rápido, intenso. Se não for assim, perde a graça, acaba o encanto, dói, faz sofrer. Sou de extremos. Preferia ser normal, mas não dá: sou geminiana!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

"Escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus..."

É assim que eu pretendo me ver, outra vez, daqui um tempo...


 
Gerânio - performed by Marisa Monte

Visual renovado!

Ontem foi um dia interessante! Primeiro, por causa da mudança no visual. Madeixas mais escuras (pero no mucho!), mais curtas, bem repicadas. Tchau apego ao cabelão comprido:



Aliás, apego é uma palavra que precisa ser abolida do meu dicionário. Porque se eu sofri tudo o que sofri esse ano, devo ao apego às condições em que vivia, profissionais e pessoais. O apego ao antigo emprego me causou um sofrimento e incontáveis humilhações, todos desnecessários.
A dificuldade em discutir o que me incomodava no relacionamento gerou implicou em solução drástica. Eu já estava sem dormir, comendo mal, com dores pelo corpo sem explicação. Mas era o apego, o medo, tudo o que me paralisava e impedia de seguir adiante.

Não superei o fim, ainda. O fato de ele ligar perturba as minhas convicções. Mas tento entregar a Deus, que é Quem pode solucionar isso, já que o dito-cujo não consegue decidir nem o que quer almoçar. Só que a ansiedade me corroi!

PS: em breve, novidades profissionais. Quando consolidar, conto aqui ;)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

I won't cry for yesterday

O dia é de mudanças... e perseverança, porque a jornada épica está só no início. Meu novo visual capilar está em curso nesse exato momento (11h30, horário de Fortaleza). 

Enquanto ligava o notebook, e devidamente sentadinha para a coloração, tocava no rádio uma música do Duran Duran, que eu ouvi naquele seriado Cold Case, "I won't cry for yesterday". Certas canções não chamam atenção, salvo se casarem com o momento que se vive. E foi o caso. Então, o post do dia é a letra, que fala muito sobre mim mesma nessa fase da vida.


Eu não vou chorar pelo passado (ontem)
Entrei (em casa) de uma quinta-feira chuvosa
na avenida,
Pensei ter lhe ouvido falar suavemente.

Eu liguei as luzes, a TV

e o rádio,
Eu não consigo ainda escapar de seu fantasma


O que aconteceu com isso tudo?

"Louco", alguns dizem.
Onde está a vida que eu conhecia?
Partiu...


REFRÃO:

Mas eu não vou chorar pelo passado (ontem),
Existe um mundo normal que
De alguma maneira eu tenho de encontrar.
E conforme eu tentar caminhar
Para o mundo normal,
Eu aprenderei a sobreviver.

Paixão ou coincidência,

Certa vez induziu você a dizer:
"O orgulho nos rasgará em pedaços.
Bem, agora o orgulho saiu pela janela,
Cruzou os telhados,
fugiu,
Me deixou no vazio de meu coração.

O que está acontecendo comigo?

"Louco", alguns dizem.
Onde está minha amiga quando mais preciso de você?
Foi embora...

REFRÃO


Documentos ao lado da estrada

Contam sobre sofrimento e ganância,
Temidos hoje, esqueceram do amanhã.
Aqui, ao lado das notícias
De guerra santa e pobreza santa,
A nossa é apenas uma conversinha sofrida...
(Soprada para longe)
(Apenas soprando para longe)

Refrão


Todos os Mundos

São o meu mundo, e eu aprenderei a sobreviver
qualquer um

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Compreender, aceitar e seguir

Estou mais leve... apesar de toda dor, passar por esse tipo de situação nos mostra diversas coisas:

1 - família é um porto-seguro: mesmo que a sua mãe fique enchendo seus ouvidos, tentando de certa forma "denegrir" a imagem do ex, acredite em mim, ela só faz isso porque quer ver você parar de encharcar os travesseiros;

2 - amizade é algo que PRECISA ser cultivado: mesmo que você não tenha coragem de ligar para uma amiga, ela liga e dá aquela palavra de conforto, coloca-se à disposição, enfim... já agradeci noutro post, mas agradeço novamente. Tenho amigas sensacionais, e creio que fiz por merecê-las;

3 - não é o fim do mundo: existem coisas que PRECISAM acontecer em nossas vidas. O negócio é aceitar de bom grado, e seguir adiante.

Hoje, graças a Deus, meus telefones tocaram bastante, uma galerinha preocupada com o meu bem estar. Assim, dizer que estou refeita é muita hipocrisia. Mas estou conformada. Entendi (não me perguntem de que forma) as razões pelas quais isso está acontecendo na minha vida.
De fato, se eu me propus certas mudanças, estas precisam se confirmar através de "provas". Essa é uma delas. Eu continuo aqui, esperando que ele decida o que fazer, e reafirmando diante de Deus que, de fato, mudei comportamentos, pensamentos e atitudes.

Agora é aguardar. O tempo é o senhor de tudo, e eu confio.