segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Dobrando 2012 para colocar numa caixa

Ano passado, não me recordo exatamente do que estava fazendo a essa altura do dia, mas por infortúnio, das horas que antecederam a virada, e as posteriores, eu me recordo com maestria. Aquilo tudo foi o prenúncio de um ano difícil em quase todos os aspectos da vida.

Eu pedi - e muito - para que o que me martirizava fosse embora, saísse da minha vida e levasse consigo o fel, o dissabor, e o conjunto da obra. Aconteceu, e foi o start de um longo aprendizado. Mais prudente, porém não menos afoita, acabei de jogando de cabeça noutra história, mas os alarmes permaneceram todos ligados, e o resultado não poderia ter sido outro.

Vieram as dores em março, em abril, mas foi em maio que a laceração se abriu verdadeiramente... o alívio mínimo em junho - talvez só para que eu tivesse um pouco de paz durante o período do aniversário - para o buraco sem fim, escuro, profundo, e de onde eu provavelmente jamais teria conseguido sair, se não fossem pessoas amadas (aqui cito as que se fizeram presentes aos velórios: Milena, Lara, Socorro, Thaty, Flávia, João, e as que gentilmente se dignaram a ligar e me confortar), e claro, se não fosse a terapia.

Cega, segui me arrastando pelos dias, até que "no meio de tanta gente eu encontrei você, entre tanta gente chata e sem nenhuma graça, você veio... e eu que pensava que não ia me apaixonar nunca mais na vida". O resto é história do livro, é um sem-número de declarações de amor que já fiz aqui no blog, ou no Facebook... e as que estão registradas somente no silêncio dos nossos olhares.

Os últimos dias de 2012 têm sido difíceis, e a balança vem pendendo ora para o lado do medo, ora da coragem. O fiel da balança é a esperança... 

Em suma, fica aqui o meu desejo a todos de que 2013 seja um ano livre, leve e solto, sem tanta amargura nem dor. Rogo a Deus que nos abençoe, e nos proteja da inveja alheia, principalmente. Mas que, se sobrar um tempinho, que Ele possa tornar reais desejos práticos, simples, mas que terão efeitos positivos sobre a minha vida, a vida do João...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Cinco meses de uma vida inteira

Depois da linda homenagem que recebi do meu [extraordinariamente romântico] namorado, honestamente fiquei desarmada. Geralmente sou eu quem dá o start de coisas do gênero... mas ele se antecipou e me deixou sem ar, sem palavras...

Eu não poderia, jamais, deixar que esse dia 19/12 - data em que completamos 5 meses juntos - passar em brancas nuvens. Porém, como retribuir à altura?

Bem, deixemos que Michael Bublé se encarregue da missão, com sua voz doce, quente e macia... quase um abraço:



With each word your tenderness grows
A cada palavra, sua ternura cresce
Tearing my fears apart
 Levando meus medos embora
And that laugh that wrinkles your nose
 E aquela risada que enruga seu nariz
Touches my fletch heart
Toca meu coração bobo
Yes you're lovely, never ever change
Sim, você é adorável, nunca, jamais mude
Keep that breathless charm
Mantenha esse charme que me tira fôlego
Won't you please arrange it?
Você não irá, por favor, arranjar isso?
'Cause I love you
Pois eu te amo
  Just the way you look tonight
Exatamente como você está essa noite

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Em paz com a balança, e de short tam.40!

Imagem daqui
Fazendo um breve retrospecto, creio haver desperdiçado pelo menos 15 anos numa batalha com a balança repleta de perdas e ganhos, literalmente.

Quando me livrei da pressão - externa e interna - para emagrecer, disparei um gatilho que me conduziu ao ponto em que me encontro: em paz. Sabe aquela sensação de vestir determinadas roupas e ora servirem perfeitamente, ora simplesmente cair pelo corpo, mesmo abotoadas?

Pois bem, hoje no horário de almoço, corri com a Layle na C&A do centro, descrente, pois já havia rodado a loja do Iguatemi e não encontrei nada. 

Para noooooossa alegria, rs, não só encontramos (sim, a Layle se esmerou em descolar modelitos l-i-n-d-o-s! *valeu nega!*), como os de tamanho 40 fecharam lindamente. Resultado? Viajo amanhã feliz com o peso que a balança me mostrou essa manhã, e com shorts fofos na mala!!!

E não foi milagre, tampouco um trabalho hercúleo, mandar pro espaço 6kg... só lembrando que eu não fiz e não faço exercícios com regularidade... então o mérito é da perseverança na dieta mesmo. Ah! também não vivi todo esse tempo de água e alface... rolaram uns casamentos no interregno, umas comidinhas preparadas pelo amado, um vinho, um espumante... e tranqueiras comestíveis, claro.

Aquela história de comer para viver é verdade... mas a gente passa muito tempo vivendo para comer! Hoje, consigo perceber quando estou satisfeita, e deixar - sem remorso - a comida no prato; ou dividir com o João, sem gulodice.

Ainda pretendo eliminar mais 3kg... não acho exagero, é um peso adequado para minha altura, e respeita minha compleição física. Bom, mas estarei de férias, então uma caminhadinha na praia não parece má ideia! 

Rumo ao reveillon mais magro dos últimos tempos! \o/

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A fragilidade escondida sob a couraça

Despir-se da couraça que carregamos é, sem sombra de dúvidas, um ato de coragem. Especialmente quando revelamos a fragilidade do que há por detrás das máscaras e dos personagens.

Pensei ontem em mim, quando daquele fatídico dia 29 de junho... o quão exposta eu me fiz, e o quanto isso me permitiu receber afeto num nível que não pode ser mensurado. Até o meu orgulho, a mais afiada das espadas que carrego, deixei de lado e pedi ajuda, socorro mesmo.

Pessoas muito queridas, que estiveram fisicamente, em pensamentos e até mesmo somente por telefone, mas que à maneira de cada uma, uniram-se num braço forte que me foi estendido para levantar daquele chão onde jamais imaginei que estaria deitada, absolutamente entregue à exaustão do sofrimento.

Nesse momento, uma estimadíssima figura pela qual nutro um imenso carinho, atravessa - sem o "exoesqueleto" - provavelmente o momento mais difícil da própria vida. Rogo a Deus misericórdia pelas faltas, e que esse caminho a trilhar seja tanto ameno quanto possa ser, dentro da situação que se apresenta. 

Agradeço, por me confiar um segredo tão íntimo nesse momento delicado; e peço a Deus em oração para que essas sombras possam ir embora logo, e que se revele um lindo e brilhante dia de sol, em forma de sorriso.

Força, fé, e conte comigo sempre!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Escritos transcritos I

"Prisão, por que razão?
Não é crime desejar, e amar!
Emoção e liberdade
Pensamento, planos, desejo
Algemas? Só se feitas de saudade!
Punição? Apenas um beijo."

"Acordara de um sonho quase pesadelo, um misto de sensações e emoções; estivera presa - sem recordar motivo ou local - e fora libertada à beira do altar. Sim, o preço da liberdade era uma aliança, um vestido de um branco puríssimo, quase celestial.

A confusão de se ver naquela situação: não fora era a planejar, tampouco executar e saborear cada decisão; estava tudo pronto e ela não tinha escolha a não ser entrar naquela roupa e ingressar numa nova vida.

O deleite do noivo à espera, o burburinho dos convidados, tudo era novo e havia sido tão sonhado e aguardado... por que daquele jeito? 

A nítida visão do par de alianças e do sorriso dos recém-casados. Ao alívio do pós-sim, seguiu-se o desespero do despertar e perceber: fora um sonho."

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O instante, a estrada e o João

Imagem daqui

Houve um instante
Não sei precisar ao certo
Em que o caminho se mostrou à frente
E você se prontificou a estar ao lado.

Ontem
Hoje
e sempre.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Um post para o Papai Noel - versão 2012

Bom, Papai Noel, no ano passado eu escrevi uma cartinha um post: esse aqui ó. Nem me venha com sorrisinho, porque as duas coisas materiais que obtive vieram em 2012, e não foi obra sua! E sim, o carro também não veio desse saco no trenó.

Meu bom velhinho, esse ano não quero nada material. Nem o que remanece da lista do ano passado. 2012 foi tão atípico que até os desejos de posses perderam a importância, sabe? Por isso, não estranhe, mas sequer vou pendurar a meia na lareira (a louca, nem lareira tem!)

Na verdade, o aniversário de Jesus vai ser meio apagadinho lá em casa, e nem preciso declinar os motivos... pessoalmente, vou celebrar comedidamente conquistas as quais agradeço diariamente. Se me fosse concedido desejar algo, nem seria para mim, mas sim um presente para o meu presente

Não sei se meu presente vai escrever uma cartinha ao senhor, mas creio que se o fizer, é bem possível que peça o mesmo. 

No mais, seu trenó entrega abraços e beijos no céu?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Canteiros de obras, ruas e nariz de palhaço

Fico pasma com o descaso do Poder Público com questões como a do trânsito, por exemplo. A capital virou um canteiro de obras e ninguém se preocupou em minimizar os danos à população; e quando digo "população", não me refiro exclusivamente aos proprietários de veículos particulares, mas também aos usuários de transportes públicos. Somos todos vítimas da falta de planejamento e gestão.

Alguns dirão que o excesso da frota particular contribui para o caos, e eu concordo: somos muitos, motoristas solitários. Porém, o transporte de massa, além de limitado e insuficiente, é inseguro e tem inúmeros outros fatores nada atrativos. Isso, aliado às políticas de incentivo para aquisição de veículos (motos, inclusive), contribui sim para o problema, mas não deve ser usado como desculpa para a inércia.

Quem transita por vias como a Engenheiro Santana Júnior, Antônio Sales, a Washington Soares (CE040) e outras tantas que passam por obras municipais e estaduais, sabe exatamente do que estou falando. Quem, em sã consciência, não sabe que interromper um determinado fluxo vai desembocar n'algum lugar, e prejudicar o sistema como um todo? Por que não planejar alternativas que minimizem os danos?

Não. Basta ir à tv e informar que a partir do dia tal, a via tal vai ser parcialmente interditada, e pedir desculpas pelo transtorno, além de rogar compreensão. Sim, obras são necessárias, mas que tal se dedicar a estudar outros meios?

Parece que bom senso devia ser remédio diluído na água potável. Como não o é, fica a critério de quem resolve, estando à frente das decisões, adotá-lo em prol do coletivo. E aos vistos, poucos gestores estão realmente preocupado com o tempo que a gente gasta para ir de casa ao trabalho, cumprindo horário... que se dane, né? O que importa é a Copa das Confederações.

Pão e circo.

O desapego revitalizante

Várias contagens regressivas começaram no último sábado... 

...30 dias para o novo ano;
...12 dias para as merecidas férias;
...um dia a menos, rumo ao happy beginning.

Ciente de que cada amanhecer traz consigo uma caixinha de boas surpresas, e nos aproxima mais e mais dos nossos sonhos e objetivos - pessoais e em comum - sigo batalhando com a ansiedade e suas consequências ruins. Esperança parece uma palavra bem adequada para combater tal cenário.

E recapitulando a minha vida, tenho enfrentado a inércia em vários segmentos. O peso extra, o guarda-roupas entulhado, a bagunça que acumulava aqui e acolá, papéis que precisavam de arquivo. Devagarinho, a coisa vai fluindo naturalmente, e o meu universo particular vai revitalizando.

O processo de desapego genérico continua... como diria Caio Fernando Abreu: "Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar  o coração com alguém que não lhe serve. Perda de espaço, tempo, paciência e sentimento. Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar. Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça."
 
Agradeço a Deus todos os dias por ter deixado o Joao entrar... e transformar tudo ao redor.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sentimento sem designação

Procurei as definições de termos como "saudade", "nostalgia", "banzo"... nada se encaixou com o que sinto. Como é possível sentir falta de algo que nunca foi experimentado, nunca foi vivido, nunca existiu? Não encontrei um sinônimo para esse sentimento.

A bem da verdade, o ser humano vive, na maior parte do tempo, perdido entre o passado e a esperança do que vai ser o futuro; frequentemente, esquece a dádiva denominada presente. Totalmente me reconheço nesse grupo, porém há algum tempo venho empreendendo esforços para modificar tal realidade.

Aqui e agora, hoje, esse momento. O calor do abraço, a sensação da lágrima que escorre, o sorriso dos pequenos, o som do "tia Tati" pronunciado com alegria no olhar... os milagres que tento desfrutar ao máximo, para que fiquem registrados.

Porém, via de regra quando estou sozinha com meus pensamentos, sou arrebatada por desejos que me transportam a realidades que sabe-Deus-se-vão-se-materializar. Em todos os aspectos, que fique claro. Não só com relação ao lado sentimental, mas ao conjunto da obra.

Entre o que vivi e o que não sei se vai acontecer, vou tocando o barco, cantando aquela velha canção, rsrsrs. Rezando e pedindo proteção contra a inveja, principalmente. 

PS: Achei aqui essa definição de saudade...

"Saudade é não saber. 
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, 
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, 
não saber como frear as lágrimas diante de uma música, 
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche." 
(Martha Medeiros)

Diário da dieta: escapando e retomando a jornada

Balança estagnada, hora de adotar medidas extremas. Não, não, nada de me afogar em comidas e lamentar depois. Esse ciclo vicioso foi rompido: parei de descontar a frustração [de qualquer natureza] na comida.

Pois bem, quinta dia 29/11 retomei a fase 1 da dieta: só proteínas de alto valor biológico, saladas e outros alimentos permitidos. Resumo da ópera: não só retomei o peso da semana anterior (-500gr), quanto vi a balança sorrir com menos 600gr, totalizando 1,1kg.

No sábado, fomos a um casamento e eu não me privei: tomei energético, espumante, comi todas as guloseimas (deliciosas, por sinal), incluindo doces. Não jantei porque realmente não senti vontade. A vida é feita de escolhas conscientes, e o bom é justamente me permitir escapadas, ciente da necessidade de retomar o rumo nos dias subsequentes.

Ontem, domingo, fui me programando para uma pizza à noite. Farinha de trigo integral, recheios como atum, e a moderação. Comi com a cabeça, e não com os olhos. Ah, sem falar na sobremesa divina-especial-maravilhosa-e-cheia-de-atrativos, feita pelo meu amado: cheesecake. Para não deixar de prestigiar - e poder elogiar, claro - provei uma garfadinha, do pedaço que ele estava comendo.

A balança respondeu hoje melhor do que eu imaginava... claro que houve consequências, mas todas contornáveis. Dieta nos eixos outra vez, vamos rumo ao Natal mais fit de todos os tempos. 

(comprei 2 vestidinhos lindos, um deles tamanho P... viram como vale a pena?)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Carta aberta às(aos) amigas(os)

Bom, não foi a primeira e talvez nem seja a última das amigas insatisfeitas, sob alegativa de que eu sumi depois que comecei a namorar o João. Ponto para as que se manifestaram, porque externaram o que pensam. 

Com o advento das redes sociais, das promoções de telefonia, do whatsapp, enfim, não existem essas distâncias todas. Tampouco alguém que consiga "sumir". 

Sabe o que de fato acontece? Uma mescla de desânimo, cansaço acumulado, stress, e muito trabalho a fazer. Especialmente porque vou ter férias no período de recesso do Judiciário, então a enxurrada de processos com prazo... já viu.

Claro que rola uma acomodação quando a gente namora. Quer coisa melhor que ver filme, na sexta à noite, bem agarradinho? Não troco por farra nenhuma. Aliás, até mesmo quando estava solteira, tantas vezes fiquei em casa por preguiça de me arrumar e sair!

Voltando ao caso das amigas. Fica aquela história de "vamos combinar de nos ver"... o tempo passa, ninguém marca; quando marca, uma ou outra resolve furar. Mas amizade é muito mais que encontros, que ligações... amigo é aquele com quem a gente sabe que pode contar, de manhã, de tarde ou de noite.

No dia em que perdemos Letícia, eu sabia a quem podia recorrer, e elas estavam lá para me apoiar. Não importa se eu saía ou não, se ligava para dizer "oi" ou não. A recíproca sempre foi verdadeira, porque eu nunca me furtei de acodir quem estivesse precisando. 

Dar o ombro para alguém chorar, falar ou mesmo não dizer nada, isso é amizade. Se moramos na mesma cidade, ou não, isso não define a amizade. Porque o que sinto quando vejo alguém querido(a) que há muito não via, é como se o(a) tivesse visto e abraçado ontem. A diferença é sentar e colocar o papo em dia, rir ou chorar.

Quero crer que já dei demonstrações suficientes da minha amizade a quem tenho apreço. Ah! outra coisa... convivo diariamente, converso e até rio com pessoas com as quais trabalho. Salvo duas exceções, nenhuma dessas pessoas são minhas amigas. Como eu disse: amizade é algo maior que conviver diariamente, ligar ou mesmo visitar com frequência. 

"Amizade é um amor que nunca morre." (Mário Quintana)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sessão de Terapia, terapia e vida real - parte II

Daí que ontem foi o último episódio da Nina, a ginasta-suicida-adolescente filha de pais separados. 

De tudo o que já falei sobre a série, inclusive rasgando elogios ao conjunto da obra, tenho a acrescentar o que o Théo disse ao Michel, pai da jovem, quando ela permite que acompanhe a sessão para depois enxotá-lo, não sem antes despejar as sensações ruins com as quais conviveu...

Vou me permitir, novamente, transcrever percepções alheias com as quais coaduno... a que colaciono a seguir é do site "Episódios Comentados":

"Quando Michel consegue permissão da filha para ver sua sessão, ele tem na verdade uma enxurrada de verdades para cima de si, anos de negligência, ausência, medos, traumas, tudo jogado em sua cabeça, e é aí que Théo compreende que o pai deve tomar coragem para mudar e acalma Nina.

Acompanhar o crescimento da personagem foi delicioso e intimista, pois vimos todas as suas nuances, seus medos, e o crescimento para uma menina mais confiante."

Eu pude experimentar o gostinho de, através daquela cena, perceber que eu também sou capaz de vomitar as verdades que sempre quis dizer, porém não tive oportunidade. A um, porque fui criada sob a sombra do medo; a dois, porque quando compreendi que sou forte para enfrentá-lo, o infeliz já estava bem longe. 

Curioso como ele vestiu a carapuça de coitado. A opção de abandonar os filhos foi dele, e não ocorreu quando saiu de casa... mas sim, quando cada um de nós três nasceu. Ser expectador do crescimento da prole é ridículo, e alternar violência e brincadeiras de mau gosto então, nem se fala. 

Para além de ter custeado despesas durante algum tempo, não fez mais nada relevante em termos de criação. Só fazendo um paralelo com o episódio de ontem da série, o pai da Nina fez uma lista de coisas que fez por ela... eu pretendo fazer uma lista também. Mas a minha provavelmente vai ser cruel, humilhante... ensejaria, inclusive, uma ação por abandono moral. 

Se por um lado, a doença da Letícia serviu para dissolver os imbróglios que havia entre mim e o pai dela, a minha lista pode ser a chave que vai abrir a porta para o futuro sem essas correntes. Sem esse fantasma.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sessão de Terapia, terapia real e a vida

Eis que a minha atual-série-favorita, Sessão de Terapia, termina na próxima sexta, dia 30/11. Sinceramente, nem saí por aí lendo a opinião alheia, porque na verdade fui capturada pelo projeto e simplesmente fiquei encantada.

Eu me vi um pouquinho em cada um dos pacientes, e muitas vezes na pele do próprio terapeuta. E, claro, o meu respeito pelos profissionais foi alçado à estratosfera... sim, porque quando se é paciente, a percepção é limitada: você acha que o psicólogo é seu, o horário é seu, e a pessoa é uma máquina à disposição. Ledo engano.

Creio que, justamente por ser de carne e osso, as leis de afinidade operem tão severamente. Quem nunca saiu de uma sessão dizendo - ou pensando - que não foi com a cara do fulano? Eu mesmo tive 4 terapeutas, duas das quais pareciam ETs sentadas na minha frente. Por muito tempo, fui partidária da ideia de que aquilo não funcionava. Mas as outras duas abriram um mundo de possibilidades.

Pessoalmente falando, sempre torci o nariz quando ouvia que as respostas estavam dentro da gente. Mas a Isa e a Suyanne foram além... elas se dispuseram a ficar ali, ao lado, enquanto eu passei a testar todas as chaves que tinha à disposição, para destrancar as inúmeras portas que há em mim. Incrível como temos portas que sequer sabíamos que existia; muito menos o que escondia...

Pois bem, voltando à série do GNT... o episódio de ontem foi particularmente tocante: primeiro, porque deveria ser a sessão do Breno, um atirador de elite, que acabou sendo abatido em confronto, duas semanas atrás. Segundo, pela questão de lidar com a morte em si. Terceiro, porque o Théo (o terapeuta, vivido pelo ator Zécarlos Machado) foi abordado pela filha, acerca da questão de estar saindo de casa.

O diálogo entre eles mexeu comigo. De alguma forma, eu me vi na Malu e nas suas dúvidas, nos seus medos, diante da separação dos pais. Por sinal, a questão das relações com os pais é recorrente em todos os personagens. Aliás, peço vênia para transcrever aqui a opinião do jornalista Dirceu Alves Jr. (blog do Dirceu, na Veja SP, acerca de um episódio que também me marcou:

No episódio da terça-feira, dia 20 de novembro, o psicólogo Theo recebeu a visita de Antônio, o pai do atirador de elite Breno (papel de Guizé), recentemente morto. E quem estava ali, incorporado naquele personagem, era Norival Rizzo. Assim como Zécarlos Machado, Rizzo também pode ser considerado um dos grandes dos nossos palcos. (...)

Antônio, o personagem, aparece cético diante do psicólogo. Questiona a relevância do trabalho do outro e o quanto a psicologia pode ter mais atrapalhado que ajudado seu filho confuso. Num crescente embate, transforma-se sem querer e ter noção em mais um paciente, chegando a perder as estribeiras e a esbofetear Theo. A câmera de Selton Mello vai de close em close, do ponto de vista de um para o de outro. Texto e ator, nada mais. Zécarlos Machado e Norival Rizzo deitam e rolam nos diálogos, dá vontade de pular na cadeira em casa e aplaudir.

E é verdade... a "verdade" das situações, a entrega dos atores, o texto... é tudo fantástico. Os episódios são quase como uma complementação da terapia que eu mesma faço... é incrível como a percepção da gente muda, seja pela terapia real, seja pelo impacto das cenas que assistimos.

A partir de sexta, serei órfã, e só vai me restar torcer para que o GNT lance uma nova temporada... e que a minha terapeuta não me dê alta tão cedo ;)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Desativando alarmes internos

A vida é engraçada e de vez em sempre quando traz um episódio para nos testar, de alguma forma. Uma resposta do João hoje fez soar alto os alarmes na minha cabeça... coisa de gente traumatizada.

Aliás, o trauma é algo curioso. Você pensa que compreendeu, resolveu, superou... e um dia acontece algo e lá vem o desgraçado sorrindo que nem o maldito Rabugento, tirando onda com a sua cara e meio que dizendo: você é uma otária, e nada vai dar certo. Eu sempre soube disso.

Algum tempo depois, a experiência - no auge da sua formalidade e rigor - vem com seu coque bem armado, seus oclinhos de gatinho da ponta do nariz, arrastando um corpo pesado e vestido que nem uma professorinha do século passado, e lança para o trauma o olhar de fuzilamento: imbecil, limite-se à sua insignificância! Pronto, situação contornada, ordem restabelecida.

A experiência é meio que o bedel da coisa toda... de vez em quando percebe uma movimentação estranha no ar, e bingo!, sempre tem algo errado que precisa ser corrigido.

Claro que a intenção do namorado ao responder foi das melhores, mas algumas palavras apertaram a campainha... rsrs. Esclarecido o caso, a vida segue.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Mantenha distância, é mais seguro

De antemão, quero que fique registrado que não me orgulho do que fiz.

Pois bem, às explicações...ontem estava retornando de uma caminhada com uma amiga, quando ela foi agredida numa tentativa de assalto. O meliante tentou - em vão - arrancar-lhe o cordão [que não era joia] do pescoço, utilizando-se de agressão física. A prova foi uma quantidade de escoriações provocadas por unhas.

Inicialmente, parecia uma daquelas brincadeiras de mau gosto de quem chega por trás e sacode os ombros do "atingido"... de fato, só me dei conta quando ela gritou e tentou se defender. Imediatamente, a reação: desci a mão das costas do larápio. Foi sem pensar, sem planejamento, sequer se tratou de um golpe, mas tão somente um tapa-quase-murro, para que ele desistisse da empreitada.

Bom, não estou aqui fazendo apologia às reações, tampouco me vangloriando do ocorrido. Estou na verdade usando o fato para constatar que a minha natureza é de reagir impulsiva e primitivamente. Daí porque eu costumo avisar que não é muito seguro me provocar... 

Inclusive, como diria Chico Buarque, "ando com minha cabeça já pelas tabelas" com algumas coisas que, juro, mereciam ser resolvidas no braço. O impeditivo reside, digamos, na minha formação jurídica e a ciência das consequências. E algumas intervenções externas de terceiros interessados, rsrsrs. 

No episódio patético a que me refiro - e me resguardo de não transcrever no blog - provavelmente uma reação do gênero teria deflagrado a terceira guerra mundial; mas eu estaria satisfeita em ter adicionado tonalidades de roxo e púrpura mediante golpes, rsrs. Quem sabe assim haveria prudência antes de falar ou agir para comigo. 

Como eu disse no início, não me orgulho de ter atacado um ladrão. Mas estou convicta de que há seres humanos no mundo que merecem - e até pedem - por uma boa surra que lhes faltou na infância, para aprenderem uma coisinha básica chamada limite. E respeito!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Presente

Segundo a tia Wiki:

Presente ou Presentes podem referir-se a:
  • Presente - aquilo que se oferece, de forma gratuita, a alguém
Ou ainda:
Na minha vida, presente é sinônimo de João. Em verdade, o que quero dizer é que honestamente, é difícil imaginar como eu vivi anos ao lado de pessoas que simplesmente só valeram a pena pelo aprendizado, negativamente falando. Isso porque as duras penas são as mais educativas.

Provavelmente, e creio já haver dito noutros posts e em diversas ocasiões, que as cicatrizes emocionais que carrego são a lembrança dos erros cometidos, para não tornar a repeti-los. Claro que, com isso, valorizo cada segundo de atenção, de carinho, cada momento junto, tudo. 

Quando generalizo e digo "tudo", refiro-me inclusive aos percalços da jornada. Dada à conjuntura e sem adentrar o mérito, devo destacar que não são poucos e muito menos fáceis. Por Deus que, entre nós existe respeito e cumplicidade, além de maturidade para enxergar as coisas como elas são, agir com sensatez. Claro que nem todos os personagens dessa história são dotados de tais qualidades, mas isso não vem ao caso.

É por isso que, transcorridos 4 meses de namoro, estou convicta de que ele é "o" e "um" presente. Pois é, eu não sei escrever poesias, como a linda e apaixonante que me levou às lágrimas ontem; mas sei sim transcrever em palavras o que vai aqui dentro. Do coração e da alma.

Novamente, feliz aniversário para nós, meu presente!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O sábado na Bienal e os agradecimentos

Daí que sábado foi o primeiro lançamento do livro. Os sentimentos, tão misturados, tantos, tantos. A felicidade de usar um vestido vermelho tomara-que-caia, tamanho 40 (já que mandei apertar o tamanho 42), a satisfação de publicizar um grande amor, através de uma paixão: a escrita. 

Eternizar uma história, seja ela qual for, e em que meio - blog, livro, carta - é como fotografar um instante. 

Outra coisa mais que maravilhosa foi a presença de pessoas queridas... já cheguei rindo com as graças do Giuliano (sempre um gentleman) e do Dudu... e já estava por lá a dinda Marília, e logo em seguida chegaram Paulinho, Rebecca (a prima-fotógrafa mais linda que alguém pode ter) e Caio... Lara e Diego, o casal inspiração, rsrs. Germano também marcou presença, assim como o querido leitor-comentarista-e-incentivador Fernando...

Às queridas Fernanda, Flávia, Socorro e Layle, sei que as intenções eram as melhores possíveis, mas nem sempre é possível se fazer presente, seja pelo trânsito, pelas adversidades da vida... o que importa é que eu sei, aqui dentro, o quanto vocês torceram para que desse certo.

Aos meus amores, mamãe e João, o meu muito obrigada, por tudo. Espero que tenham gostado e estejam felizes com a repercussão da coisa toda. 

Dia 22 tem mais!!! Lá no Restaurante Regina Diógenes, a partir das 20h30.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Diário da dieta: yes, you can!

Há 3 ou 4 anos, pelo menos, honestamente achei que jamais veria o peso em decrescente na balança. Quando digo "jamais", não se espante. Eu estava convicta - e cheguei a conversar com a terapeuta sobre isso - de que nunca seria capaz de emagrecer, e meu destino era ser gorda ad eternum.

Incrível vir aqui, hoje, dizer que pelo que andei resgatando na agenda, em relação ao maior peso que atingi esse ano, perdi 5kg. Isso sem me esfolar na academia - até porque não posso me exercitar em função do tornozelo - e sem passar fome.

As pessoas comentam, mas eu não enxergava, não visualizava. Até ontem. 

Fui à caça de um vestido vermelho, para o lançamento do livro na Bienal, próximo sábado. A cor era exigência da organização... enfim. Achei um modelo tomara-que-caia de tecido incorpado, Andrea Marques para C&A. Veja bem, gordas e modelos assim não combinam muito bem, por causa dos bracinhos volumosos. Os meus eu chamo de "braços de cozinheira"... tenho uma amiga que chama de "braços de caminhoneiro", hahahaha.

Catei a peça, tamanho 42, e fui ao provador. Para minha surpresa, satisfação e alegria imensa, ele ficou folgado. Incrédula, ainda busquei um tamanho 40, mas só havia 38. No auge da coragem e autoconfiança, tentei e o zíper não subiu a partir do busto. Ok, sem desânimo.

Resumo da ópera, comprei o vestido e ainda tive a grata surpresa de ver o preço remarcado no caixa, rsrsrs. Assim, o que é 42 vai virar 40, por obra da costureira...

Para que desanimou, e acha que não consegue, eu digo e sirvo de exemplo: yes, you can.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Paciência...

Sabe aquele dia em que você acorda após uma noite de sono inconstante, interrompido, e logo cedo alguém parece disposto a provocar sua ira? Bom dia, welcome to my life

Na contramão dessa vibe, procurei uma oração que me devolvesse ao prumo, possibilitando um dia produtivo e sereno. Compartilho a "Oração por Paciência", encontrada aqui:

Senhor!
Fortalece-nos a fé para que a paciência
esteja conosco.
Por tua paciência, vivemos.
Por tua paciência, caminhamos.
Auxilia-nos, por misericórdia, a aprender
tolerância, a fim de que estejamos em tua paz.
É por tua paciência que a esperança nos
ilumina e a compreensão se nos levanta
no íntimo da alma. Agradecemos todos os
dons de que nos enriqueces a vida, mas te
rogamos nos resguarde a paciência de uns
para com os outros, para que estejamos contigo,
tanto quanto estás conosco, hoje e sempre.


***Emmanuel ***

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O livro, as emoções liquidificadas e os agradecimentos

Recebi hoje um email da organizadora do livro, informando que a partir de amanhã, 09/11, os exemplares destinados às co-autoras estarão disponíveis. 

Bom, duvido que quem lê o blog não saiba que estou falando do livro para o qual contribuí com um texto, e será lançado oficialmente durante a Bienal Internacional do livro, no próximo dia 17/11. Semana que vem, a semana do lançamento, detalharei mais sobre local e horário.

O objetivo desse post, na realidade, é compartilhar o turbilhão de sentimentos aqui dentro. Sim, é um único capítulo, algumas páginas... mas é meu, eu escrevi e tenho muito orgulho disso. É a concretização de um desejo, um sonho. É o primeiro passo, quem sabe, rumo ao que amo fazer de verdade nessa vida: escrever.

Inicialmente, quando meu amigo-incentivador-leitor-e-crítico Fernando Cavalcante me falou do projeto, senti uma mistura de euforia e medo; primeiro pela oportunidade, e segundo por medo da crítica. Uma coisa é blogar, outra é submeter seu texto a outrem, para avaliação lato sensu. Como estávamos na Zug, o assunto rendeu ali e passou.

Dias depois, um email atiça e resolvo embarcar... por que não? Texto pronto em meia hora, coração pulsando à boca, crivo inicial do dileto amigo, com palavras encorajadoras... enviado e selecionado! 

Sem medo de ser julgada vaidosa ou infantil, tenho a dizer que esse filho - esse capítulo - é um imenso motivo de felicidade. Pouco importa se somos 34 autoras, que dividirão os louros (?), ou que a organizadora é que vai brilhar tal como os vocalistas das bandas... 

Queria inclusive antecipar meus agradecimentos... 
  • ao Fernando, por ter me dito uma vez "você é escritora", compartilhar seus exímios textos e revisar os meus; 
  • à mamãe, por criticar a minha exposição no blog e com isso me fazer cautelosa, sem mencionar a satisfação dela quando falei da seleção e da publicação; 
  • ao João, por não ter medo das consequências do que está escrito no livro, no blog e nas redes sociais, por encorajar e ter orgulho de namorar uma blogueira-pretensa-escritora; 
  • às amigas que lêem, riem, e mesmo distantes dão suporte a tudo isso...
E, vou logo avisando, não sei se vou ter coragem suficiente para autografar. Só de pensar nisso, morro por dentro! 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Impressões pessoais sobre "50 Tons"

Esse bafafá todo em torno de "50 Tons de Cinza", por sinal um titulo inventado, posto que a tradução do original é "50 sombras de Grey"... hum, Grey é o sobrenome do personagem, cujo passado é um emaranhado sobre o qual muito pouco se sabe, com a leitura da primeira obra.

O fato é que a história em si é fantasiosa ao extremo. Mal comparando, é uma versão S&M de clássicos com plebéias de um lado e príncipes do outro. Provavelmente, a riqueza de detalhes com que a autora descreve os acontecimentos tenha provocado esse alvoroço na mulherada mundo afora.

Grey é o novo must-wished: bem sucedido, bonito, caridoso, generoso, fiel, cheio de hobbies caros e tipicamente masculinos (carros, helicóptero, aviões, etc.). Irreal, convenhamos. As sombras ficam por conta das preferências em termos sexuais. 

Creio que a empolgação feminina esteja intimamente ligada à ideia concebida de príncipe encantado... ele presenteia Ana com um Mac que sequer estava nas lojas, um Audi vermelho (por considerar o Fusca um carro perigoso), e um Blackberry. Sem mencionar roupas e afins, e toda a infraestrutura disponível nos finais de semana em que ela fica à disposição, digamos assim.

O ponto comum entre a história e as fantasias femininas, na minha opinião, é que toda mulher quer os galanteios, as vantagens, o carinho e o suporte emocional que ele proporciona. Conquanto a maioria se submete a grosserias, traições, e um sem-número de violências a contragosto, a contrapartida de Ana é a submissão consciente às preferências sexuais um tanto quanto toscas. A diferença crucial é que, no caso do livro, é consentido e visa, segundo Grey, o "prazer mútuo", com possibilidade de interrupção mediante uso de duas palavras-chave.

Ao passo que ele deixa claro que não manterá um relacionamento tradicional, outorga a ela a liberdade de escolha, o que na vida real não acontece, de fato. As algemas emocionais são invisíveis, e por essa razão, muitas vezes, inquebráveis.

Se quando crianças, as princesas Disney nos encantam com suas histórias de sofrimento, príncipes em cavalos brancos e finais felizes, quando adultas as peripércias de Steele e Grey incrementam o mito com luxúria. No final das contas, a gente quer acreditar que existem príncipes que virão nos resgatar das bruxas, madrastas, vilões e masmorras, e nos darão suporte emocional e financeiro, sem falar na filosofia do lobo da chapeuzinho, kkkk.

Natal é bem mais que pinheirinho e guirlanda

Mal findou o Dia da Criança, e as lojas já estavam ostentando vitrines com a típica decoração natalina [americana]. O comércio vai ditando as regras, e n'alguns lugares já é possível ver pinheirinhos decorados, guirlandas nas portas... sem falar no aumento dos preços de itens tipicamente "presenteáveis".

Deixando de lado o caráter comercial da coisa toda, estive pensando sobre como o significado nessa época do ano vem mudando, ao longo do tempo, aqui dentro. Melhor dizendo, o que se modifica é a minha visão. Explico: durante anos, eu fui responsável pela ornamentação lá de casa. Do pinheiro às guirlandas, passando pelo pisca-pisca e afins. Sinceramente, gostava daquilo, fazia com satisfação.

Fazendo uma retrospectiva, provavelmente a decepção e o abandono da atividade se deram por razões sentimentais. As festividades são envolvidas de receptividade, calor humano, dentre outros fatores... e eu não sentia nada disso, findei por me deixar desmotivar, e a Ana, amiga da mamãe, tomou as rédeas e passou a cuidar com zelo e carinho da decoração. 

Creio que o pano de fundo seja o fato de que - assim como a Ana - eu não estou decorando a minha casa. Mas enquanto ela o faz gratuitamente, com desprendimento, eu vejo que mais um ano se passou e nada aconteceu. "Nada" é um termo figurado, visto que diversos acontecimentos se deram, especialmente em 2012; significa tão somente que eu ainda estou ali, ainda sou filha, ainda, ainda. 

E antes que os críticos me venham com "ah não, outro lamento, uma crise de ansiedade, uma pressão para que as coisas aconteçam", esclareço que passa há quilômetros disso. Trata-se, tão somente, de uma constatação. Este blog é um espaço onde posso transcrever minhas impressões sobre as situações, inclusive é meio que um complemento da terapia. Então antes de julgar, simplesmente aceite que o fato de transcrever o que sinto não significa que é caso de desespero; trata-se de um simples registro do que estou pensando ou vivendo agora.

Outro ano se aproxima do fim, ou como diria Cássia Eller "mudaram as estações, nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu, tá tudo assim tão diferente". Ao passo que 2012 me tirou muito, também me trouxe ou devolveu outro tanto. Creio que, em maior ou menor intensidade, há de ser assim... os anteriores o foram. Deve ser a ordem natural da vida.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Vida, autoimagem e sentimentos

Estou reaprendendo a viver. É fato. Sabem como me sinto? Quase como alguém que estava em coma há muito tempo, e despertou, tentando a cada instante de cada dia, sorver informações sobre o interregno em que estava fora do ar.

Eu me surpreendo - ou sou surpreendida - repetindo quase que automaticamente pensamentos e comportamentos nocivos [a mim e a terceiros]. Em meio a tanta coisa nova, tendo me adaptar a situações das quais pretendo desfrutar eternamente. Receber elogios, por exemplo.

Não é segredo que tenho uma autoimagem distorcida. É tão arraigado, que a terapia sequer conseguiu abrir a tampa do sepulcro onde jazem esses sentimentos todos. Simplesmente não enxergo o que as outras pessoas vêem tão claramente. 

Combato [quase que sem forças] os galanteios do amado. E querem saber o que é mais genial nisso tudo? Ele não desiste, ao contrário, insiste em proporções nunca antes imaginadas. Quando reclamo do cabelo, ele retruca; quando comento "ah, estou gorda", ele lista uma série de observações lógicas que contradizem o meu comentário. Enfim.

No escritório mesmo, as pessoas chegam a mim para perguntar como consegui emagrecer, laureando os esforços, ao passo que ruborizo, tamanho o constrangimento. Sempre digo "ah, foram só 4kg". Invariavelmente, recebo como resposta um olhar reprovador, que diz "4kg é muita coisa". O coro, uníssono, junta-se às roupas folgadas, ao bom caimento de outras que não serviam há tempos, e ao mostrador da balança. Ok, eu admito, houve uma melhora externa significativa. 

Quero mais: 4kg a menos na balança, um manequim a menos nas roupas. 

Desperdicei tempo e energia desnecesários, porque o que eu queria atender não era um chamado interno; eu queria me adequar às imposições. Claro que não funcionou, e nunca vai funcionar, para mim e para ninguém. João nunca me cobrou, e agora cobra menos rigor comigo mesma. Palavras dele "quem gosta de espeto é churrasqueiro, e você nunca foi gorda". 

É tudo novo... ser elogiada, emagrecer sem cobranças externas, ser amada sem condições impostas, pelo que sou interna e externamente, não por uma fantasia egoísta e inatingível. Estou em processo de adaptação, mas de forma positiva. Estamos - eu, João e a terapeuta - empreendendo esforços para abrir essa catacumba, para revolver tudo por ali...

A reason to start over new...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Prazo de validade da relação pai/filho sob o mesmo teto

Já há tempos, percebi que ser filho tem prazo de validade. Quando digo "ser filho", quero dizer residir sob o mesmo teto, sendo ou não sustentado. Para além de bíblico, esse papo de que a gente cresce e deve "deixar pai e mãe" é fato; nem que seja para ir morar sozinho.Ok, essa segunda parte não está nas escrituras, rsrs.

Quando se é adulto, dotado de inteligência e opiniões próprias, conviver sob o mesmo teto torna rançosa a relação com os genitores que, quer a gente queira ou não, hão sempre de nos ver como crianças, incapazes de tomar as próprias decisões. 

Ressalvo que digo isso não para julgar as atitudes do(s) pai(s), mas tão somente para constatar que é preciso cortar esse cordão, com vistas à manutenção das relações de afeto e respeito mútuo. Ou não se tornam excelentes os filhos que saem de casa, a qualquer título?

E, de alguma forma, tentando ver a relação sob o prisma parental, deve parecer absurdo ter alguém cujas fraldas você trocou, de repente vir questionar suas decisões, ou se intrometer na forma como você cria o(a) caçula. Ou como dirige. Enfim.

Pessoalmente, nunca fui alvo de comentários pejorativos por parte da mamãe, acerca de contar com 31 anos e ainda estar sob o mesmo teto. Só que, especialmente após o advento da Charlotte e suas artes típicas de cachorrinho-filhote, sinto que já passa da hora de alçar vôo, abandonar o ninho. E devo confessar que não o fiz até então por uma conjuntura de fatores, dentre os quais a ideia [ok, pode me chamar de idiota] de que pretendo fazê-lo, mas após o casamento.

Até lá, como diria o João, é parar, respirar, observar e ouvir.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Profissão e sonho, confrontados pela realidade

Imagem daqui

I must confess... CANSEI.

Há dias em que simplesmente preferia ignorar o alarme do telefone, esquecer os compromissos e permanecer sob as cobertas.

Creio que à medida que passa o tempo, menos afinidade tenho com a rotina que está estabelecida em minha vida. Porém, há que se pagar contas, inexoravelmente. É uma cadeia reversa, que desemboca lá no início das "prerrogativas" de ser adulto. 

Pode ser que, para os que fazem o que amam, não seja pesaroso. Dessa afirmativa, decorre uma conclusão: eu deixei de amar. Ou nunca de fato amei. Na verdade, há uma grande chance de eu ter sido engolida pelas mazelas da profissão. 

Advogar só é, via de regra, rentável e glamuroso nos filmes americanos. Ou em novelas da Globo. A média dos demais é "pedinte". Quem disse isso [o termo "pedinte" em referência ao causídico] foi o Professor Misael Montenegro, para quem o advogado nada mais é do que um rogador... acresça-se a isso uma boa dose de humilhação, uma capacidade de abstração ímpar, diante de prazos, servidores públicos latu sensu, burocracia sem fim, e toda sorte de infortúnios.

Por óbvio, há ungidos que de fato unem o amor à profissão e uma conta bancária que os torna legítimos gatos de Cheshire [o personagem fictício do conto Alice no País das Maravilhas], tamanho o sorriso estampado no rosto. I'm not one of them.

Enquanto vou sobrevivendo às custas do diploma, flerto descaradamente com a escrita, a moda... tímidas incursões nos dois mundos, nada substancial, nada que pague sequer a recarga do único celular pré-pago que possuo [nem menciono o pós-pago, porque esse é que não poderia ser pago mesmo, rs].

...e sigo a vida tal como Rapunzel, trancafiada na masmorra, à espera do resgate. Já atirei as tranças por vezes, sem sucesso, que estou a ponto de cortá-las fora e encontrar um meio de descer, por mim mesma.

Passando 2012 em vista, traçando diretrizes para 2013

Oficialmente, estamos nos encaminhando para o final de 2012. Com sessenta dias de antecedência, achei prudente rever o que fiz, o que vivi, todas as experiências boas e ruins. 

Não é novidade que as primeiras horas do dia 1º já eram o prenúncio do fim. No fundo, eu sabia que precisava agir, mas por alguma razão havia uma chama de esperança. Em vão. Findou um capítulo doloroso na minha história, porém repleto de ensinamentos. 

Como pano de fundo, a terapia deu suporte a todas as mudanças, desafios, mas principalmente no momento mais doloroso. E nenhuma lágrima derramada naquele consultório, nenhuma palavra dita, nem mesmo as mais obscuras e irreveláveis opiniões e vontades, nada escapou das sessões. Como válvula de escape, um novo blog, secreto, e verborragia sem pudor, sem medo, num espaço que jamais será submetido a críticas, ao crivo de valores alheios, posto que me pertencem, e a mais ninguém...

O processo de libertação psico-emocional tem caminhado a passos largos, ainda que vez por outra eu me flagre [ou seja flagrada] repetindo comportamentos obsessivos aos quais fui submetida ao longo da vida. De alguma forma, esse processo contribuiu também para a libertação das amarras que criei em torno da questão "dieta+exercícios". Subsiste um ou outro nó, reconheço, mas no todo já vislumbro progressos consideráveis.

Provavelmente, o desafio para 2013 perpasse pela questão afetiva, latu sensu. Não há dúvidas que é preciso amadurecimento e abertura de um canal de diálogo adulto, responsável, consciente. Não há espaço para retrocesso, esse relacionamento caminha a passos sólidos, largos, prudentes. O desfecho é óbvio, ainda que haja personagens que insistam em não enxergar.

Não é o tempo que define a profundidade das coisas. Ainda que o essencial seja invisível aos olhos, só os cegos de alma e coração são incapazes de enxergar a reciprocidade que existe entre mim e João. São 3 meses sim, mas noventa dias provados a ferro e fogo. Se formos contabilizar as pedras atiradas, possivelmente temos quantidade suficiente para construir um castelo.

Vem aí o lançamento do livro, dia 17/11, e a nossa história vai ser mais que publicizada. Honestamente, não cabe mais dizer que é cedo para isso ou aquilo... cedo para quem? Enquanto as pessoas desperdiçam tempo, os supostamente protegidos já compreenderam tudo, dentro do próprio nível de entendimento. 

Sobre isso, recordo-me do dia em que vi uma mãe contar a sua filha que o Papai do Céu havia levado sua irmã... quatro anos de vida, e uma percepção tão aguçada, capaz de entender que algo havia acontecido... as crianças são perspicazes, inteligentes. Somos nós, adultos, que lhes incutimos medos, preconceitos... enfim.

Não estendendo muito o rumo da história, 2012 realmente vai ficar marcado para sempre... pelas perdas, mas também pelos ganhos.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Diário da dieta e as [possíveis] razões do sucesso

Bom, as pessoas próximas sabem o quanto sofri com relação ao drama relacionado ao peso, à preguiça de me exercitar, e as cobranças em torno disso.

Não posso dizer que estou plenamente desintoxicada, porque estaria mentindo. A terapia dissolveu muita coisa, mas um ranço permanece. É tão certo isso, que ontem conversando com o João, ele me fez enxergar o outro lado da moeda. Serviu de alerta, e reafirmou o que no fundo eu sempre soube, e as pessoas disseram e repetiram, mas eu não conseguia dar ouvidos.

Bom, um dia eu acordei e decidi que ia enfrentar. Mas não de qualquer jeito. Escolhi um método que, ao passo que era eficaz num curto espaço de tempo, era igualmente radical. Foi aí que descobri: sou capaz. E percebam que eu era movida a carboidratos, inclusive os de altíssimo índice glicêmico. A resistência à insulina estava aí para não me deixar mentir.

Claro que o combo carbo+hipotireoidismo dificultava - e muito! - qualquer perda de peso. A gordura estava ali, localizada. Mas a dieta consumiu grande parte dela... notadamente barriga e culote mais sequinhos, e roupas folgadas nessas regiões. Mais do que emagrecer, a dieta serviu de estímulo a não desistir. Reacendeu a chama da força interior, aquela que eu permitia ser soprada e quase se extinguir, sabem?

Hoje, vinte e sete dias depois, contabilizo 3,8kg a menos. Consigo dizer "não" a uma série de tentações, sem me culpar por isso. Não me sinto privada das delícias do mundo, mas sim alguém que escolhe racionalmente em virtude de um projeto a longo prazo. É um novo enfoque para um antigo problema.

Estou a 3,5kg de uma marca histórica em termos de peso. Sendo bem honesta, sequer consigo me recordar quando vi a balança sorrir com um peso "x" pela última vez. Confesso que a minha esperança é de ver os números cada dia menores, e as roupas cada dia mais folgadas. Logo eu, que não me importo em fazer compras, kkkk.

Ainda estou me acostumando ao fato de ouvir o namorado dizer que já chega, que está bom assim, que eu não era gorda. A terapeuta tem batido nessa tecla, da auto-imagem. Creio que perdi precioso tempo tentando me encaixar num padrão que não me servia, e agora consigo realizar feitos, ainda que com a auto-imagem retorcida diante dos meus olhos. O que eu enxergo no espelho é alguém entre quem era e quem será. A lagarta que eu fui, o casulo que sou, a borboleta que vai se mostrar.

Aos poucos, vou abrindo o zíper dessa "roupagem", que não sou eu, não me pertence. A Tatiana de verdade ainda está escondida, mas em breve será revelada. Até lá, a terapia vai fornecendo ferramentas para bem receber e manter essa mulher linda que as pessoas enxergam, e eu ainda não.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

A raiva e o processo de nefrolitíase

A terapeuta ontem me lançou um desafio, que ela gentilmente chamou de "dever de casa". Inclusive me emprestou um livro sobre a relação entre sentimentos e doenças, depois que mencionei a crise por causa dos cálculos renais. Não nos aprofundamos durante a sessão na leitura, porém adianto que o pouco que lemos dizia respeito à cristalização da raiva como causa dos cálculos.

A lição que recebi é listar e relacionar episódios de raiva e crises em função da nefrolitíase. Claro que a mais recente preenche em absoluto as condições, posto que se seguiu após um evento para o qual não esbocei reação. Quando digo isso, refiro-me à ausência de atitude, inclusive a que eu costumeiramente teria tomado.

Aos vistos, o fato de manter um blog paralelo no qual exorcizo meus fantasmas não tem sido suficiente; curiosamente, o ímpeto de retornar ao muay-thai toma forças, contidas tão-somente pelo fato de que meu tornozelo não está reabilitado. Ainda.

Não parei até o momento para anotar, mas já consegui associar duas outras crises com acontecimentos. A atual, ainda em andamento, vai demandar grande esforço da minha parte, visto que terei de encontrar uma forma de dissolver sem poder espancar um saco de areia, ou espancar alguém. Difícil tarefa para quem é muito mais passional do que passiva. Melhor dizendo, que de passiva não tem nada.

É o preço do crescimento. Sem dor, sem ganho.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Revisando a dieta e as lições que aprendi

Vinte e quatro dias de dieta. Menos três quilos. Um aprendizado sem tamanho.

Ok, pode não ter sido a melhor escolha, mas foi a única que foi eficaz até então. Obviamente, quem me conhece sabe que a genética não favorece, sob nenhum aspecto; isso sem contar com o histórico familiar repleto de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e afins. Em ambos os lados da família, o padrão é o sobrepeso; ser magro é exceção.

Adiante.

Cresci ouvindo as pessoas dizerem que lá em casa até os cachorros eram gordos, kkk. E há muito, muito tempo, eu sou considerada a obcecada por perder peso. Claro, vestir "p" é um fator motivacional incrível, mas de mãos dadas vem a saúde, que por sinal estava dando sinais de colapso.

Ah, cumpre esclarecer que ainda não estou vestindo P, mas é uma questão de tempo...

Pois bem, os 3 primeiros dias da dieta foram terríveis, confesso. Do quarto em diante, o corpo passou a compreender a limitação e buscar fontes alternativas de combustível: gordura. É notória a diminuição da gordura localizada, ou melhor, o menor volume de locais críticos como barriga e culotes. As roupas atestam isso, inclusive. O espelho reflete, a balança atesta, enfim.

Mais do que mostrar que sou capaz de me comprometer com algo seriamente, essa dieta despertou o que eu julgava adormecido-quase-morto em mim: o poder discricionário, a força de vontade, o dizer "não, obrigada". Quantas vezes eu recusei doces, chocolates, pães, biscoitos, farofa e coisas para as quais eu me rendia, e que muito mais que "alimentar" uma compulsão, alimentavam a ideia de que eu era fraca diante disso, que jamais seria capaz de recusar.

Sim, alguns podem achar que 24 dias é muita coisa, e 3kg é pouco peso. Para mim, não. Até porque no 7º dia de dieta, fui a um casamento e não deixei de comer salgados, docinhos, e os dias 8 e 9 seguiram a mesma linha um tanto quanto relax na severidade da dieta. Ademais, passei 18 desses 24 dias com o pé imobilizado, então nem o mínimo de esforço físico diário era possível de ser realizado. Claro que se eu tivesse caminhado, realizado qualquer atividade física, o resultado teria sido melhor. Porém não vou diminuir o tamanho da minha conquista, e nem permitirei que o façam.

A segunda fase da dieta leva de 3 a 4 semanas, e já estou entrando na segunda semana. Não morro de fome, não ando caindo por aí, tampouco notei diferença em termos de compleição muscular, nada. Cumprindo determinações médicas, retirei a proteína em pó da dieta, em função dos cálculos renais, mas em contrapartida, a ingestão regular de água, suco de limão, chás e água-de-côco têm contrabalanceado a situação.

Hoje, quando digo "não, obrigada" a um chocolate, a um cafezinho com açúcar, quando encho o prato de saladas cruas e alguns legumes no almoço, faço não mais com pesar, mas com a certeza de que assim atingirei meu objetivo de aliar o "vestir P" a uma saúde regular.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Cento e dois dias, inúmeras situações, um verdadeiro amor

 Cento e dois dias se passaram desde aquele beijo roubado em frente ao elevador, no shopping. Ok, ninguém disse que seria simples, mas nós arriscamos, e estamos pagando para ver. A cada dificuldade, laços mais estreitos, mais fortes, mais confiança e reciprocidade.

A despeito de desafios quase que diários, a certeza de que não vamos abrir mão de construir nosso castelo, usando justamente as pedras que insistem em nos atirar; das lágrimas que derramamos, faremos o rio que banhará esse castelo. 

O ser humano perde tempo precioso com inveja, mau olhado, orgulho e vaidade, quando poderia limpar-se e abrir o caração para merecer um amor verdadeiro. A cada um é dado conforme sua obra, já não dizem as escrituras? Pois bem, nós dois experimentamos dissabores, vivências, e acumulamos aprendizado que hoje nos permite compreender exatamente o significado do relacionamento.

Enquanto eu sigo tentando entender as razões que levam alguém a agir de determinada forma, ele está ao lado me dizendo para relevar, pois há coisas que fogem à compreensão; ao passo que sou ansiosa, impaciente, ele é pacífico, prudente, age com cautela e no momento necessário. Eu atiro primeiro. Ele conversa primeiro. Somos seres inteiros, que se complementam mutuamente.

Durante muito tempo, noutros relacionamentos, eu me peguei perguntando a Deus as razões dos entraves. Mas a resposta só veio quando eu percebi que é preciso despir roupagens e seguir adiante. Será que não se desperdiça tempo precioso demais em relações fracassadas? Eu perdi, e admito. Sigo a vida entre o arrependimento e a certeza de que nada foi em vão. E com fé de que esse encontro estava programado...

terça-feira, 23 de outubro de 2012

A vida, as ondas, o caminho

A vida realmente vem em ondas como o mar... num indo e vindo infinito... como diria Lulu Santos.

Pois bem, quem diria que eu, aos 31 anos, olharia para trás e veria que percorri um caminho sinuoso, muitas vezes repleto de armadilhas nas quais caí feito pato, mas ainda sim agradeceria e reuniria forças para seguir adiante? É, há algum tempo eu também não acreditaria.

Mas certas coisas acontecem para que possamos compreender que, a despeito de sofridas, dolorosas ou mesmo radicais, as decisões têm um poder transformador. Prefiro crer que sempre para o bem, apesar de ponderar que "toda unanimidade é burra", como diria Rodrigues [o Nelson].

Revejo pessoas que fizeram parte de algum momento da minha vida, e por razões diversas, passaram. Curioso porque em 99% das vezes, eu não sinto arrependimento, nada. É um ser desconhecido, mais um na multidão. Claro que nos 1%, eu provavelmente posso voar no pescoço quando encontrar, e talvez seja justamente por isso que nunca encontro. Prudência Divina, digamos assim...

Interessante porque, assim como nem sempre as ondas trazem somente conchas, a vida nem sempre traz boas coisas. Ultimamente, para cada concha, uma coleção de águas-vivas! Lidar com elas não é tarefa fácil, e usualmente acabo com lesões. Nada grave, mas são incômodas e deixam marcas.

Provavelmente, a exemplo do que ocorre atualmente, num futuro [próximo? distante?] vou olhar para trás e perceber que nem foi tão ruim. As cicatrizes ficam, mas servem de memória do que vivi, dos erros que cometi: a lição permanece, para sempre.

P.S.: será que se eu reunir tudo aquilo que não gosto, o mar aceita de volta?

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Plantão, sobreaviso, rsrs

Estou de licença em casa, por causa da lesão no tornozelo. O mais estranho é que mesmo imobilizada, medicada e de repouso, as dores não cessam. 

O telefone também não para. Nunca vi igual... mas é isso mesmo, a gente cresce e a responsabilidade acompanha aonde quer que se vá.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Presunção, comprovação, terapia e oração.

Estava eu a ler acerca dos acontecimentos sobre o mensalão, quando me deparei com uma frase sensacional... obviamente, recorri ao Google, que me retornou resultados interessantes.

A terapia tem feito muito bem a mim, e por consequência, aos que me rodeiam. Obviamente, não se pode modificar tudo ao mesmo tempo, tampouco em míseros 7 ou 8 meses de consultas que, há pouco, tornaram-se quinzenais, justamente em função do meu progresso.

Hoje, ainda que com exceções, pondero bastante antes de falar ou agir. Como válvula de escape, claro, uso o blog... dependendo do contexto, o "Ideias" ou o "secreto", como gosto de qualificar. Muito em breve, quando a lesão do tornozelo estiver reparada, devo voltar a treinar muay thai

Muito simples, a arte marcial, ou melhor as artes marciais proporcionam um trabalho que vai além da questão física, perpassa pelo autocontrole, o domínio das emoções, enfim. Via de regra, quem se dedica a fundo na arte em si não costuma sair por aí esbofeteando a cara alheia, mas sim provando que é possível solucionar conflitos sem emprego de violência física. Claro, em situações-limite, a utilização de técnicas, principalmente de autodefesa, pode significar o único meio de manutenção da vida.

Pois bem, voltando à frase a qual me referi no início: "(...) 'o ordinário se presume, o extraordinário se prova' (MALATESTA, A Lógica das Provas em Matéria Criminal, 6ª edição, Bookseller, p. 137). O fato ordinário é aquele que se apresenta ao senso comum, do cotidiano, do dia-a-dia, da normalidade. O fato extraordinário, ao contrário, se apresenta mais afastado dos elementos da normalidade. São fatos que não acontecem comumente." A propósito, o trecho citado é daqui.

Curioso porque a interpretação que sobressaltou aos olhos quando li sobre a presunção do ordinário foi que há coisas que estão aí, às claras, para quem quiser enxergar. Não é preciso terapia, nada. Mas como sempre pode piorar (acredite!), há situações em que, não obstante a ordinariedade do caso, a anormalidade é comprovada, atestada, quase que levada à registro público em títulos e documentos.

Quem consegue "enxergar fora da caixa", usando o jargão empresarial, não precisa de muito para avaliar o quadro e constatar a verdade dos fatos. Quando digo "verdade", vejam bem, refiro-me à verdade do "homem médio"... como o trecho supracitado diz "o que se apresenta ao senso comum, do cotidiano". É constangedor ser expectador de ocasiões nas quais a presunção se comprova pela ausência absoluta de bom-senso.

#oremos

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Dumbledore e sua opinião sobre as palavras

Não posso dizer que assisti "Relíquias da Morte, parte 2", o último filme da saga Harry Potter. Meio que ouvi, uma coisa ou outra, e uma frase dita pelo Prof. Alvo Dumbledore resumiu com graça e perfeição o que penso sobre as palavras e o seu poder:

"Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia. Capazes de formar grandes sofrimentos e também de remedia-los." (Alvo Dumbledore)

De fato, a magia de traduzir sentimentos através das palavras - faladas ou escritas - é uma arte. Há pessoas que pintam, bordam, fazem esculturas... outras, simplesmente escrevem, recitam... No meu caso, escrever é um complemento da terapia, aliás, precedeu a terapia. Ao escrever, consigo compreender o que vai dentro de mim, ou se não, pelo menos desabafo para aliviar o coração. 

Textos são, para mim, como doses de medicamentos...

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O sonho ruim

Como de costume, despertei no meio da noite. Só que dessa vez, angustiada, com falta de ar e assustada com o sonho que tive. Nele, eu estava n'algum lugar conversando com pessoas quando o amado mandava um bilhete e desaparecia. No bilhete, uma frase: "foi você que sumiu, porque eu fiquei 20 minutos aqui conversando com a Carolzinha".

WTF?! Carolzinha, no caso, era a minha prima (na verdade, filha de uma prima do meu pai...). Foi tão vívida a sensação de abandono, a agonia de procurá-lo sem sucesso, e estar ao chão quando, de repente, todos os "falecidos" me observando, como se todos fossem uma muralha humana. Dentre eles, meus olhos buscavam outros olhos, sem encontrar.

O silêncio da madrugada, a aflição de não poder ligar e contar tudo... foi difícil recompor os ânimos para tentar dormir novamente. 

Hoje, tratei de informar sobre o pesadelo via whatsapp:

Ele: Bonjour mon amour [e pergunta acerca de uma ação sobre a qual conversamos ontem].
Eu: Sabia que acordei de madrugada após um pesadelo? Sonhei que você me deixava.

Meu telefone tocou imediatamente após o envio da mensagem. Era ele. Virou e disse "a única possibilidade de conjugar o verbo 'deixar' em relação a você é 'deixar você mais feliz'. Entendeu?". 

Sim, entendi. Foi só um sonho ruim...
Dizem que, se a gente conta, nunca acontece.
rsrsrsrsrs

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Nem é tão ruim assim!

Coisas estranhas acontecem comigo... tipo, dormir 23h e despertar às 4h30. Pior: não conseguir dormir novamente, mesmo tomando banho, bebendo água e mudando de posição na cama. E não, não fui dormir com problemas, deixei-os todos no escritório quando saí ontem, 18h. A priori, nada justifica o fato de acordar antes mesmo das galinhas, rsrs.

Claro que isso me deu uma ideia interessante: se o meu corpo entendeu que estava satisfeito com míseras 5h de repouso, posso me doutrinar para levantar com o sol, rsrs, e fazer caminhadas matinais, já que as noturnas são penosas e frequentemente abandonadas em razão dos compromissos de quem trabalha até 18h e precisa viver após esse horário.

Por questões práticas - leia-se pé imobilizado - só poderei dar início ao experimento a partir de amanhã; porém, com a cautela de quem vai abandonar na noite de hoje o imobilizador. Já não sinto dores como na semana passada, o que significa que a medicação está adequada e a órtese contribuiu para a estabilização do quadro.

Ok, coisas estranhas me acontecem, mas a vida vem me ensinando a fazer suco de todos os limões que aparecem...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Diário da dieta: dieta da proteína

Ok, confesso, entrei na dieta da proteína no último dia 05. Em tese, embalada pela experiência da querida Andréa Moreira, que mandou pastar lindos 4kg em 7 dias; na prática, a ideia não era obter milagre, mas tão somente sentir o zíper do vestido fechar sem esforço e sem bordinhas de sobra.

Não, não direi que é fácil, que é tranquilo, porque seria muita desonestidade da minha parte. É punk! A dieta que estou seguindo foi publicada nesta edição da revista Boa Forma. O que me deixou "segura" foi essa afirmativa:

"A nova dieta concentra as proteínas numa quantidade que não sobrecarrega os rins e não provoca efeitos colaterais, como queda de cabelo, anemia e desmaios, entre outros. E é benéfica sobretudo para as pessoas que não respondem aos programas de emagrecimento hipocalóricos", diz Márcia [médica homeopata Márcia Jablonka Kelman, da clínica Biodiet, em São Paulo].

Pois bem, dividida em 3 fases, a dieta propõe uma situação bem radical na fase 1, que dura 14 dias. A promessa é de eliminar até 50% do excesso de peso. Toda mulher que deseja emagrecer vê coraçõezinhos no ar quando lê números e percentuais desse tipo, rsrsrs.

Veja bem, a prmeira fase, em especial os 3 primeiros dias, é uma coisa meio "Tropa de Elite": é para desistir de cara! Os alimentos permitidos são, basicamente (lista aqui): 

• Whey protein (proteína isolada do soro do leite)
• Clara de ovo
• 3 ovos inteiros por semana
• Leite e iogurte desnatado ou light
• Queijo minas frescal light 0% gordura,
• Ricota light
• Presunto light,
• Peito de peru light ou frango
• Carne vermelha magra (patinho, lagarto, rosbife)
• Carne branca (frango sem pele) e coelho
• Condimentos (vinagre, ervas aromáticas, alho, limão e sal em dose moderada)
• Peixe (anchova, sardinha, salmão, atum, cação, pescada, tilápia e Saint Peter)
• Agrião, alface, brotos de feijão e alfafa, pepino, espinafre, brócolis, couve-flor, rabanete 

Já senti o baque de cara, no primeiro dia, no café da manhã: 200ml de leite desnatado, 2 col. sopa de whey protein e 2 fatias de presunto de peru, mais 2 fatias de queijo minas frescal 0% light. Sabe aquela coisa de "um pão quentinho"? Esqueça! E aquela barrinha de cereal, ou frutinha do lanche? Abolidas! 

Há 3 dias, confesso: perdi a alegria de comer; a alimentação virou simplesmente um mecanismo de ingestão de calorias necessárias à vida, rsrsrs. Por outro lado, essa lista severa de restrições me mostrou o quanto consigo ter força de vontade. Não vivo numa bolha, então estou sujeita às tentações diuturnamente. O cérebro de gorda não colabora também... se entro na farmácia, o que me chama atenção primeiro? O freezer de sorvete. E por aí vai...

Outro ponto que ajuda imensamente é o fato de contar com o apoio do amado. Sim, porque nosso relacionamento é "no carboidrato, ou na ausência dele", rsrsrs. Apesar de não estar muito feliz com o meu sofrimento, ele respeita e auxilia. Sacanagem, né, se ele comesse tranqueira na minha frente! rsrsrs

Segundo a reportagem, os três primeiros dias são os piores. Estou torcendo para que a partir de hoje, quarto dia, as coisas comecem a melhorar. Já se foram 900gr em 3 dias.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A dream coming true

Eu havia mencionado discretamente que tinha novidades, em breve retomaria o assunto. 

Pois bem, meu dileto amigo Fernando Cavalcante me incentivou a participar de um projeto super bacana. A ideia era escrever algo - real ou fictício - que tivesse como pano de fundo o tema "encontrei quando menos procurava". Obviamente, deixarei todos curiosos acerca do teor do texto selecionado pela organização, rsrs. Só adianto que é real, com nomes trocados para preservar as pessoas mencionadas. Exceto uma, a quem prestei homenagens.

O lançamento será durante a Bienal do Livro de Fortaleza, em 18 de novembro. A seguir, a capa do livro!!! :)



"Uma história real tem o poder de transformar uma pessoa. Trinta e quatro histórias reais devem ter muito mais, se multiplicadas pela boa vontade do universo e dos cupidos de plantão.

São revelações de mulheres ousadas, compartilhando um pouco de seus mundos para engrandecerem o nosso. Relatam suas incríveis aventuras no amor, justamente porque começaram assim, de surpresa, por acaso, quando menos procuravam."

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Humanos e amebas

Eu teria começado esse post dizendo "ando de saco cheio da vida adulta, cheia de horários, compromissos, regras...". Parei e pensei melhor. Na verdade, desde os primórdios estamos submetidos a tudo isso, em graus e situações diferentes.

Quando recém-nascidos, a necessidade de adaptação ao novo meio. Horários para comer, banho, sono... o diferencial é que bastava chorar, e alguém prontamente resolvia tudo. Ou quase.

À medida que se cresce, novos horários, novos compromissos. Hierarquia, regras, convenções. Ok, pode-se brincar, mas dentro de um cronograma. 

O passar dos anos avoluma e intensifica as coisas. Até que se chega à fase adulta, e com ela uma avalanche de contas, compromissos, responsabilidades. Falta de grana e a necessidade vital de sorrir quando se quer esfaquear alguém.

Pensando bem, será que teria sido melhor ter nascido uma ameba?

O jogo da vida real

Lembro bem quando, inúmeras vezes e em meio à profusão de lágrimas e confusão de sentimentos, pedi que Deus me mostrasse o que era necessário aprender com o sofrimento, para então seguir adiante rumo à próxima etapa da vida.

Quantas incontáveis noites de vontade de fugir, ou manhãs em que o despertador tocou e eu quis imensamente arremessá-lo na parede... eu pensava mais ou menos algo como o que Liz Gilbert escreveu, num trecho de "Comer, Rezar e Amar": 

"A única coisa mais inconcebível do que ir embora era ficar; a única coisa mais impossível do que ficar era ir embora. Eu não queria destruir nada nem ninguém. Só queria sair de fininho pela porta dos fundos, sem causar alvoroço nem conseqüências, e depois só parar de correr quando chegasse à Groenlândia".
 
Curioso porque a coragem andava de mãos dadas com a própria falta de. Até hoje, nem sei se fui realmente embora; porquanto voltei várias vezes, ignorando os alarmes todos. Eu corri para longe, com a mesma intensidade e afã com quem retornei.

Hoje, ainda recolhendo cacos de um semestre heavy metal, vez por outra me deparo com algo fora do lugar. Ou com coisas que já deviam ter sido descartadas. Devagarinho, ajeito aqui, jogo fora acolá... e percebo que outros pequenos vendavais vão levantando poeira, como se quisessem mostrar que nada nessa vida permanece estático, imutável.

Os dasafios são novos, as peças do jogo são outras, com as quais vou aprendendo a lidar cotidianamente, já que o jogo da vida real não vem com manual de instruções. Tabuleiro organizado, aparece um engraçadinho para puxar a toalha e derrubar tudo. Novo começo. Eu já devia estar acostumada, não é verdade? Mas não.

Se ainda quero fugir, nem sei. [Sim, quero.] Não, quem sabe eu deva ficar e enfrentar. [Vale a pena.] E acho que se eu tiver de correr, que seja até Maranguape, rsrs.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Escritoterapia

Não me recordo os momentos em que tenha deixado de transcrever ao menos uma linha sobre o que sinto. O maleiro do guarda-roupas e a bolsa com diversos diários que o digam. Hoje, a gente contextualiza a vida com imagens "roubadas" do Google... nos idos dos anos 80, 90 e 2000, a agenda ficava abarrotada de papéis de bala, bilhetinhos, tickets de cinema, etiqueta de roupa de grife, e por aí vai...

O fato é que escrevo: bobagens, amenidades, coisas sem relevância... ou transbordo raiva, rancor, mágoa, desamor. Mas confesso que desenvolvi uma habilidade para transcrever "pensamentos soltos, traduzidos em palavras, pra que você possa entender o que eu também não entendo", já me apoderando descaradamente do trecho da música do Jota Quest.

Sei, sei, a inveja tem Facebook. Lê blogs, também. Às vezes - muitas vezes - comenta e/ou compartilha. No problem. "A felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido", já disse Marxwell Maltz. Não pretendo abortar os rompantes de amor e insanidade; tampouco vou guardar tristeza ou melancolia. 

Nasci para viver, desfrutar com intensidade cada instante, cada gesto, tudo nessa vida. Esse endereço "blogspot.com" é o meu espaço, o meu domicílio virtual. Ok, se eu quiser, posso limitar o acesso, receberia "na minha casa" somente quem eu quisesse. Mas, sinto muito, farei isso não. 

Quer ler? Leia! Quer se aborrecer, problema seu. Vou seguir escrevendo, vou seguir espalhando o bom e o ruim. Filtre, absorva o que lhe interessa; o restante, esqueça. Quer fazer propaganda do meu blog? Obrigada, ainda que sirva para mostrar a terceiros o que é inveja. A sua inveja.

Quer saber? Vai ser feliz! Nesse mundo de tantos outros, quem sabe você dá sorte, assim como eu. Para de resmungar, de encher o saco e os ouvidos dos outros. Levanta, limpa esse rosto, e vai viver a sua própria vida.

Funciona que é uma beleza!