quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Natal é bem mais que pinheirinho e guirlanda

Mal findou o Dia da Criança, e as lojas já estavam ostentando vitrines com a típica decoração natalina [americana]. O comércio vai ditando as regras, e n'alguns lugares já é possível ver pinheirinhos decorados, guirlandas nas portas... sem falar no aumento dos preços de itens tipicamente "presenteáveis".

Deixando de lado o caráter comercial da coisa toda, estive pensando sobre como o significado nessa época do ano vem mudando, ao longo do tempo, aqui dentro. Melhor dizendo, o que se modifica é a minha visão. Explico: durante anos, eu fui responsável pela ornamentação lá de casa. Do pinheiro às guirlandas, passando pelo pisca-pisca e afins. Sinceramente, gostava daquilo, fazia com satisfação.

Fazendo uma retrospectiva, provavelmente a decepção e o abandono da atividade se deram por razões sentimentais. As festividades são envolvidas de receptividade, calor humano, dentre outros fatores... e eu não sentia nada disso, findei por me deixar desmotivar, e a Ana, amiga da mamãe, tomou as rédeas e passou a cuidar com zelo e carinho da decoração. 

Creio que o pano de fundo seja o fato de que - assim como a Ana - eu não estou decorando a minha casa. Mas enquanto ela o faz gratuitamente, com desprendimento, eu vejo que mais um ano se passou e nada aconteceu. "Nada" é um termo figurado, visto que diversos acontecimentos se deram, especialmente em 2012; significa tão somente que eu ainda estou ali, ainda sou filha, ainda, ainda. 

E antes que os críticos me venham com "ah não, outro lamento, uma crise de ansiedade, uma pressão para que as coisas aconteçam", esclareço que passa há quilômetros disso. Trata-se, tão somente, de uma constatação. Este blog é um espaço onde posso transcrever minhas impressões sobre as situações, inclusive é meio que um complemento da terapia. Então antes de julgar, simplesmente aceite que o fato de transcrever o que sinto não significa que é caso de desespero; trata-se de um simples registro do que estou pensando ou vivendo agora.

Outro ano se aproxima do fim, ou como diria Cássia Eller "mudaram as estações, nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu, tá tudo assim tão diferente". Ao passo que 2012 me tirou muito, também me trouxe ou devolveu outro tanto. Creio que, em maior ou menor intensidade, há de ser assim... os anteriores o foram. Deve ser a ordem natural da vida.