domingo, 30 de janeiro de 2011

Resgatando o Santo

Não é de hoje que sou alvo de piadas relacionadas à vontade/necessidade/desejo/obsessão por casamento. E, claro, jovens à beira do precipício do desespero (oi? eu!) atraem amigas e parentes, que por sua vez recorrem a Santo Antônio. Atire a primeira pedra quem nunca aconselhou alguém na mesma situação que eu a buscar ajuda do tal santo.

Pois bem. Um ano antes de conhecer o digníssimo, Fernandinha e eu decidimos que era hora de adotar medidas drásticas. Cada uma deu à outra um mini exemplar do casamenteiro. Lógico, fizemos o kit completo, com direito a comparecimento à missa no dia dedicado a ele. 

No ano seguinte, já com os respectivos namorados, fomos novamente à missa. Para agradecer, claro. Naquela época casar nem fazia parte dos planos. Era tudo muito recente. Algum tempo depois, não muito, a amiga sofreu uma imensa e inenarrável decepção com o cara. Muitos calmantes e noites mal dormidas depois, ela decidiu se fechar para os romances.

Só que essa mesma Fernandinha casou em 12 de janeiro último, rsrsrs. E eu, bom, o namorado continua o mesmo, mas o casamento... well...

Em dezembro, a Lara me deu outro exemplar de Santo Antônio. Após uma curta temporada sobre a escrivaninha do quarto, e em decorrência das revoltas havidas em mim entre Natal e Ano Novo, os dois exemplares foram parar no armário do banheiro, e de cabeça para baixo. Ok, eu sei, sou cruel e desumana, com crises de idiotice e imbecilidade agudas. 

Daí hoje levei um pito. hahahahahaha, é sério. O "recadinho" que recebi foi para resgatar os santinhos e dar fim nessa ideia de que a tortura solucionaria o caso. 

Pois bem, licencinha aí meus caros, preciso concluir essa missão. Afinal, quem quer um Santo revoltado, ainda mais  o casamenteiro??? Eu hein! Isola!!!

Treinamento

Conersando com namorado no sábado à noite, pelo celular (sim, esse final de semana eu teria uma reunião, que foi desmarcada sexta pela manhã, por isso não viajei):

Leo: - Oi amor, e aí, viu o preço das tvs?
Tati: - Acho melhor comprar a que vi no Compra Fácil... o ruim é a demora para entregar.

(...) Alguns trechos depois...

Leo: - Só falta mesmo a tv para a minha casa ficar completa.
Tati - Amor, posso te pedir uma coisa?
Leo: - Claro, fala!
Tati: - Diga "nossa casa". Você consegue falar assim, "nossa casa"?
Leo: - Ow amor, desculpa. Quando falo minha casa, quero dizer que é essa casa aqui de Tianguá. Mas é sim a nossa casinha viu? Não é egoísmo não, mas se você faz questão, então eu falo "nossa casa", tá?

É caros leitores, com algum treinamento e doses regulares de paciência, eu ainda chego lá. Ah, a tv foi comprada sim, rsrsrs. Ainda ganhei frete grátis e um liquidificador de brinde. Rsrsrsrs.

Tédio de sábado à noite, com final feliz

O tédio me consumiu na noite de hoje, aliado ao cansaço das horas a fio gastando as solinhas das sandálias no shopping, muito bem acompanhada (mamãe). Descarreguei as compras, enquanto meus pés imploravam por liberdade.

Após um banho merecido, a cama piscava carinhosamente, convidando para deitar. Claro, ficar em casa sábado à noite não é exatamente satisfatório. Aí, o controle remoto abre uma série de possibilidades. Fui de "Meninas Superpoderosas (Cartoon)" a "Os vídeos mais chocantes (TRU TV)". É, eu estava apelando, rsrsrs. 

Algumas "zapeadas" depois, cheguei ao canal Liv e perdi as forças para mudar. O filme era "August Rush" (O Som do Coração). Lembro bem de quando assisti... foi no início do atual relacionamento, e ganhou uma estrelinha por ser uma história sobre acreditar. Sim, acreditar que coisas aparentemente impossíveis podem se tornar reais. Sem mencionar a trilha sonora, fantástica, e o ator principal... Ah, Jonathan Rhys Meyers! 


***pausa para suspiros***

O cidadão é bem conhecido dos amantes de seriados, pois participou de The Tudors. Vamos combinar??? É lindo de viver. Aquele misto de carinha de abandono e bad boy (por sinal, o cara protagonizou dieversos escândalos envolvendo álcool e violência, inclusive já foi preso mais de uma vez) causam furor na pobre blogueira. Voltando ao filme, ele interpreta um músico (por sinal, o próprio ator é músico... e música é outro fraco da blogueira)... a cena do encontro de pai e filho na praça é fenomenal!!! Ambos tocando violão provocam palpitações e fazem brotar lágrimas.

Ahhhhhhhhhh, sou uma romântica incorrigível. Vejo filmes assim e os coraçõezinhos podem ser vistos emanando da minha aura e fazendo "ploc" logo em seguida, rsrsrsrs.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Moda e reflexões

Engraçado. Mamãe fica chocada com as roupas apresentadas nos desfiles do SPFW. Segundo ela, não se aproveita nada, as roupas são esquisitas.

Ok, quem não é muito afeito ao tema usualmente tem esse tipo de preconceito. Mas nem tudo está perdido. O que se verifica nos desfiles são as tendências da próxima estação, os materiais que serão utilizados, os sapatos, as makes, e atualmente os esmaltes. 

Eu adoro ler sobre os desfiles, sobre as tendências. Mas daí a dizer que serei fashin victim, vamos com calma. O bacana da moda é justamente o filtro: você vê o que está sendo apresentado e faz as avaliações. Exemplo: meu quadril é largo e sou baixinha (1.61m), então as tais calças saruel são abomináveis para a minha realidade.

Lembram aquelas ankle-boots? Também passam longe das minhas possibilidades. 

Pois bem, cabe a quem vê as tendências usar de bom senso. E compreender que nem sempre o que está na moda cai bem, nem precisa vender a alma por aquela nova it bag.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Agindo como dama, pensando feito homem

Ao que me consta, o digníssimo não lê esse blog, rs. Perdoado, até porque se ele se ativesse às leituras por aqui, muito do charme de escrever enquanto ele vê tv se perderia. Aliás, quando quero atenção, nem preciso pedir ou reclamar. Basta pegar o notebook e começar a escrever. Rapidinho começam os questionamentos: "-tá postando no blog? O que tanto você escreve aí?". Faço cara de mistério, publico, desligo e assim consigo uma tv igualmente desligada.

Bom, mencionei isso porque o intuito do post é falar de um trecho de um livro mega curioso, que praticamente acenou da prateleira da livraria no aeroporto, onde fui tentar esquecer o fato de que o avião, segunda-feira passada, estava atrasado em 1h (previsto para 23h45, saiu às 00h50). Pois bem, a capa azul-céu e um scarpin vermelho funcionaram como um pisca-alerta. Desculpem-me, queridos leitores, mas eu sou aficcionada por moda e qualquer menção a bolsas, sapatos, makes e afins funcionam como isca+anzol.

Por curiosidade, abri no índice. Ah, claro, o nome do livro primeiro: Comporte-se como uma dama, pense como um homem (Steve Harvey). Entre diversos assuntos, um saltou e quase gritou "pare"! Era algo do gênero "como conseguir a aliança". Sim, desisti da rehab (disso vocês já sabem), e obviamente folheei o livro com ânsia até a página mencionada.

Em resumo, o autor dizia que o maior erro das mulheres é deixar as coisas fluirem, indefinidamente. Segundo ele, é preciso estabelecer prazo e informar as condições. Caso contrário, o cara se muda para sua casa, você engravida, vocês dividem as contas e neca-de-pitibiriba de aliança. O negócio é "chegar junto", dizer os pontos positivos do relacionamento, explicar as razões que a levam a crer que vai dar certo, e dar o ultimato: marque a data do casamento e me procure em alguns dias. 

Bom, antes mesmo de ler o trecho do livro, já fiz a explanação dos motivos. Faltou estipular o tal prazo. Ok, shame on me. Creio que é melhor aguardar mais umas 2 ou 3 sessões de psicoterapia (sim, ele está se tratando nesse sentido). O medo, ou melhor, o pavor que o cidadão tem da palavra "casamento" é semelhante ao sentimento do povo americano com a figura do Bin Laden. 

Pontos positivos para o namorado, por ter admitido que era necessário buscar entendimento para tudo isso; além de que ele não mais surta quando faço minhas exposições sobre o tema. Está até aprendendo a substituir termos como "minha casa" por "nossa casa". (pausa para um momento so cute, rsrsrs) Ele até fala "nossa casinha", assim, no diminutivo. Lindo de viver. 

Apesar dos pesares, e justamente o fundamento dessa batalha épica: eu amo esse cara.

"Onde a dor não tem razão"

 

Lara, minha amiga fashion e madrinha orgulhosa do Luisinho (coisa "gotosa"), publicou no Facebook um vídeo da minha idolatrada-salve-salve Vanessa da Mata. A música é "Onde a dor não tem razão". A letra é fenomenal. Sem falar que, a exemplo da minha diva (Marisa Monte), a parceria com a Velha Guarda da Portela garante momentos únicos, experiências ímpares.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Futilidades

Faz um tempão que eu digo a mim mesma que vou escrever futilidades femininas, tipo, minhas últimas felizes aquisições. Vamos à lista:

1. Mini-prancha Taiff: p-e-r-f-e-i-t-a! Tipo assim, rsrs, melhor aquisição até o momento. Ontem eu estava falando sobre ela para minha genitora, e comentei que é bem capaz de essa pequenina alisar até pelos de axila, rsrsrs. Sério, aqueles fiozinhos que costumam azucrinar a nossa paciência, com frizz, bem na testa, ficam comportadinhos com essa prancha. Paguei R$ 110,00 na Cosmetic. Super recomendo;

2. lencinhos removedores de esmaltes Océane: cheirinho de baunilha, hidratante, sem acetona, embalagem perfeita para carregar na bolsa. Um pad removeu o esmalte vermelho de uma mão toda. Paguei R$ 4,99 no Mercadinho São Luis;

3. jaqueta Perfecto, Hering: jeans, linda, pode ser usada como um blazer comum ou fechadinha. Era a última peça da coleção inverno!!! Paguei R$ 89,00 na Hering do Iguatemi. Ah, procurei nas demais lojas em Fortaleza, e de fato adquiri a última peça. Sorry babies.

Hoje eu vim trabalhar com a jaqueta. Tirei uma foto com a webcam (não reparem nas olheiras e na ausência de maquiagem), e vocês podem constatar a eficiência da Mini-Taiff no cabelinho da loira. O aparato (lencinho e jaqueta) é para amenizar o efeito do ar condicionado, que fica em cima de mim.

Ahhhhhhh, welcome to the office, rsrsrs. O cantinho ao meu lado tá mesmo meio bagunçadinho. É que estamos aguardando a confecção dos outros móveis para organizar a "casa". 

Para Milena, uma borboleta em formação

Estive ontem com minha querida amiga Milena. Fofa, de cabelinhos cacheados que contrariam a "imposição social" de que cabelo bonito é cabelo liso. Ainda que estivesse sem maquiagem, com roupas "fashionmente" (palavra recém-criada por mim, rsrs) despojadas, estava linda. É incrível como certas pessoas, em pleno processo de transformação pela dura realidade dos fatos, conseguem continuar sendo iluminadas.

É amiga, você não me convence dessa tristeza nem quando fala das desventuras que experimentou ultimamente. Não é da sua personalidade. No máximo, uma fase, eu diria. E que está prestes a se fechar, concluir. Uma nova etapa vai ter início em breve, e eu quero estar por perto para ver esse sorriso franco, aberto novamente.

Você não é assim, você está assim. Repito: é uma fase. Assim como a crisálida, você se vê feia, sem cor, sem vida. Entretanto, trata-se de um estágio para a linda, colorida, livre e perfeita borboleta.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Embrutecimento - 2

Só complementando o raciocínio... Estou almoçando tranquilamente. Olho, sem compromisso, para a tv ligada, lá longe. O que está passando? Programa policial, com imagens supostamente sem foco, mas que mostram com detalhes uma vítima de acidente sendo socorrida. A poça de sangue ao redor da cabeça quase me dá tchau.

O rosto desfigurado vai-me acompanhar pelos próximos dias...

Embrutecidos pela trivialidade

Sábado estávamos saindo de casa por volta de 21h, e ao chegar ao acesso da rodovia, percebemos o burburinho, viaturas, gente correndo para visualizar de perto o ocorrido. Como o trânsito estava complicado, já que a faixa estava totalmente interditada (descobri depois que o corpo estava estatelado ocupando toda a faixa), de longe avistei o cadáver, sem detalhes, visto que guardávamos distância considerável até a cena.

Seguimos nosso rumo, que era contrário ao mencionado local. Pois bem, retornávamos por volta de 1h, e a viatura da Polícia Rodoviária ainda estava no local, ainda havia populares na lateral da pista (sim, porque não se pode chamar aquele microscópico local de "acostamento"), e para nossa imensa surpresa quando da aproximação, O CORPO PERMANECIA ESTATELADO, coberto pelo que parecia um lençol branco, rodeado de cones de sinalização. A moto que a vítima conduzia estava logo ao lado, o que sobrou do capacete mais adiante, e alguns metros além, via-se um ferro retorcido. Não visualizei o causador do acidente.

No domingo, voltávamos do almoço em Ubajara quando fomos parados por um policial rodoviário estadual. Eu, claro, perguntei sobre o acidente. Muito displicentemente, ele disse "senhora, foi vítima fatal, imediato". Ok, essa informação eu já tinha. Não estava preparada para o que veio a seguir: disse o policial que o motoqueiro foi colhido por uma S-10, que se evadiu e foi interceptada adiante. Ambos - vítima e condutor/causador - não eram habilitados. Quando falei da minha surpresa com relação ao tempo em que o corpo ficou lá, e também o fato de não haver marcações no chão (o que é comum na capital, em caso de acidentes comuns, imagina com vítima fatal) o policial me disse: - Olha, senhora, aqui não tem rabecão. O corpo tava esperando remoção, e chegou a Hilux, jogaram o corpo em cima e levaram.

***Pausa para reflexão, estarrecida.***

Só posso crer que o sistema embrutece o ser humano. Coisas desse gênero se tornaram tão triviais, que sequer direitos constitucionalmente garantidos, como o respeito para com os mortos, não passam de letra morta (literalmente). É assim, o povo corre para ver o sangue escorrer, fotografa, posta na internet, o corpo fica horas a fio exposto ao escárnio, quando é recolhido o é de qualquer jeito... Não sei, é inconcebível para mim uma coisa dessas. Eu me compadeço ao presenciar algo assim. Penso no indivíduo em si, na família que vai receber a notícia, nos trâmites decorrentes (IML, liberação do corpo, laudo cadavérico, remoção do corpo, velório, missa, enterro/cremação, rescisão de contrato, pensão por morte, etc. etc. etc). Normalmente, fico dias e dias com algum tipo de pensamento ligado ao fato. Até hoje penso na Any, e no que o viúvo tem passado com a precariedade dos sistemas policial/legal: 40 dias, e nada de laudo cadavérico.

Será que no meu rol de afazeres cotidianos eu também fiquei embrutecida, perdi a capacidade de me comover? Taí uma perguntinha para a qual preciso pesquisar uma resposta.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Irreais, expectativas desleais

That's it, there's no way. It isn't over, yet.

Eu sei, quem me lê ou já não aguenta mais os meus lamentos, ou não vê a hora de, enfim, isso ter fim. Torce pelo fatídico dia em que o título do post for "Enfim, Só!". Bom, a vantagem de ser a proprietária do blog é poder escrever o que der na telha, aí inclusas as lamúrias, que se tornaram contumazes. Ainda não foi dessa vez, mas já arrumei a mala para a viagem de regresso. Todo e qualquer vestígio da minha passagem na casa do até então respectivo, foi removida. Em breve, quem sabe...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A semana excêntrica

Coisas surpreendentes acontecem quando a gente acha que tudo está
perdido. Essa foi a semana das coisas extraordinárias... Primeiro, as
audiências redesignadas de segunda. Na terça, a ira por causa do
remédio do vovô... Não consegui na faculdade, e quase não comprei a
única caixa existente na única farmácia que possuia, por questões
estúpidas relacionadas à burocracia com receitas médicas. Fui salva
pelo marido de uma amiga, que gentilmente emitiu nova receita
prontamente.
Pois bem. Quarta as audiências foram um sucesso, mas aquela chuva me
trancou em casa na parte da tarde. Quinta foi a confusão para comprar
as passagens para Sobral, ida e volta. Sexta, ah a sexta...
O trânsito abençoado pelas calamidades das obras me atrasou meia hora
a chegada ao escritório. Ok, liguei o som do carro e o botão do
"f+@#-se" na minha cabeça. Não havia nada mais a ser feito.
O caos parecia disposto a não me deixar em paz hoje: internet e rede
em permanente queda inviabilizavam os trabalhos, a toda hora aparecia
uma pendência ou algo "para ontem". Incrivelmente, não perdi a
sanidade. Mas quando o celular tocou 15:50, minha tranquilidade
ameaçou pular pela janela. Decidida a concluir o trabalho e sair
voando do escritório, não sei explicar como, mas enviei o e-mail e saí
16:30. Vejam bem, o ônibus sairia 17h, e eu ainda sairia do centro
para o meireles, para então voar literalmente até a rodoviária. Num
ato de iluminação divina, cogitei de pedir no guichê da companhia para
que informassem via rádio que eu estava a caminho. Deu certo:
embarquei 17:10.
Realmente, essa foi uma semana de excentricidades.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Essa chuva...

Hoje fui a Aracati novamente, para duas audiências. Uma chuva horrorosa na estrada, que por sinal está o próprio caos, em virtude de inúmeros trechos de rodovias em "reforma", ampliação, etc. As aspas são propositais. Isso porque as obras da ponte que dá acesso a Aracati deveriam ter sido concluídas em 15 de janeiro último. Nem sinal de previsão, visualmente falando.

O motorista que me conduziu desta vez é, no mínimo, insensato, rsrsrs. Em meio à chuva, ele manteve uma média de 80/90km/h. No caminho, ele disse ter visto uma Kombi capotada. Não vi, pois me dei ao luxo de ir até Aracati cochilando. Na volta, chamou-me a atenção para uma Hilux igualmente capotada. Fiquei apreensiva quando vi a cena: era prata, estava tombada lateralmente, com o teto achatado. Havia uma ambulância no acostamento, um cidadão próximo ao carro com guarda-chuvas.

Desde que a Any morreu naquele acidente de ônibus, a verdade é que não consigo viajar tranquila. Dormir é, de fato, um refúgio para esse receio. Ainda bem que não vi o primeiro acidente, pois o segundo já me embrulhou o estômago e povoou a mente com pensamentos escabrosos. Haja prece!

Chegando pela CE-040, poças imensas, quase mini-lagos. Mamãe me aguardava em casa cheia de notícias de alagamentos na região onde fica o escritório. Ainda sim, cogitei a possibilidade de me deslocar. Só com as notícias do jornal local me convenci de que era preferível não arriscar. Essa cidade não está preparada para chuvas como as de hoje.

Eis que hoje foi outro dia de home-office.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Nada como um café

Essa madrugada, o respectivo chegou de viagem. O celular tocou às 3h51, lembro bem a hora. Arrastei-me até o portão, que nem me recordo se efetivamente tranquei após a entrada dele. Não consegui recuperar aquele compasso do sono em que me achava antes da interrupção.

Não obstante, o despertador tocou às 5h40. Não costuma ser meu horário habitual, apertei a tecla "soneca" e lá se foi um cochilo de uns 10min. Finalmente me arrastei até a cozinha, vi a irmã trocada e penteada, quase pronta para sair para trabalhar. Nenhuma das duas emitiu qualquer som. Lá em casa é de praxe, no meu caso e no dela. A mamãe não, aquela acorda parecendo periquito em areia quente, chega a dar raiva!

Preparei a vitamina habitual, tomei banho, troquei de roupa e saí, 6h38. Antes das 7h estava lá no Hospital Walter Cantídio, para buscar a medicação para o Parkinson do meu avô. Detalhe: há 3 semanas o remédio acabou. Simples assim. Sem previsão de novo estoque. Saí de lá f-u-m-a-ç-a-n-d-o, espumando, liguei para mamãe e "soltei os cachorros". Ok, ela não tem culpa, mas de fato esse fardo de assumir a responsabilidade por essa medicação me deixa transtornada.

Disposta a pagar os absurdos R$ 118,00 por míseros 30 comprimidos, que duram 10 dias, iniciei nova peregrinação, agora nas farmácias. Duas Pague Menos, e nada. Há uma semana esse maldito remédio acabou, e isso provoca insanidade no meu avô. Desculpem-me, leitores, mas quando a gente fica velho fica neurótico por remédio. Pelo menos, meus avós são assim. Todo dia o telefone lá de casa toca, ele ou a minha avó, querendo notícias desse medicamento. Não, não se preocupem, ele não vai morrer sem esse remédio. O que não pode faltar é o tal Prolopa, outro digno de novela de Manoel Carlos para se conseguir junto à Prefeitura.

Mas foi chegar ao escritório, sentir o cheirinho do café salvador da Creuza, e aquele chazinho de capim-santo... ahhhhh, não tem preço! Agora sim, BOM DIA TATIANA!

sábado, 15 de janeiro de 2011

"And i don't know how i can do without"

Por favor, ignorem a parte da bebida, porque nesse relacionamento, de fato não há álcool envolvido. O resto é real.


Need You Now (Lady Antebellum)

Picture perfect memories,
Scattered all around the floor.
Reaching for the phone 'cause
I can't fight it anymore.
And I wonder if I ever cross your mind
For me it happens all the time.

It's a quarter after one,
I'm all alone and I need you now.
Said I wouldn't call
but I lost all control and I need you now.
And I don't know how I can do without,
I just need you now.

Another shot of whisky,
can't stop looking at the door.
Wishing you'd come sweeping
in the way you did before.
And I wonder if I ever cross your mind.
For me it happens all the time.

It's a quarter after one,
I'm a little drunk,
And I need you now.
Said I wouldn't call
but I lost all control and I need you now.
And I don't know how I can do without,
I just need you now.

oh ohhh...

Yes, I'd rather hurt than feel nothing at all.
It's a quarter after one,
I'm all alone and I need you now.
And I said I wouldn't call
but I'm a little drunk and I need you now.
And I don't know how I can do without,
I just need you now,
I just need you now.
Oh, baby I need you now.

Preciso de Você Agora

Memórias perfeitas
Espalhadas por todo o chão
Alcançando o telefone porque eu não consigo lutar mais.
E eu me pergunto se eu já passei pela sua mente
Para mim isso acontece o tempo todo

São uma e quinze, estou completamente só e preciso de você agora.
Disse que eu não viria mas perdi todo o controle e preciso de você agora.
E não sei como sobreviver, só preciso de você agora.

Outra dose de uísque, não consigo parar de olhar para a porta.
Desejando que você entrasse arrebentando da maneira que fazia antes.
E eu me pergunto se eu já passei pela sua mente.
Para mim isso acontece o tempo todo.

São uma e quinze , estou meio embriagado
E eu preciso de você agora.
Disse que não ia ligar mas perdi todo o controle e preciso de você agora.
E não sei como sobreviver, eu só preciso de você agora.

Sim, eu prefiro me magoar do que não sentir nada.
São uma e quinze ,estou completamente só e preciso de você agora.
Eu disse que não ligaria mas estou meio embriagado e preciso de você agora.
E não sei como sobreviver, eu só preciso de você agora.
Eu só preciso de você agora.
Oh, amor, eu preciso de você agora.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Não quero merecer outro lugar: Felicidade compartilhada

Não quero merecer outro lugar: Felicidade compartilhada

Leio sempre o blog da Marcele, já até mencionei isso antes por aqui... Mas esse post, especificamente, traduz o meu sentimento sobre os enlaces. A Marcele, assim como eu e uma centena de outras mulheres que trabalham, lutam para vencer na vida, alimenta o sonho do vestido desde criança, imagina como será o pedido, essas melosidades femininas. Ou seja, não é exclusividade minha essa insana vontade de ser pedida em casamento, de planejar a festa e seus detalhes.

Linda história do pedido de casamento, e o que mais me encanta é o carinho do noivo, que planejou tudo para que não fosse aquela coisa clichê, sem graça. Outro detalhe foi a publicidade. Sim, a gente que é romântica a-d-o-r-a imaginar que o mundo inteiro está testemunhando uma linda história de amor.

Um dia a minha vez chega. Clica no link e veja que coisa mais linda esse pedido de casamento!

Inspire-se!

Esse vídeo é sensacional. Recebi de uma amiga queridíssima, minha xará, como mensagem de Ano Novo. Sei que está atrasado, mas o teor da mensagem serve para o ano todo.

Aliás, que maravilha essa possibilidade de se ter amigos, sem os compromissos dos laços de sangue, como o vídeo menciona. É fato, a gente ama os amigos não por obrigação, mas porque sente assim, quer assim, não há imposições.
video

De molho

Desde a semana passada, uma crise de rinite batia à porta, e eu, claro, não fazia questão de abrir. E dá-lhe Avamis, lavagem com soro, lubrificação nasal constante com solução salina. Argh! quem é ou convive com alérgico sabe a treva que é.

Esse clima mega louco, e as minhas viagens, como fez questão de salientar minha santa genitora, são os prováveis facilitadores da crise. Daí, o ar condicionado do escritório arrematou. O resultado? Rinossinusite.

Cheguei do casamento da Nanda, na quarta, com a face quase despencando do lugar. Aquela maldita dor de cabeça, que por sinal não quer ir embora por nada nesse mundo. Fui trabalhar a cara-da-derrota-parte-trinta-e-três. Lógico, o povo não perde a oportunidade, e logo as piadinhas sobre ressaca começaram. Logo eu, que nem refrigerante bebo. Humpf!

Meio-dia de quinta e eu já estava destruída em muitos graus na escala Richter. Não retornei ao trabalho. Dormi a tarde inteira como se não houvesse amanhã. Uma dor lascada, até os olhos pareciam tendenciosos a abandonar as órbitas. A cada vez que eu tentava levantar, sentia uma martelada que me devolvia ao leito.

O otorrino deu o veredito, prescreveu antibóticos, anti-alérgicos e soro para lavagem nasal. Acordei essa manhã me sentindo uma bolinha de papel no lixo. A internet, amiga, salva a pessoa nessas horas. Além de permitir que eu trabalhe em casa, ainda me dá dicas do tipo não ingerir gelados, condimentados, gordurosos e nada derivado de leite ou ovo. Taí, nunca nenhum otorrino me disse isso. Valeu aí Google, rs.

Pois é... tô de molho, digitando com o notebook no colo e cabeça deitada, porque cada vez que abaixo, parece que nunca mais conseguirei levantar, rsrsrs. A impressão que dá é que a face vai cair, tipo a máscara do Máskara. Affff.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Hoje faz um mês

Faz um mês que ela deixou esse mundo... 
Ficamos órfãos de um ser humano ímpar.
A Exata perdeu uma workaholic, apaixonada pelo trabalho.
Eu perdi a oportunidade de ganhar uma amiga.

Não deu tempo...

É como aquela música da Legião Urbana (Love in the afternoon)...

É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais...
(...)
Eu continuo aqui
Com meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
Dia de chuva, dia de sol
E o que sinto não sei dizer.

Vai com os anjos, vai em paz!
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez...
 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

As perguntas tão temidas

Quando se é criança ou adolescente, há certas perguntas que são estopins de desânimo, tipo "e aí, passou por média?", ou "e aí, tá namorando?", "vai prestar vestibular para o quê?"... Na idade adulta, outras são bem mais temidas. Vamos ao ranking, em ordem crescente de temor:

1 - Já tá estagiando? É remunerado?
2 - E aí, o namoro é sério mesmo?
3 - Hum, está formada... e aí, vai advogar ou estudar pra concurso?
4 - Já comprou um carro? (ou pior, aquela cara de desdém quando vê QUAL é o carro)
5 - JÁ CASOU? TEM FILHOS?

Quanto a essa última, invariavelmente vem acompanhada de um olhar de pena E desdém, especialmente se o(a) interlocutor(a) já for casado(a).

Hoje, no horário de almoço, fui ao posto da CEF situado no fórum trabalhista. Enquanto aguardava na fila, encontrei uma colega de faculdade. Ela, claro, não perdeu a oportunidade de me perguntar se eu já havia ido visitar o recém-nascido de um casal, também, colegas nossos de faculdade. (Não, eu não fui, e provavelmente não irei). Ato contínuo, ela olhou para as minhas mãos, numa vasculha por aliança ou afins. Não encontrou, e com a-q-u-e-l-a cara, fez a temida pergunta para quem, como eu, está no início de um ano "Bridget Jones" (para quem não leu o livro ou não viu o filme, depois explico melhor noutro post).

O sorrisinho sarcástico dela veio acompanhado de uma passada de mão nos cabelos, justamente a esquerda, onde uma aliança repousava no anelar.

Fiz os pagamentos que me levaram até lá, transferi o restante do dinheiro para a conta e resolvi escrever esse post. Ponto. Sem mais comentários, já que estou em processo de reabilitação.

(Sim leitor, eu sei que estou em plena rehab, mas você há de convir que isso acontece, e é sempre com um certo requinte de crueldade de quem pergunta.)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Post do blog da Marcelle

Esse post do blog da Marcelle faz todo sentido nesse momento da minha existência. Para arrematar, trecho da música da Mariah Carey, "I still believe":

NO, NO, NO, NO, NO, NO I need you baby
Não, eu preciso de você baby
I still believe that we can be together
Eu ainda acredito que nós podemos ficar juntos
If we believe that true love never has to end
Se nós acreditarmos que o amor verdadeiro nunca tem que acabar
Then we must know that we will love again
Então devemos saber que nos amaremos novamente

I still believe
Eu ainda acredito

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sensibilidade de elefante

Ligo no meio da tarde para o distinto... a angústia "vem em ondas como o mar", plagiando Lulu Santos. Peço-lhe que me diga uma coisa boa. A resposta:

O cara veio ajeitar o box do banheiro, que estava fora do prumo, e ainda disse que há uma loja que faz espelhos sob encomeda. Disse a ele que te levaria lá no sábado, para você escolher os espelhos.

Perplexa, reformulo o questionamento: diga alguma coisa boa sobre nós. A resposta:

A coisa boa sobre nós é que você vem amanhã para cá. Isso não é uma coisa boa sobre nós?

De fato, sensibilidade não é o forte dele... "tell me, what i'm supposed to do about it?"

("diga-me, o que eu devo fazer sobre isso?" - Disease, Matchbox 20)

Desiderato*

* sentir a falta de, perder, desejar, esperar, procurar. s.m. . As coisas que se desejam e ainda não existem. (definição do priberam).

Pois bem, esta tarde a palavra me veio à cabeça, e insistiu em não me deixar. Creio que tem algo a ver com a fase da vida, sei lá. O fato é que, permeando os 29-30 anos, estou a ponto de enlouquecer, profissional, pessoal, afetiva e internamente.

Não encontro explicações bem fundamentadas para isso. Mamãe disse-me, há dois ou três dias, que eu estava obcecada. Sim, estou. Confesso! A vontade de gritar anda difícil de sufocar cotidianamente. E, claro, a de sair correndo sem rumo é outra que não possui rédeas confiáveis.

Desejo tanto, e de tanto permanecer assim, meus dias finais provavelmente serão em manicômios, rs. Respiro, durmo, acordo, como, sorrio e choro expectativa, espera. Só que a cada minuto tudo vai se esvaindo, principalmente as coisas que antes eram tidas como certas e imutáveis.

Meu amigo e leitor, "Desocupado", escreveu suas impressões sobre as consultas psicológicas. Creio que, de fato, não me seriam úteis. Nesse momento, o que menos preciso é de alguém a me perguntar como me sinto diante das situações, ou de que forma posso me sair delas sem causar impacto a mim mesma e a terceiros envolvidos. Menos ainda as expressões espantadas diante de respostas como: tenho vontade de morrer, ou pior, de matar.

Sinto falta de algo que não possuo, e com o correr dos dias, vejo mais e mais distante. Não tenho forças suficientes para seguir adiante. Temo pelo fim, afinal, sou humana. Como não enxergo além do horizonte, não posso vislumbrar o tal lugar "bonito e tranquilo pra gente se amar".

Não desejo o fim, desejo o começo de uma nova vida, com novos propósitos. Mas esse sonho é construído a dois, e no meu caso, uma das partes não topa.

Honestamente, estou perdida, a sensação de fracasso é diuturna, reforçada pelo medo do desapego. Como deixá-lo sem que morra em mim um pedaço que julgo importante? É possível recomeçar? Como diria Cher: "do you believe in life after love?".

("você acredita em vida após o amor?". Do you believe in life after love - Cher)

A decepção e uma nova vocação

Creio haver descoberto uma [não tão] nova vocação: compras para casa. Sim, é fato, apesar de haver relutado imensamente, acabei por me render e auxiliar o digníssimo a "montar" a residência onde ele passou a viver em caráter permanente.

Primeiro foi a cama, absurdamente cara e igualmente confortável. Por sinal, foi em razão desta que ele resolveu deixar o hotel onde vivia, e mudar-se para um local onde só havia a tal cama, boxes nos banheiros, portão automático e cerca elétrica. Nem mesmo uma cadeira, nada. 

Um dos quartos está servindo de depósito: sacolas, malas, mochilas, caixas... ali, guarda-roupas é só uma forma de expressão, rsrs. Cabides? Ah, esqueci de mencioná-los: são os armadores de redes. Há roupas penduradas nos quatro cantos do dito quarto.

Pois bem, o residente deu-me carta-branca para as aquisições que eu julgasse necessárias. Não se diz isso a uma mulher que tem entre os verbos mais conjulgados o mágico "comprar". Lá fui eu: Otoch (toalhas de banho e rosto, jogo de lençóis para cama king - um adendo: custa um absurdo!!!), Casa Bonita (edredon, novo jogo de lençóis, fronhas). Primeira peregrinação da sacoleira aqui, rsrsrs. Semana passada a viagem de reveillon parecia uma mudança.

Essa semana: Tend Tudo (quase tudo o que julgo necessário a um lar), Casas Freitas (o que não encontrei na Tend Tudo, rsrsrs). Ainda falta um jogo de talheres, pois só encontrei nas cores laranja, lilás e o abominável verde. Quero a cozinha com utensílios pretos. 

Ok leitor, você deve estar censurando a frase "quero a cozinha...", afinal o digníssimo, ao tempo em que usa expressões "nossa casa" e similares, recua e diz "casa de homem" ou "minha casa". O fato é que há momentos nos quais percebo que, de fato, ele está a se utilizar da minha mais nova profissão.

Enfim... hei de passar por tudo isso e, quem sabe, encontro clientes (solteiros ou recém-separados) que necessitem dos meus préstimos para montar seus [novos] lares. Desculpem-me a falta de modéstia, mas em termos de compras sou muito boa no que faço. Por sinal, as operadoras de cartões de crédito me amam. rsrsrsrs

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Nova aquisição


Não resisto. Comprei outra sandália naquela loja onde Lara e eu já deixamos muitos trocados, rsrs. Aliás muito ''parcelado'', rsrs. (sorry pela foto tosca... foi tirada no celular, enquanto eu entrevistava os candidatos à minha antiga vaga, rsrsr)

sábado, 1 de janeiro de 2011

Primeiro pito de 2011!

Gente, o primeiro dia do ano começou bem! Rsrsrs.
Assistindo ao Globo Esporte, namorado e eu falávamos sobre as
Olimpíadas do Rio 2016. Ele disse: "nós estaremos lá". Imediata e
despropositadamente, retruquei: "nós?".
Aí o pito que recebi dele: "você não tem fé mesmo! Desse jeito
realmente não estaremos mesmo juntos até lá."
Como falei no ano passado, rsrs, teve início hoje a minha rehab sobre
o assunto. Eu juro, respondi sem maldade! Mas o pito foi um alento
para o meu coração.
Welcome 2011!!!

Enviado pelo meu aparelho BlackBerry da Claro