sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

De molho

Desde a semana passada, uma crise de rinite batia à porta, e eu, claro, não fazia questão de abrir. E dá-lhe Avamis, lavagem com soro, lubrificação nasal constante com solução salina. Argh! quem é ou convive com alérgico sabe a treva que é.

Esse clima mega louco, e as minhas viagens, como fez questão de salientar minha santa genitora, são os prováveis facilitadores da crise. Daí, o ar condicionado do escritório arrematou. O resultado? Rinossinusite.

Cheguei do casamento da Nanda, na quarta, com a face quase despencando do lugar. Aquela maldita dor de cabeça, que por sinal não quer ir embora por nada nesse mundo. Fui trabalhar a cara-da-derrota-parte-trinta-e-três. Lógico, o povo não perde a oportunidade, e logo as piadinhas sobre ressaca começaram. Logo eu, que nem refrigerante bebo. Humpf!

Meio-dia de quinta e eu já estava destruída em muitos graus na escala Richter. Não retornei ao trabalho. Dormi a tarde inteira como se não houvesse amanhã. Uma dor lascada, até os olhos pareciam tendenciosos a abandonar as órbitas. A cada vez que eu tentava levantar, sentia uma martelada que me devolvia ao leito.

O otorrino deu o veredito, prescreveu antibóticos, anti-alérgicos e soro para lavagem nasal. Acordei essa manhã me sentindo uma bolinha de papel no lixo. A internet, amiga, salva a pessoa nessas horas. Além de permitir que eu trabalhe em casa, ainda me dá dicas do tipo não ingerir gelados, condimentados, gordurosos e nada derivado de leite ou ovo. Taí, nunca nenhum otorrino me disse isso. Valeu aí Google, rs.

Pois é... tô de molho, digitando com o notebook no colo e cabeça deitada, porque cada vez que abaixo, parece que nunca mais conseguirei levantar, rsrsrs. A impressão que dá é que a face vai cair, tipo a máscara do Máskara. Affff.