sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Agindo como dama, pensando feito homem

Ao que me consta, o digníssimo não lê esse blog, rs. Perdoado, até porque se ele se ativesse às leituras por aqui, muito do charme de escrever enquanto ele vê tv se perderia. Aliás, quando quero atenção, nem preciso pedir ou reclamar. Basta pegar o notebook e começar a escrever. Rapidinho começam os questionamentos: "-tá postando no blog? O que tanto você escreve aí?". Faço cara de mistério, publico, desligo e assim consigo uma tv igualmente desligada.

Bom, mencionei isso porque o intuito do post é falar de um trecho de um livro mega curioso, que praticamente acenou da prateleira da livraria no aeroporto, onde fui tentar esquecer o fato de que o avião, segunda-feira passada, estava atrasado em 1h (previsto para 23h45, saiu às 00h50). Pois bem, a capa azul-céu e um scarpin vermelho funcionaram como um pisca-alerta. Desculpem-me, queridos leitores, mas eu sou aficcionada por moda e qualquer menção a bolsas, sapatos, makes e afins funcionam como isca+anzol.

Por curiosidade, abri no índice. Ah, claro, o nome do livro primeiro: Comporte-se como uma dama, pense como um homem (Steve Harvey). Entre diversos assuntos, um saltou e quase gritou "pare"! Era algo do gênero "como conseguir a aliança". Sim, desisti da rehab (disso vocês já sabem), e obviamente folheei o livro com ânsia até a página mencionada.

Em resumo, o autor dizia que o maior erro das mulheres é deixar as coisas fluirem, indefinidamente. Segundo ele, é preciso estabelecer prazo e informar as condições. Caso contrário, o cara se muda para sua casa, você engravida, vocês dividem as contas e neca-de-pitibiriba de aliança. O negócio é "chegar junto", dizer os pontos positivos do relacionamento, explicar as razões que a levam a crer que vai dar certo, e dar o ultimato: marque a data do casamento e me procure em alguns dias. 

Bom, antes mesmo de ler o trecho do livro, já fiz a explanação dos motivos. Faltou estipular o tal prazo. Ok, shame on me. Creio que é melhor aguardar mais umas 2 ou 3 sessões de psicoterapia (sim, ele está se tratando nesse sentido). O medo, ou melhor, o pavor que o cidadão tem da palavra "casamento" é semelhante ao sentimento do povo americano com a figura do Bin Laden. 

Pontos positivos para o namorado, por ter admitido que era necessário buscar entendimento para tudo isso; além de que ele não mais surta quando faço minhas exposições sobre o tema. Está até aprendendo a substituir termos como "minha casa" por "nossa casa". (pausa para um momento so cute, rsrsrs) Ele até fala "nossa casinha", assim, no diminutivo. Lindo de viver. 

Apesar dos pesares, e justamente o fundamento dessa batalha épica: eu amo esse cara.