segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Revisando a dieta e as lições que aprendi

Vinte e quatro dias de dieta. Menos três quilos. Um aprendizado sem tamanho.

Ok, pode não ter sido a melhor escolha, mas foi a única que foi eficaz até então. Obviamente, quem me conhece sabe que a genética não favorece, sob nenhum aspecto; isso sem contar com o histórico familiar repleto de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e afins. Em ambos os lados da família, o padrão é o sobrepeso; ser magro é exceção.

Adiante.

Cresci ouvindo as pessoas dizerem que lá em casa até os cachorros eram gordos, kkk. E há muito, muito tempo, eu sou considerada a obcecada por perder peso. Claro, vestir "p" é um fator motivacional incrível, mas de mãos dadas vem a saúde, que por sinal estava dando sinais de colapso.

Ah, cumpre esclarecer que ainda não estou vestindo P, mas é uma questão de tempo...

Pois bem, os 3 primeiros dias da dieta foram terríveis, confesso. Do quarto em diante, o corpo passou a compreender a limitação e buscar fontes alternativas de combustível: gordura. É notória a diminuição da gordura localizada, ou melhor, o menor volume de locais críticos como barriga e culotes. As roupas atestam isso, inclusive. O espelho reflete, a balança atesta, enfim.

Mais do que mostrar que sou capaz de me comprometer com algo seriamente, essa dieta despertou o que eu julgava adormecido-quase-morto em mim: o poder discricionário, a força de vontade, o dizer "não, obrigada". Quantas vezes eu recusei doces, chocolates, pães, biscoitos, farofa e coisas para as quais eu me rendia, e que muito mais que "alimentar" uma compulsão, alimentavam a ideia de que eu era fraca diante disso, que jamais seria capaz de recusar.

Sim, alguns podem achar que 24 dias é muita coisa, e 3kg é pouco peso. Para mim, não. Até porque no 7º dia de dieta, fui a um casamento e não deixei de comer salgados, docinhos, e os dias 8 e 9 seguiram a mesma linha um tanto quanto relax na severidade da dieta. Ademais, passei 18 desses 24 dias com o pé imobilizado, então nem o mínimo de esforço físico diário era possível de ser realizado. Claro que se eu tivesse caminhado, realizado qualquer atividade física, o resultado teria sido melhor. Porém não vou diminuir o tamanho da minha conquista, e nem permitirei que o façam.

A segunda fase da dieta leva de 3 a 4 semanas, e já estou entrando na segunda semana. Não morro de fome, não ando caindo por aí, tampouco notei diferença em termos de compleição muscular, nada. Cumprindo determinações médicas, retirei a proteína em pó da dieta, em função dos cálculos renais, mas em contrapartida, a ingestão regular de água, suco de limão, chás e água-de-côco têm contrabalanceado a situação.

Hoje, quando digo "não, obrigada" a um chocolate, a um cafezinho com açúcar, quando encho o prato de saladas cruas e alguns legumes no almoço, faço não mais com pesar, mas com a certeza de que assim atingirei meu objetivo de aliar o "vestir P" a uma saúde regular.