segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Escritoterapia

Não me recordo os momentos em que tenha deixado de transcrever ao menos uma linha sobre o que sinto. O maleiro do guarda-roupas e a bolsa com diversos diários que o digam. Hoje, a gente contextualiza a vida com imagens "roubadas" do Google... nos idos dos anos 80, 90 e 2000, a agenda ficava abarrotada de papéis de bala, bilhetinhos, tickets de cinema, etiqueta de roupa de grife, e por aí vai...

O fato é que escrevo: bobagens, amenidades, coisas sem relevância... ou transbordo raiva, rancor, mágoa, desamor. Mas confesso que desenvolvi uma habilidade para transcrever "pensamentos soltos, traduzidos em palavras, pra que você possa entender o que eu também não entendo", já me apoderando descaradamente do trecho da música do Jota Quest.

Sei, sei, a inveja tem Facebook. Lê blogs, também. Às vezes - muitas vezes - comenta e/ou compartilha. No problem. "A felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido", já disse Marxwell Maltz. Não pretendo abortar os rompantes de amor e insanidade; tampouco vou guardar tristeza ou melancolia. 

Nasci para viver, desfrutar com intensidade cada instante, cada gesto, tudo nessa vida. Esse endereço "blogspot.com" é o meu espaço, o meu domicílio virtual. Ok, se eu quiser, posso limitar o acesso, receberia "na minha casa" somente quem eu quisesse. Mas, sinto muito, farei isso não. 

Quer ler? Leia! Quer se aborrecer, problema seu. Vou seguir escrevendo, vou seguir espalhando o bom e o ruim. Filtre, absorva o que lhe interessa; o restante, esqueça. Quer fazer propaganda do meu blog? Obrigada, ainda que sirva para mostrar a terceiros o que é inveja. A sua inveja.

Quer saber? Vai ser feliz! Nesse mundo de tantos outros, quem sabe você dá sorte, assim como eu. Para de resmungar, de encher o saco e os ouvidos dos outros. Levanta, limpa esse rosto, e vai viver a sua própria vida.

Funciona que é uma beleza!