terça-feira, 30 de outubro de 2012

A raiva e o processo de nefrolitíase

A terapeuta ontem me lançou um desafio, que ela gentilmente chamou de "dever de casa". Inclusive me emprestou um livro sobre a relação entre sentimentos e doenças, depois que mencionei a crise por causa dos cálculos renais. Não nos aprofundamos durante a sessão na leitura, porém adianto que o pouco que lemos dizia respeito à cristalização da raiva como causa dos cálculos.

A lição que recebi é listar e relacionar episódios de raiva e crises em função da nefrolitíase. Claro que a mais recente preenche em absoluto as condições, posto que se seguiu após um evento para o qual não esbocei reação. Quando digo isso, refiro-me à ausência de atitude, inclusive a que eu costumeiramente teria tomado.

Aos vistos, o fato de manter um blog paralelo no qual exorcizo meus fantasmas não tem sido suficiente; curiosamente, o ímpeto de retornar ao muay-thai toma forças, contidas tão-somente pelo fato de que meu tornozelo não está reabilitado. Ainda.

Não parei até o momento para anotar, mas já consegui associar duas outras crises com acontecimentos. A atual, ainda em andamento, vai demandar grande esforço da minha parte, visto que terei de encontrar uma forma de dissolver sem poder espancar um saco de areia, ou espancar alguém. Difícil tarefa para quem é muito mais passional do que passiva. Melhor dizendo, que de passiva não tem nada.

É o preço do crescimento. Sem dor, sem ganho.