terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Canteiros de obras, ruas e nariz de palhaço

Fico pasma com o descaso do Poder Público com questões como a do trânsito, por exemplo. A capital virou um canteiro de obras e ninguém se preocupou em minimizar os danos à população; e quando digo "população", não me refiro exclusivamente aos proprietários de veículos particulares, mas também aos usuários de transportes públicos. Somos todos vítimas da falta de planejamento e gestão.

Alguns dirão que o excesso da frota particular contribui para o caos, e eu concordo: somos muitos, motoristas solitários. Porém, o transporte de massa, além de limitado e insuficiente, é inseguro e tem inúmeros outros fatores nada atrativos. Isso, aliado às políticas de incentivo para aquisição de veículos (motos, inclusive), contribui sim para o problema, mas não deve ser usado como desculpa para a inércia.

Quem transita por vias como a Engenheiro Santana Júnior, Antônio Sales, a Washington Soares (CE040) e outras tantas que passam por obras municipais e estaduais, sabe exatamente do que estou falando. Quem, em sã consciência, não sabe que interromper um determinado fluxo vai desembocar n'algum lugar, e prejudicar o sistema como um todo? Por que não planejar alternativas que minimizem os danos?

Não. Basta ir à tv e informar que a partir do dia tal, a via tal vai ser parcialmente interditada, e pedir desculpas pelo transtorno, além de rogar compreensão. Sim, obras são necessárias, mas que tal se dedicar a estudar outros meios?

Parece que bom senso devia ser remédio diluído na água potável. Como não o é, fica a critério de quem resolve, estando à frente das decisões, adotá-lo em prol do coletivo. E aos vistos, poucos gestores estão realmente preocupado com o tempo que a gente gasta para ir de casa ao trabalho, cumprindo horário... que se dane, né? O que importa é a Copa das Confederações.

Pão e circo.