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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Confrontando os bloqueios auto-impostos

Ontem eu me deparei com uma situação, e reagi como costumo fazer: rejeitei.

Hoje, resolvi encarar o caso de frente, e solucionar. Ao invés de buscar um "esqueleto" no qual poderia me apoiar, decidi começar do zero.

Fácil? Ah! não mesmo! Confrontar o desconhecido é complicado, ativa mecanismos de defesas arraigados, e que muitas vezes nem são úteis. Foi o que aconteceu.

Mesmo cheia de insegurança sobre a peça, confiei nos meus instintos, nos meus conhecimentos, e concluí; está agora sob análise de um colega, antes do protocolo.

Nunca é tarde para se desafiar, confrontar os bloqueios. Foi uma pequena grande vitória que obtive hoje ;)

(isso me deu uma ideia: listas coisas-a-fazer que venho procrastinando há tempos)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Não mesmo!

Simplesmente não compreendo as razões de certos traumas, medos, o raio que o parta. 

Hoje eu acabei me deparando com uma situação inimaginável. Não vou descer aos detalhes, já que minha santa mãe já disse e repetiu trezentos e oitenta vezes que eu me exponho muito escrevendo aqui no blog. Pois bem, o fato é que tem gente que acha que resolve uma situação simplesmente ignorando a essência.

Comparativamente, é como se a criatura quisesse curar um câncer no nariz, colocando um nariz de palhaço no lugar. Resumindo: um mero disfarce, pois a essência vai continuar lá, corroendo tudo.

Não obstante a minha perplexidade ao telefone, ainda tive de lidar com os "sentimentos" da outra pessoa, que tinha uma expectativa de que eu fosse achar lindo de viver o fato de [a pessoa] crer, piamente, que é possível fazer omeletes com ovos inteiros.

Um misto de sentimentos tomou conta de mim desde então... afora a perplexidade, vieram raiva e mágoa. Começo a acreditar que é preciso encarar a verdade dos fatos, e adotar um posicionamento radical, muito consciente das consequências. 

Ah! malditas consequências viu? Semelhantes aos pôneis coloridinhos da propaganda. 

#inferno

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ouviu, amou, grudou

Eu sou do time das pessoas que, quando se encantam com uma música, ouvem ininterruptamente, colocam como toque do celular, enfim. Por precaução, evito utilizar como despertador, afinal, diz a lenda que, se você quiser passar a odiar uma canção, coloque-a como despetador.

No meu caso, o celular desperta e, em razão do meu profundo amor pelo aparelho, algo no stand by existente no meu cérebro consegue funcionar, e preservar a integridade do equipamento. Por sinal, o cérebro é uma máquina fantástica mesmo: meu celular-despertador é touch screen, e há duas opções - soneca e desligar - ambas ativadas com um deslizar de dedos, para esquerda ou para a direita. O alarme toca, o bracinho se estende automaticamente e desbloqueia o aparelho, escolhendo a opção "soneca". Isso tudo sem prejuízo do soninho entre os intervalos de 7 min. #alouca

Pois bem, retornando ao assunto originário... quem lê o blog deve se recordar da propaganda, cujo vídeo postei há 2 dias, com a trilha sonora da Ellie Goulding, a belíssima canção de Elton John: Your Song. A interpretação da Ellie é fora de série, e a música ecoa em minha mente desde então. O que fazer? Download, baby. Agora já posso tê-la comigo, enquanto houver bateria no celular, kkkkkkkkkk.

Agora, só me resta requerer à irmã que providencie o download do álbum da cantora, pois aquele timbre de voz - forte e ao mesmo tempo sutil, doce - é para nos converter em seguidores da moça, rsrs. Ah! e tem ainda a Adele, que segundo a irmã - que já tem o álbum no computador [vou copiar djá!] - é a sucessora de Amy: mesmo timbre de voz, estilo parecido. 

Vamos renovar os playlists dos celulares, e do MP4, rs.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Relações humanas ou meramente consumeristas?

O sentimento que lhe consumia, à iminência do dia 15 de cada mês, podia ser comparado ao do condenado, que aguarda no corredor da morte, a data da execução: semelhante agonia, e a esperança da não concretização do prognóstico sombrio.

Em ambos os casos, o arrependimento consome o ser, porém nada mais há que se fazer a não ser aceitar o destino. Quanto a ela, seria possível vislumbrar uma solução; implantar é que não lhe apetecia.

A sedução das vitrines, os chamarizes divulgados em endereços eletrônicos e mídias sociais, o desejo de ter o último lançamento de cosmético, a bolsa na cor da estação, o sapato que combina com aquela calça jeans; motivos não faltavam para que extrapolasse o orçamento.

A cada fatura que chegava, o remorso apagava as fugazes fagulhas de felicidade. Pagas as contas, não restava um vintém sequer na carteira, e os cartões plásticos tornavam-se perfeitos estopins para o reinício do ciclo vicioso, do qual ela não fazia muito esforço para se livrar.

É, o bem sucedido ramo de marketing e propaganda, aliado à falta de valores sólidos do qual padece a atual sociedade, tem fomentado verdadeiros desastres. A mulher descrita nas linhas acima podia ser eu, ou você, e estou certa de que tanto você quanto eu conhecemos alguém assim.

A ânsia do ter tomou, de forma avassaladora, o que bastava outrora: o ser. Somos ridículos, ao ponto de não medir esforços para manter aparência. Não basta que tenhamos saúde, casa, comida e roupa lavada. O que queremos é a casa em endereço nobre e mobília suntuosa; a comida tem que ser orgânica e de preferência
refinada; a roupa há de ostentar etiqueta ou sinal visual distintivo bem à mostra.

Poder-se-ia prolongar esse texto à exaustão, com menções aos “sinais de sucesso”, que vão dos carros e aparelhos celulares a uma infinidade de supérfluos. Há algo mais absurdo, por exemplo, que um equipamento para balançar o berço de uma criança?

Estamos substituindo as interlocuções pessoais por troca de mensagens de texto, através de nossos tecnológicos computadores pessoais; os abraços e beijos por caracteres; as recepções em petit-comitè por reuniões superficiais em bares, mesas repletas de conhecidos em conversas rasas.

Enquanto as operadoras de cartões propalam a felicidade ao alcance da maquineta, e a mídia incentiva os gastos vazios de sentido, nossas crianças crescem acreditando que temos obrigação de lhes prover o último lançamento da indústria de brinquedos, e repelem aqueles que, culturalmente, auxiliaram o desenvolvimento de nossos avós, pais, e até de nós mesmos.

Experimente dar ao seu sobrinho, por exemplo, um peão; à sobrinha, uma boneca de pano; a ambos, uma corda de sisal. O retorno provavelmente será uma cara feia, e o artefato deve ter como destino o baú, ou a caridade. Em contrapartida, para lhes comprar o afeto, presenteamos com o jogo para vídeo-game, com a boneca que dança sozinha.

Até quando substituiremos os passeios nos parques pelas idas aos shoppings? Ou escolher os restaurantes pela área de entretenimento infantil, para termos “um pouco de paz”?

Estamos passando às futuras gerações o conceito de que as relações podem ser compradas, negociadas. É bom nos precavermos, pois o futuro nos reserva a velhice, e sem relações de afeto que unem mais que laços de sangue, nosso provável destino será a frieza dos asilos. Custeado pelo amado patrimônio que construímos hoje, na ânsia de aparentar sucesso e prosperidade.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Túmulos caiados

Qual o limite entre cordialidade franca e falsidade disfarçada?

Ao longo desses 30 anos de vida, obviamente, convivi com muita gente, sob as mais diversas condições. E hoje, ao presenciar o comportamento de uma criatura aparentemente legal e comunicativa, a pergunta supra me veio à mente.

De fato, somente o decorrer dos anos vai acrescendo experiências, promovendo o amadurecimento das nossas percepções, habilidades, enfim... Na casa dos 20, recém-saídos dos bancos da faculdade, é bem improvável que alguém seja capaz de separar joio de trigo, no ambiente corporativo. Aí, leva um "sabão" bonito, decepciona-se com um ou outro, e segue a vida, cheio de cicatrizes institucionais, rs.

Atualmente, depois de haver convivido e aprendido - a duríssimas penas - desenvolvi uma couraça, com vistas à proteção para o contato com toda sorte de animais peçonhentos, ardis, que poderiam ter servido de inspiração aos autores de novelas quando da criação de personagens como o Léo, ou a Norma (ambos de Insensato Coração).

Sim, o passado é assunto para posts e mais posts, rsrsrs. Voltemos ao ser humano que motivou este post: cheio de sorrisos, de atitude, simpático... se observado bem de perto, revela rachaduras, falhas, especialmente de caráter e moral. Resumindo: discípulo de Machiavel ("os fins justificam os meios").

E quem não conhece um membro de tal espécime? Ah, perdoem-me, mas as igrejas  e os tempos deles estão cheios. Da figura propriamente dita, inclusive. "Vestem" o manto da religiosidade como instrumento de aproximação, de aceitação; quando de fato, são, como está no Evangelho Segundo Mateus (23, 27-28), túmulos caiados:

"Ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, 
porque sois semelhantes a túmulos caiados: formosos por fora, 
mas por dentro, cheios de ossos de mortos 
e de toda a espécie de imundície".

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A gente muda, rs.

Pesquisando decisões judiciais, a fim de instruir um recurso contra uma sentença que negou o pedido de aposentadoria por idade de um trabalhador rural, compadeci-me com as pessoas que cedem aos rompantes de fúria.

Bom, noutra época da minha atual existência, eu certamente teria blasfemado, danificado o computador, e estaria num esfiral decrescente de ira. É, a minha voz continua a mesma, mas os meus cabelos, quanta diferença! mas eu mudei.

Sim, caro leitor, o meu lado Darth Vaden há tempos anda quietinho, repousando nos recônditos de minh'alma. 

O que antes teria tido consequências catastróficas, hoje não passou de um comentário ao colega de profissão e baia, rs. Coisa simples. Diálogo:

[eu] - Compreendo perfeitamente os acessos de fúria das pessoas...
[ele] - Graças a Deus!
[eu] - ... em certas situações.
[ele] - Retiro o que eu disse!
[eu, rindo] - Calma, quase tudo é justificável em matéria de acessos de fúria, mas quando se busca uma jurisprudência e não se acha, jogar o computador pela janela é um pensamento que deve ser combatido.

É, caro Alessandro, ele tem mais sorte do que a que você teve, em nossos 7 anos de convivência, profissional, rsrsrs. Aqui, nem portas há para se sair batendo, tampouco cadeiras a serem derrubadas (todas têm rodízios). 

Pensando bem, nem janelas de onde se possa atirar qualquer coisa: são todas vedadas!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A mulher escaneada


Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
(Lua escondida - Cecília Meireles)

Não sei se é padrão para alguém, mas eu sou assim mesmo, como descreve Cecília... e isso, claro, aplica-se com afinco no quesito apresentação pessoal. Há dias em que acho graça de quem me olha na rua; noutros, fico grilada. Hoje é exatamente um dos dias de grilo, rs.
 
Quem me chamou a atenção para os olhares alheios foi o namorado. A princípio, incomodado com o masculino; depois, abismado com o feminino. Não há uma só vez em que estejamos juntos, que ele não comente as escaneadas que recebo de outras mulheres; na maior parte das vezes, eu nem vi!
 
Nos dias de grilo, automaticamente pergunto a ele se há algo de errado: cabelo, maquiagem, roupa, sapato. A resposta é sempre: - Não, é que você age e se veste diferente das outras pessoas. 

Hoje, por exemplo, entrei no elevador e uma moça, indisfarçadamente, mediu cada item que ornamenta o meu ser: cabelos presos num rabo de cavalo, maquiagem ultra-discreta, chemisier listrado azul claro+branco+bege,  camiseta com detalhe de renda por dentro, legging uva e sapatilhas bege. A bolsa, velha de guerra, grande e marinho.

Automaticamente, ao flagrar a curiosidade da criatura, fiquei imaginando se a média das pessoas "suporta" um grau além de criatividade, no que tange a vestuário. Sim, porque onde está escrito que eu preciso andar por aí toda combinadinha? Por sinal, que tédio esse "igualzinho"; talvez por isso eu odeie terninhos e taillers. 

Quando a mulher desceu onde deveria, o mal-estar deu lugar à autoconfiança. E imediatamente, pensei no que namorado diria se estivesse ali, naquela hora. E ri, como costumo fazer, toda vez que ele emite um comentário sobre o impacto do que eu visto, nas outras pessoas.

Desculpa aí hein minha "tia", mas se joga nas combinações descombinadas e vê se para de ficar invejando o povo na rua. #euhein (modéstia mode off)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A genética deve explicar

Já disse e repito: minha formação é jurídica, e não médica ou psicológica, filosófica.

Isto posto, vamos ao assunto do post... segunda-feira, cheguei em casa e fui ao quarto da mamãe. Sobre o móvel do quarto, há uma espécie de vaso, que ela resolveu utilizar de porta-trecos por falta de melhor utilidade. Além dos produtos que habitualmente ficam ali, um me chamou atenção...

Quando retirei, ela prontamente explicou que se tratava do acessório que ficava originalmente atrás da porta, e servia para pendurar bolsas; a neta, em visita, e sem motivo aparente, bateu a porta e o objeto plástico perdeu a utilidade. A tentativa de reparar foi em vão.

Nisso, emiti um comentário que, as always, foi imediatamente refutado e mal interpretado. A despeito de estar muito acostumada com tal reação, em se tratando dos personagens envolvidos, argumentei. Expliquei que o comportamento relatado, da criança, desencadeou a lembrança do comportamento da "adolescente" de 23 anos que temos em casa. 
Ontem à noite, a "adolescente", em seu comportamento mais que habitual, fez exatamente a mesma coisa, com a mesma porta. Imediatamente, olhei para mamãe e questionei se ela ainda discordava do que eu havia dito, da comparação feita entre a criança de 4 anos, e a "adolescente" de 23.

Sem resposta.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A balança digital e a pança (re)instalada

Comprei uma balança digital.

Se por um lado, a esquina-paranóia-delirante de subir every single day pode se apoderar desse corpinho rechonchudinho e branquelinho, de outro, trata-se de mecanismo de altíssima eficácia na prevenção de desatinos alimentares.

O fato é que adquiri sábado, e ao chegar em casa, inaugurei-a e constatei que estou desandando no projeto de exterminar 10kg. Do total planejado (10kg), perdi 4, engordei 1. Saldo de -3kg. Faltam 7.

Só que entre uma pesagem e outra, houve um final de semana de excessos: colheradas de doce-de-leite caseiro, bolo mesclado, pizzas variadas e chocolate. Ah! e umas doses de milk-shake de Ovomaltine. 

O somatório desses comportamentos teve impacto na barriga, a ponto de nossa gentil irmã olhar com aquela cara de desprezo habitual e proferir as seguintes palavras: "-O que você fez para que a sua barriga, que antes tava menor, estar desse tamanho?"

Respondi que basta comer feito desesperada, que o efeito é esse aqui, rs. Ah! e depois de lamentar o leite derramado, vamos à ação: correções na alimentação durante o dia de hoje, e caminhada para o jantar.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Quando eu era criança, e a realidade dos dias atuais

Acabo de ler no portal Terra uma notícia que me deixou perplexa: um menino (11 anos) morreu após ingerir biscoitos recheados com veneno para rato. O pacote teria sido "preparado" por duas meninas, de 13 e 14 anos, mas seria destinado a outras duasgarotas.

Sim, eu sei, apesar de o termo buillyng ser relativamente novo, a atitude é antiga. Quando eu era criança, meu cabelo era mega treva (valeu mãe!), e eu era magra de doer (valeu mãe, de novo!), e eu era chacota não só da galera da sala, mas do meu próprio irmão. Nas classes em que estudei, havia crianças gordas, magras, e uns gatos-pingados filhos de pais separados. Naquela época, a regra era de pais casados, vale ressaltar.

Recordo-me, igualmente, que a hora do recreio era uma sessão de tortura. Light, mas era sim. Ah, esqueci de mencionar, nunca fui abastada, mas estudei em colégio de riquinho (aí sim, valeu mãe, de coração!). E quem viveu algo parecido, sabe que as condições financeiras são frequentes motivos para discriminação.

Ok, mas eu não convivi com psicopatas. Naquela época, o máximo da rebeldia era "gazear" aula (nunca tive coragem, rsrs). Os mais sem-noção, no segundo ano de ensino médio, escalaram a parede externa da escola, entraram na sala dos professores e roubaram as provas de recuperação. Venderam, e com o apurado, fizeram a festa.

Claro que a farra rendeu punições: expulsão dos deliquentes, cancelamento das provas. Claro que não é aceitável um comportamento desses, nem nos anos 90, nem hoje, nem daqui a vinte anos. Mas voltemos ao assunto do post: biscoitos envenenados. O que está acontecendo com as famílias nos dias atuais? Onde estão os valores, a moral, a ética, o respeito ao ser humano? Quero dizer, o que leva uma dupla dessas a planejar um crime tão ardil?

De fato, muita coisa mudou desde que eu deixei a infância. Temo que tenha sido para pior. Aí eu pergunto, novamente: o que será das gerações daqui em diante? Que tipo de cidadãos estamos criando? Será que minha(s) sobrinha(s), afilhadas, os(as) filhos(as) dos(as) meus(minhas) amigos(as) tornar-se-ão abomináveis assim???

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Compreender, aceitar e seguir

Estou mais leve... apesar de toda dor, passar por esse tipo de situação nos mostra diversas coisas:

1 - família é um porto-seguro: mesmo que a sua mãe fique enchendo seus ouvidos, tentando de certa forma "denegrir" a imagem do ex, acredite em mim, ela só faz isso porque quer ver você parar de encharcar os travesseiros;

2 - amizade é algo que PRECISA ser cultivado: mesmo que você não tenha coragem de ligar para uma amiga, ela liga e dá aquela palavra de conforto, coloca-se à disposição, enfim... já agradeci noutro post, mas agradeço novamente. Tenho amigas sensacionais, e creio que fiz por merecê-las;

3 - não é o fim do mundo: existem coisas que PRECISAM acontecer em nossas vidas. O negócio é aceitar de bom grado, e seguir adiante.

Hoje, graças a Deus, meus telefones tocaram bastante, uma galerinha preocupada com o meu bem estar. Assim, dizer que estou refeita é muita hipocrisia. Mas estou conformada. Entendi (não me perguntem de que forma) as razões pelas quais isso está acontecendo na minha vida.
De fato, se eu me propus certas mudanças, estas precisam se confirmar através de "provas". Essa é uma delas. Eu continuo aqui, esperando que ele decida o que fazer, e reafirmando diante de Deus que, de fato, mudei comportamentos, pensamentos e atitudes.

Agora é aguardar. O tempo é o senhor de tudo, e eu confio.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Transgressora!

De acordo com a Tia Wiki, trangressão significa "a ação humana de atravessar, exceder, ultrapassar noções que pressupõem a existência de uma norma que estabelece e demarca limites. Seu significado transitou da esfera geografica, na qual fixava o limite para as águas do mar à concepção ético-filosófica, que abriga desde preceitos morais e religiosos até as leis do Estado. Daí, as contraposições entre bem e mal, mandamento e pecado, código e infração".

Valeu Tia Wiki, rs. ;)

Para mim, ser transgressora é altamente divertido, e em razão da minha formação acadêmica, aos olhos dos outros pode parecer um imenso contrassenso (odeio essa reforma ortográfica!): como pode uma advogada, "conhecedora das Leis", dizer que gosta de "infringir as 'normas vigentes' e socialmente estabelecidas"? *pausa para um risinho sarcástico, #Mutley feelings*

Preliminarmente, esclareço que isso não se aplica a minha atuação como profissional, por favor me entendam. Diz respeito tão somente a pessoa natural, Tatiana. Essa é a criatura que, sempre que possível, apronta umas traquinagens, rsrsrs. A transgressão, no meu caso, é relacionada a essa coisa de criança mesmo, de fazer "arte" e sair rindo sozinha, feito doida.

As minhas trangressões não prejudicam ninguém, que fique muito claro também. É simplesmente agir na contramão do que se espera. O Paulo Coelho, na coluna de hoje, fala justamente dessa coisa de imposição de certo e errado: "a sociedade termina impondo uma maneira coletiva de agir – e as pessoas não param para perguntar o porquê. Apenas aceitam".

Aí entra a traquinagem: quando esperam algo de mim, eu vou lá e ajo de forma completamente contrária, inesperada.  E saio rindo, toda feliz, dirigindo o carro com músicas no último volume! Como é bom poder ser quem eu sou, agir conforme os meus valores, as minhas crenças. Racionalizar. Ou como diria Paulo, ainda no mesmo post, "cada ser humano é único, com suas próprias qualidades, instintos, formas de prazer, busca da aventura".

E sabe o que foi tão bom quanto transgredir as regras? Converter em palavras o que senti ontem, rsrsrs!!!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Cansei...

Cansei de orar e pedir paciência,
Cansei de calar e seguir,
Cansei de pedir auxílio aos Céus,
Cansei de relevar e me desculpar,
Cansei de fingir aceitação resignada.

A verdade é que estou de saco cheio de tudo isso, e a minha vontade hoje é de mandar tudo pelos ares, e despejar a meia tonelada de pensamentos e palavras que carrego engasgadas em mim. Meus instintos hoje estão aflorados, e tudo que eu desejava era poder testar uns golpes de boxe em certas faces fingidas e falsas, ou ainda arrancar uns pedaços de carne com os dentes. Selvageria pura.

Só que aí vem o verniz social, os comportamentos aceitáveis, o consciente repressor, e todas essas vontades, todos os instintos, são novamente aprisionados no inconsciente e eu sigo, pesada, com o nó na garganta e a angústia no peito...