quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Um post clandestino

O post de hoje é clandestino: diretamente do escritório. A despeito das habilidades tecnológicas, não aprendi (ou não me dediquei a aprender) a postar via celular. Ok, também não possuo o tal IPhone, que de fato facilita a vida dos tecnolovers, rs.

Bom, eu ando meio preguiçosa para cuidar do blog. Acredito que quem lê com certa frequência, já percebeu. O que direi não justifica, mas explica: trabalho. Não estou reclamando, pelo contrário. Graças a Deus eu posso dizer que eu estou empregada, e num lugar que é realmente de trabalho, não um circo de horrores.

Curioso é que a gente precisa ter vivido o inferno para valorizar o céu, ou ao menos o caminho que a lá conduz. Para quem trabalhou no mesmo local, aquela famosa frase "aqui é o céu" nada tem de verdade: ali, certas pessoas transformam, impiedosamente, o que poderia e deveria ser um bom ambiente. Lembro da tristeza que me consumia nas noites de domingo, e todas as manhãs.

Obviamente, aquilo não era normal. Mas você só percebe quando sai. Ou pior: se dá conta, e não há meios de sair, a não ser entregar os pontos e sucumbir. Eu resisti, e isso me custou caro, emocional, física e psicologicamente. 

Passada a tormenta, o período posterior foi de calmaria, com flashes de desespero, em razão da condição de desempregada. Aliás, essa palavra por si só tem um peso absurdo. Mas aí, o jogo virou, e hoje estou aqui. Posso dizer que todas as minhas zonas de conforto estão sendo sacudidas, mas nem por isso tenho aquele medo paralisante, aquela preguiça que me mantinha estacionada.

Hoje, encaro os desafios de frente, com a prudência e a humildade que cada situação pede. São novos ares, novos aprendizados, o momento de recolher e recomeçar. Que felicidade, a essa altura da vida, recomeçar...

O vídeo abaixo ilustra bem essa história de recuar para, então, enfrentar e prosseguir.