terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Protelar

Da série "Posts Clandestinos", rsrsrs.

Tenho m-a-n-i-a de protelar. Além de ser um péssimo hábito, dificulta um bocado as coisas. Sabe aquele pagamento cujo vencimento é fixo, mensal? Pois é, confesso que, conscientemente, acabo deixando para amanhã, e depois, e depois... e vira um prejuízo. Sim, porque nunca acontece isoladamente, o que finda por me levar alguns reais cujo emprego poderia ser noutro benefício. Fazer unhas, por exemplo, rs.

Ok. Você que me lê deve julgar tal fato um absurdo. Eu sei que é, e tenho lutado para modificar esse hábito. E veja só, não ocorre prejuízo só financeiro. Vamos aos emocionais... sou daquelas que "perdoam mas não esquecem", e luto contra a eterna busca da aceitação. Há pouquíssimo tempo é que comecei a conseguir dizer o que penso, o que sinto, e nisso o blog tem influência direta. Bom, analisando minha vida pregressa, rsrs, creio que o comportamento está vinculado à criação.

Ora, ora. Se você também é o(a) primogênito(a) sabe exatamente do que falo. "Somos" a personificação das expectativas, a possibilidade de nossos pais realizarem frustrações (ser bailarina ou jogador de futebol). Todo e qualquer comportamento, atitude, tudo é cercado de análises e julgamentos. E, claro, da famosa frase: "Você é o(a) mais velho(a) e tem que dar o exemplo". $%&* @#$ + §@#$%!!!! Alguém perguntou se eu aceitava o encargo de "big sister", antes de atirá-lo sobre as minhas costas????

Despir a veste de "boa menina" é absolutamente necessário, afinal, as meninas más é que vão aonde quiserem. Sério! Boas meninas ficam relegadas aos cargos medianos, aos casamentos e papéis de mãe e esposa, ambos medíocres. Socooooooooooooorro! 

Voltando ao assunto "postergação", rs, revejo com vergonha a minha luta pessoal, diária, com a preguiça de malhar. Eu leio o que posso e mais um pouco sobre saúde, nutrição, bem estar. Mas põe aí uma caixa de chocolates, uma panela de brigadeiro, e toda a moral da história fica ali, trancada no armário. 

Contribuí e permiti para que o meu peso se alterasse a ponto de ter um guarda-roupas abarrotado de calças jeans, das quais cinco, no máximo, servem de fato. Quantas vezes chorei ao tentar entrar numa roupa? Mas não era ainda o tal "fundo do poço". Adiei, até o ponto de ter o relacionamento duplamente abalado. Foi preciso ouvir, com a mais absoluta carga de honestidade que um ser humano é capaz de imprimir ao discurso, que a forma física influencia no amor.

Alguém aí vai pular, dizer que é absurdo, que não é amor. Desculpe-me a franqueza, mas é amor sim. É preciso amar muito alguém para ter coragem de mostrar-lhe a face dura da verdade. Eu me recusava a aceitar os fatos, porque eu via, não sou cega ora bolas! Eu via o reflexo no espelho, via as roupas que não serviam. Por que raios protelei tanto? Não sei, não encontrei resposta.

Como eu disse ontem por e-mail ao meu mais novo seguidor, rsrsrs, estou em busca do tempo perdido. Resolvendo pendências, das mais banais àquelas cujo impacto direto é avassalador. Cito como exemplos a baixa no meu cadastro no ISS, que eu deveria ter feito desde 2008, e só fui de fato à Secretaria de Finanças há 2 semanas!!! Ou ainda o pagamento em dia de todas as minhas contas. E, claro, a academia.

Protelar, postergar, adiar, são verbos que preciso abolir do cotidiano. Chega de pendências e situações a "empurrar com a barriga". Afinal, a vida é agora.