terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Queria ter boas notícias...

... mas infelizmente não se pode ter tudo. Além da minha estimada chefe, morreu a irmã dela, não resistiu à cirurgia. Uma baita tragédia familiar. 

Hoje pela manhã sentou ao meu lado uma pessoa que era muito próxima da Any, a Socorro. Suas idas e vindas ao setor, para dizer "oi", ou chamar para comer galinha caipira ou carangueijo às quintas... A Socorro "é a cara" da Any. 

Pois é, mas me corta o coração vê-la assim, aos pedaços, como ela chegou a mim ontem após o almoço, quando me levantei e dei/ganhei um abraço, coisa que não vi acontecer. As pessoas choraram, lamentaram, mas ninguém tomou a iniciativa de abraçar. Nós, seres humanos, estamos padecendo do mal da ausência de contato físico.

Ela chorou profunda e dolorosamente, e ainda sim eu me senti confortada por aquele abraço. Mas hoje me doeu vê-la pior que ontem. Ela vinha da missa que pediu, em intenção da Any, numa igreja aqui ao lado do escritório. E me disse que queria saber se a irmã havia falecido também. Vasculhamos juntas a internet, sem sucesso. Até que a Vic, do setor pessoal, desce com a triste confirmação.

Consegui que a Socorro tomasse o chá de capim santo providencial, que a Creuza trazia quando essa "bomba" estourou hoje. Dei-lhe um calmante, e ela foi tentar trabalhar. Eu precisava fazer o mesmo.

Não obstante as complicações na vida profissional, meu namorado está internado desde ontem em Tianguá, sem diagnóstico específico. Teve febre (39°), calafrios, dor de cabeça, cólicas acompanhadas de disenteria. Até 14h de hoje não havia um médico que o liberasse. Um mutirão de colegas de trabalho está à caça de um.

Oh Deus, preciso urgentemente de boas notícias. A cada minuto fica mais difícil controlar tantas emoções, e manter a compostura profissional.