terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Balanço da vida em 2010

Um novo ano "ali na esquina do sonho com a razão"... é bem clichê fazer retrospectiva sobre o que foi feito, o que ficou pendente, o que vai virar plano para 2011. Igualmente redundantes aqueles desejos de paz, prosperidade, saúde e felicidade. O fato é que a época de Natal possui um aura de redenção, de amenidades, de caridade e uma quase imperiosa necessidade de amar ao próximo. Só que não é preciso aguardar dezembro para amar, para servir, para fazer valer com dignidade o espaço que se ocupa nesse mundo passageiro. Caridade não é sazonal, ou pelo menos não deveria ser.

Trafegando, ou transitando pelos corredores de consumo em Fortaleza, percebo o quão vazios estamos nos tornando. Nossas sacolas cheias, listas por concluir - sempre falta o presente para um colega de trabalho, o do amigo-secreto, o do sobrinho - e o essencial (invisível aos olhos, como diria Exupéry), perde-se. O nascimento do Redentor, Seu legado, resumem-se hoje tão somente aos presépios cada vez mais suntuosos, mais iluminados.

Pessoalmente falando, creio que as dilacerantes experiências profissionais e a morte da Any, para deixar bem demarcados início e final de 2010, modificaram sensivelmente minha relação com a vida. Mostraram que eu preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, que daqui da Terra nada se leva, e que a lei de causa e efeito funciona, de verdade.