sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O maldito caminho do meio

Há dias em que o meu "desafio pessoal" é um fardo pesadíssimo a ser carregado. Ah, tá, não sabe do que estou falando? Pois bem: paciência, ou o tal "caminho do meio".

Como geminiana típica, sou de extremos - 8 ou 80 - e isso não costuma ser muito fácil para quem convive comigo. Eu, acostumada a ser quem sou, dificilmente enxergo problemas com essas atitudes. Não que inexistam, mas três décadas de vida... rsrsrs. É normal, habitual.

Daí que eu tenho uma enorme tendência ao radicalismo nas decisões cotidianas, nada de panos quentes ou negociações. É preto ou branco, nada de cinza. Mas como tudo nessa vida tem um preço, o meu tem sido bem alto, quando chega a fatura. Por sinal, só comecei a prestar atenção nesse preço há pouquíssimo tempo.

Modificar um comportamento tão arraigado é quase tão difícil quanto permitir que se extraia um dente a sangue-frio. Vamos combinar, não dá. Só que não existe "anestesia" emocional, psicológica, prática, que auxilie nesse processo de alteração.

Há dias - mais precisamente desde a conversa com a terapeuta - habita o meu pensamento uma série de coisas a serem alteradas, flexibilizadas. Bom, aí vem o orgulho e sorri sarcasticamente, certo do fracasso absoluto da ação pensada. Não satisfeito, ele ainda apresenta as inúmeras possibilidades de dar tudo errado, e como as coisas podem ficar piores do que já estão.

É muito mais fácil ser intransigente, banir pessoas do meu convívio, ignorar-lhes a existência; dureza é minimizar os fatos, chamar para a conversa, baixar a guarda. Não vou mencionar, por absoluta falta de adjetivo para classificar, a questão de perdoar ou pedir perdão. Inimaginável.

Esse maldito caminho do meio é algo complicadíssimo de ser traçado, aberto. Ponderar é um verbo inexistente no meu dicionário. Paciência é algo que eu sempre espero que tenham comigo, rs. Quando quero alguma coisa, eu quero agora, já, imediatamente

Pois bem, não dava simplesmente para prescrever um remedinho que solucionasse tudo, sem efeitos colaterais? As questões familiares, profissionais, afetivas e financeiras... não seria perfeito?