quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Eu me rendo!

Pois é, o inesperado aconteceu. Rendo-me às técnicas dessa terapeuta. Como disse ontem ao nobilíssimo amigo Fernando, a terapia é, para a alma, o mesmo que o aerosol é para os pulmões; ou ainda, age, na alma, como o ácido acetilsalicílico no sangue. Fluidifica, afina.

De forma lúdica, ontem ela conseguiu trazer à tona diversas coisas que estavam dobradas e guardadas em gavetas emocionais. (Por sinal, que idiotice a minha ter usado rímel comum ontem, rsrsrs. Saí de lá meio panda, rsrsrs.)

Na saída, mencionei o sonho que tive com minha falecida chefe. Aqui, um parêntese: desde o acidente que a vitimou, sonhei com ela 3 vezes. Em todas, ela fazia crer que tudo não passava de um grande equívoco, como se não tivesse morrido, e quisesse deixar isso bem claro. Curioso é que sempre que sonho com alguém já falecido, eu sempre sei da condição de desencarnada da criatura, mas ela parece ignorar. Foi assim com a minha tia, com o meu avô materno (com algumas diferenças) e com ela.

A terapeuta sugeriu que eu "conversasse" com ela, pedisse licença para seguir com o meu trabalho, e explicasse que o lugar dela será para sempre mantido, posto que ela foi importante para a empresa, e que ninguém aqui, muito menos eu, tomou-lhe o lugar. E assim o fiz, enquanto seguia o caminho para casa.

Well, devo admitir que uma parte do peso que eu carregava foi destinada a quem, de fato, pertence. Aceitei a parte que me cabe, e devo prosseguir até que seja dissipado. Descobri, ainda, que uma fração desse problema não tem solução, transcende a mim, e permanecerá como está. Só preciso aprender a conviver com isso. 

Ainda que leve tempo, eu vou conseguir, visto que o passo mais significativo já foi dado: aceitar.