terça-feira, 25 de outubro de 2011

Dieta: sim, por que não?

Dentre as decisões mais importantes que tomei esse ano, na minha vida, está a de enfrentar meus fantasmas. Todos eles, independentemente do grau de "assustabilidade" (rsrs, essa palavra existe?). 

Comecei pela terapia, revolvendo questões familiares, "devolvendo" a quem de direito o fardo que não me pertence, enfim... 

Só que um ponto - crucial - continuava ali, no cantinho das coisas que sei que devo fazer, mas vou adiando. Qual é? Dieta! Ah, sim, porque um investimento vultuoso (combo massagens+pilates+muay thai) é um tiro n'agua, acaso não seja acompanhado de redução de ingesta. Especialmente no que tange a guloseimas, tranqueiras e afins.

Momento confessionário: sou o tipo de fat girl que guarda comidinhas em diversos locais. O meu guarda-roupas, por exemplo, abriga uma embalagem cheia de Polenguinhos, um saquinho de balas e pirulitos, uma embalagem de Beauty Candy (da linha de aliméticos, são balas de colágeno e vitaminas)... A gaveta no escritório contém 2 pacotes de bolacha tipo Club Social, 1 barra de cereal, 1 potinho com castanhas-do-pará, e outro com as tais balinhas de colágeno. Em suma: se por qualquer motivo eu ficar presa no escritório, ou no meu quarto, de fome eu não morro.

Ok, nem sempre eu me valho das opções à disposição, e invariavelmente trago uma lancheirinha para o escritório, com frutas, iogurte, chá numa garrafinha térmica, etc. Sim, mas como eu ia dizendo, é necessário enfrentar a questão da relação com a comida. Sim, caro leitor, eu também fui criada naquele esquema "limpe o seu prato", "há muita gente no mundo passando fome, então, coma tudo!", whatever.

Sem falar no esquema de ter que tomar Sustagem imediatamente após o almoço, lá pelos 13 anos... (vou evitar maiores comentários, para não traumatizar [ainda] mais a nossa leitora/genitora, rs). Pois bem, estrago feito, 17 anos depois, eu ainda corro, literalmente, atrás desse prejuízo. 

Comecei a ler um livro que recebi, em pdf, nem me lembro quando! Chama-se "Pense Magro", de Judith S. Beck. Tem um "codinome" curioso: "a dieta definitiva de Beck". Os princípios insculpidos no livro são da terapia cognitiva, propondo a correção de pensamentos distorcidos. 

Hoje, como tarefa proposta, devo enumerar uma série de vantagens que eu enxergo no fato de emagrecer. A denominação empregada é "Cartão de Enfrentamento das Vantagens". 

Tudo bem, eu vou fazer isso quando chegar em casa, após: 1) ir ao pilates, para reposição de uma aula; 2) apanhar a irmã na faculdade; 3) passar na Tok&Stok para fazer um favor à amiga Milena; 4) deixar um envelope na portaria do prédio do chefinho (a.ka.: Dr. Ferreira). Bom, n'algum momento após realizar tudo isso, quem sabe, eu consiga jantar uma sopinha e tomar um merecidíssimo e necessário banho.