quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Não me pergunte nada

Não... evitarei comentários sobre minhas impressões acerca da terapia. Cética, preciso racionalizar o custo com os possíveis benefícios. R$ 300,00 mensais, por 2h de atendimento. E não, não estou desvalorizando os 25 anos de experiência, tampouco a profissão em si. Mas nem sou rica, tampouco desocupada.

No mais, o que eu realmente vim falar foi sobre a peregrinação em busca de atendimento otorrinolaringológico. A primeira tentativa - Clínica San Die - foi frustrada, em virtude de um único profissional, e 13 pacientes no aguardo. A segunda - Otoclínica - situação semelhante, com acréscimo de 3 pacientes. A terceira - Othorrinus - fechada!

Com as sinapses prejudicadas pelo excesso de muco nas vias aéreas, e impacientemente surda pela mesma razão, tentava rever mentalmente as possibilidades, até que um click: IOF. Chegando lá depois de desviar por trocentas ruas*, milagre: um único paciente aguardando. Cerca de 10min e lá estava eu, diante a médica. 

Perguntas investigativas, explorações faringo-naso-otológicas, e ela me olha e diz: - "Conheço você de algum lugar". Bem, sou boa fisionomista, e posso garantir que jamais a vi antes... e ela insistiu: - "Qual o seu endereço?". Informei. Aí veio uma saraivada de nomes que eu, supostamente, deveria conhecer. Não satisfeita, ela foi conjecturando fatos, locais, pessoas, e aí eu matei a charada.

Ela é irmã e prima de dois caras com quem estudei no segundo grau; conhece e tem relação de amizade com um parente consanguineo, de quem ela, por sinal, perguntou coisas que eu não sabia responder, ou simplesmente não tinha a menor vontade, dadas as circunstâncias e ao meu desprezo pelo ser humano em comento.

Pois é, Dra., foi um prazer imenso conhecê-la... principalmente porque agora, medicada, pude dormir essa noite e o meu rosto tem cada vez menos aspecto de rena do papai-noel.