terça-feira, 12 de abril de 2011

O tempo vai passando

Ontem, como falei, saí de Fortaleza às 00h45 e cheguei a Juazeiro do Norte por volta de 1h30. Cochilei no avisão, rsrs, o que comprometeu a qualidade do meu repouso, das 2h às 5h30. Sim, protelei o quanto pude, e acabei de pé às 6h. Não posso dizer que foi a pior noite de sono que já tive, mas certamente não foi das melhores.

Café da manhã sortido, mas o engraçado disso tudo que estou vivenciando é que aquela ansiedade por comer de tudo um pouco passou; limito-me à satisfação da necessidade de sobrevivência. Às 7h30, estava no carro a caminho de Araripina. Devo dizer que aproveitei e dormi o percurso inteiro, que levou cerca de 2h. Nada como uma almofada de pescoço e tapa-ouvidos, aliados a uma providencial echarpe, com a qual cobri parte do rosto.

Houve um pit-stop para que os colaboradores da empresa a qual vim representar pudessem ter seu desjejum. Aproveitei e fiz um lanche: café com leite, metade de uma tapioca com meio ovo frito. O céu, em termos de gosto, para mim. Amo tapioca, ovo e café com leite. Aliás, preciso de muito pouco para ser feliz em termos gastronômicos.

A audiência levou 1h45min... aos vistos, creio que a juíza se convenceu de que a reclamação trabalhista tratava de algumas inverdades... veremos a sentença posteriormente. Bem, mas quinta-feira, estaremos lá novamente, para mais 3 audiências. 

A ociosidade me preocupava ainda em Fortaleza, razão pela qual trouxe trabalho para fazer aqui. Afinal, a tarde de hoje, o dia inteiro de amanhã, e a tarde/noite de quinta precisam de preenchimento. Um querido conselheiro me disse para ser egoísta, cuidar de mim, e é o que estou fazendo. Cuidando da profissional, esmaecendo um pouco a "pessoa física", digamos assim. 

O tempo há de se encarregar das cicatrizações.  Por hora, o que posso fazer, como diria Renato Russo, é cuidar de mim. Deixar o vento levar tudo embora. (música: Vento no Litoral)