segunda-feira, 18 de abril de 2011

O porto-seguro

O post de hoje é para uma pessoa que está sempre um passo atrás de mim, e invariavelmente me ajuda a levantar, após um tombo como esse que levei há pouco.

Imagem daqui

Eu nunca fui, tampouco serei uma filha perfeita. Sou impaciente, costumeiramente mal humorada, irritada, intransigente, invariavelmente chata e respondona. Ao contrário de você.

Apesar de nunca dizer o quanto você é importante na minha vida, quero que saiba, desde já, o quanto o é.

Quando eu era criança, os meus "dodóis" eram nos joelhos, mãos e cotovelos; para eles, água e sabão, além de um bom Merthiolate (daqueles com álcool, que você assoprava para não arder!). Após a adolescência, as feridas, emocionais, para as quais sempre há um consolo, alguns sermões, chá de camomila e atenção.

Ontem, em meio aquele terror que vivi, recebi alimento moral, espiritual e mingau de aveia. Obrigada mãe, por tudo, e perdão por tanto sofrimento experimentado por minha causa. Você é tudo de bom, meeeeeeeeeeeesmo quando me dá uma lista de compras de supermercado e mais cento-e-cinquenta-e-oito coisas para resolver no centro da cidade, rsrsrsrsrs.