terça-feira, 12 de abril de 2011

Breve passeio, curiosidades

É cediço que nenhum ser humano consegue permanecer muito tempo "encarcerado". 

Desde 14h estou "enfurnada" num quarto de hotel, que por sorte do destino, tem internet wi-fi. Um espacinho restrito, sem tv a cabo, um frigobar vazio, ar condicionado e uma tv meia-boca, com canais abertos e um sinal bem precário. Ok, mas tenho acesso à internet. 

Trabalhei, postei por aqui, conversei com uma amiga querida, enfim, um pouco de normalidade em meio à tempestade que se esvai a cada hora que passa, à medida que as folhinhas do calendário caem.

O fato é que após as 18h30, fui tomada por um ímpeto de liberdade. A despeito das inúmeras restrições que faço, acerca do figurino e apresentação pessoal, saí de cabelos presos por uma piranha (meio embolado, confesso), um "vestido-herança" da minha madrinha adorada, sobre este um casaqueto branco, e rasteirinhas de ráfia, da coleção Rio de Janeiro, da Riachuelo (pausa para esclarecimento: comprei quando a "febre" da coleção do dono da Osklen para a fast-fashion, passou. Creio que paguei R$ 19,90 nela.). Acrescente-se um par de óculos de grau...

Meu intuito era localizar um restaurante para jantar essa noite, visto que o fornecimento da refeição hotel está temporariamente interrompido. Curiosamente, deparei-me com o típico cenário interiorano: pessoas em cadeiras nas calçadas. Segui andando e descobri que não há qualquer comércio do gênero nas redondezas. Continuei andando, e quando percebi, estava entrando na igreja. Sentei-me e comecei um monólogo... 

Algumas lágrimas quiseram se precipitar dos meus olhos; contive-as. Mentalizei inúmeras coisas, inúmeros pedidos, inclusive de desculpas. Não sei precisar quanto tempo fiquei lá, mas saí aliviada. No caminho de volta ao hotel, outro sms, questionando se eu havia recebido o sms anterior. Sem pestanejar, apaguei, sem responder. É melhor assim.

Retornei ao hotel, sem um local para comer esta noite, rsrsrs. Mas estou "alimentada", espiritualmente.