segunda-feira, 11 de abril de 2011

O dia depois de ontem

Hoje, eu sou só um ser à base de chá de camomila, Valeriane e Alprazolam, cheia de prazos para cumprir, sem raciocínio lógico.

Sou só esperança de que o dia acabe logo, que eu possa viajar para as audiências de terça e quinta em Pernambuco, rezando para que não haja tempo ocioso. Vou tratar de levar o computador, e uma pilha de processos para recursos e contrarrazões.

O joelho dói como antes, o corpo inteiro parece uma ferida exposta, na qual se joga sal e limão.

Mas há a esperança [ou pelo menos eu finjo que há, nesse momento] de que eu vou ver a luz outra vez, e que isso tudo vai passar, vai parar de doer e cicatrizar.