terça-feira, 14 de setembro de 2010

De Bridget Jones a Carrie Bradshaw

Vou passar rapidamente pelos acontecimentos, somente porque já havia me comprometido... OK, será o exorcismo da semana passada. Aos fatos:

Após a discussão sobre a posição do digníssimo acerca de compromisso matrimonial, e de toda a depressão instalada no meu ser, na sexta-feira (10/09) fomos rumo a Tianguá, para um compromisso "social" com o cidadão hierarquicamente superior ao digníssimo. Encarar algumas horinhas de viagem e uma total ausência de diálogo, em razão do meu estado psicológico, foi qualquer coisa assim que quase me fez abrir a porta do carro e saltar, rsrs.

Chegando ao local reservado para nós, deparei-me com um antro! Sim, porque aquele lugar imundo jamais poderia ser qualificado como pousada. Alheio às minhas reclamações sobre o estado geral do dormitório, o cidadão acomodou a bagagem e rumou até a padaria, já que estávamos a horas sem comer. A imbecil aqui, claaaaaaaaro, perdeu o senso e ingeriu uma xícara de chocolate quente (leia-se: gordura pura, maisena e chocolate vagabundo até entupir cada celulite do corpo), sem falar nos carboidratos.

Ultrapassada a orgia gastronômica, fomos andar pelos arredores, e consegui convencê-lo a ir até o hotel próximo de onde estávamos, para comparar com o "muquifo" no qual nossa bagagem repousava. Ele finalmente entendeu o que eu havia dito sobre a precariedade da limpeza e resolveu buscar nossas coisas. Obviamente, fiz questão de enfatizar que ele devia ter me ouvido antes de tirar minha necessaire do carro (não podia perder a oportunidade dessa "vingancinha"). 

Devidamente bem instalados, banho e a sensação de estar viva novamente, era hora de respirar fundo e fazer o papel de namorada-do-subordinado-adorando-conhecer-o-chefe. (Argh!) Força na peruca, fomos até Viçosa. Um frio lascado, por causa do vento, e eu tentando ser atenciosa com a namorada do cara. OK, ela é gente fina, reconheço. Acabei criando afeição real por ela. 

Obviamente, questionei mentalmente umas duas milhões de vezes o que ela viu num cara tão sem cultura, tão "bonzão"? Lembrou-me um caso semelhante vivido por uma mulher bacana que conheço... (pula essa parte, porque graças a Deus ela está noutra, que eu saiba bem feliz). Whatever... Digníssimo comeu fondue pela primeira vez na vida, rs, e o ambiente proporcionou momentos de romantismo.

No dia seguinte, acordamos e fomos andar pela cidade. Tirando a parte em que fiquei plantada na frente da obra da futura loja, adorei o tempo em que permaneci na loja da Hering. Comprei uma blusa de manga longa, um cinza meio bege desmaiado (huahuahuahuaha, ô definição de cor essa minha hein?), um casaco cinza de nylon e uma bata coral. 

Consegui convencer o cidadão a adquirir umas bermudas, um cinto e uma camisa pólo. Daí acabou a privacidade, e lá fomos nós para Ubajara. A cidade parece coisa da Mattel, toda enfeitadinha, casinhas lindas. Almoçamos num restaurante dez! Voltamos, despedidas aliviadas, hora de voltar a Fortaleza.

Tudo ia bem, até que o digníssimo errou o caminho e, na retomada do perímetro correto, a tal conversa sobre casamento veio novamente à tona. Poupando detalhes, digo aqui que essa foi a conversa que calou fundo a loira aqui. 

Decidi que está passando da hora de deixar de ser Bridget Jones, e encarar que nasci para ser Carrie Bradshaw. O livro que a Lara falou está ajudando nesse processo, e algumas mudanças já foram implementadas (por mim, em mim mesma, huahuahuahua). Chega de viver em compasso de espera. Aliás, li hoje o horóscopo da Estilo desse mês, e fez sentido: "Questões desgastantes do passado veem à tona, pedindo uma revisão urgente."

E como diria Ana Carolina: "e vamo que vamo, vamo que vamo que dá!".

P.S: a bota ficou um luxo supremo! Tomara que apareça logo uma oportunidade para inaugurar. Quem sabe visitar Nat em BH? hummmmmmmm!!!