terça-feira, 24 de agosto de 2010

Pobreza de espírito

Ontem, minha querida amiga Milena entregou os pontos: pediu demissão. Ligou às 15h, com um choro tal represa, prestes a irromper. Ao me pedir para redigir a carta de demissão, chorou, soluçando. Eu, que já estava em processo de arrumar para sair, apressei as coisas e resolvi passar lá para abraçá-la, e ajudar com o necessário. 

O bom é entrar e não sentir mais nada - nem raiva, nem saudade, tudo em branco - abraçar os poucos que lá restam, e prestam, assinar alguma papelada (aka, a organização é zero! a gente sai e fica recebendo ligações porque faltou assinar isso, aquilo, precisa entregar isso, aquilo. o ó), dizer o que fazer e falar, mais beijos e abraços, e só. Bye-bye, lugar trevoso!

Um comentário da minha querida, sem maldade alguma, deu conta de que aquela pobre coitada disse, em meias palavras e alguns gestos, que eu era doida. rsrsrsrsrs. Bom, minha definição para o termo é bem diferente da empregada por ela para os fatos. 

Vamos lá, para os "se"s:
1. SE defender seu ponto de vista, às vezes de forma [necessariamente] incisiva;
2. SE dizer o que pensa sobre certas decisões e atitudes;
3. SE deixar claro que o relacionamento é estritamente profissional, e não ficar de babação e conversinha;
4. SE resolver sair, e dizer que "não tem mais nada a falar, tampouco quer ouvir";
5. SE defender os [justos] interesses dos colegas...

SE tudo isso pode ser chamado de doidice, loucura, então eu aceito a pecha de doida. Caso contrário, o que pensam de mim nunca foi, nem nunca será, problema meu.
Finalizando o assunto, só tenho a dizer que inveja, além de ser um pecado capital (segunda a Igreja Católica Apostólica Romana), ou um atraso de vida (segundo o Espiritismo), é feio pra dedéu.
E com licença, mas não troco as amizades que conquistei [e mantenho] nem por um chá-da-tarde com uma pessoa tão pequena, mesquinha, pobre de espírito e que tem uma inveja cortante de tudo que envolva amizade. Xô uruca!