quinta-feira, 29 de março de 2012

Os brotos da terapia

Minha terapeuta é uma figura. Sério, eu adoro a antecessora - a despeito de haver me abandonado pelo meio do caminho - mas a atual, não sei explicar por que, a comunicação flui positivamente, e já percebo mudanças em mim. Aliás, já percebem

Perdoem-me os profissionais da área, mas não compreendo alguém que se disponha a auxiliar, mantendo-se calado e olhando para você, enquanto você fala. Comigo não funcionou, e olhem que eu tentei, de verdade.

As intervenções não são no sentido de dizer "faça assim, faça assado", mas sim de convidar a perceber outros aspectos das situações. A sensação que me invade é de que estou sendo estimulada a ampliar os horizontes, abandonar o ego e compreender a dimensão real das coisas, e não mais a da minha mágoa, tristeza ou raiva. Quando se foi ferido de morte, a tendência é permitir que a dor fale em seu lugar. 

Ao acessar essa dor, permitir o luto normal e absolutamente necessário, passei a falar por mim. Foi aí que os "movimentos" (como ela chama os eventos da vida) começaram a fluir... 

Através de uma observação que ela fez, percebi que desperdicei um tempo precioso alimentando meu ego, com medo do fracasso, quando na verdade deveria ter deixado o "movimento" seguir, sofrendo menos. Se não pode ser evitado, ao menos, que seja minorado. Ao represar tudo dentro de mim, o limite se rompeu e o estrago foi imenso. Bom, não posso voltar atrás e mudar a história, mas posso parar agora e recomeçar.

ficou a lição...