domingo, 31 de outubro de 2010

A espera angustiante

Perdi a noção das horas, perdi o sono, estou perdendo tudo aos poucos. Essa noite, mesmo tendo dormido aos prantos, sem noção da hora, acordei às 4h40 e a única coisa que fiz, além de perambular pela casa com receio de acordar minha mãe e irmã, foi chorar.

Tenho um travesseiro que logo mais estará imprestável, pois tornou-se meu "silenciador", "abafador". 

Honestamente, estou perdida. Tento manter o controle e deixar longe de mim todo e qualquer telefone; meus instintos estão falando mais alto que minha razão, o medo é de ligar para ele e dizer besteira. 

Mas a angústia de perceber que, ao que me consta, para ele está sendo fácil. Ele não liga, não manda mensagem. Simplesmente sumiu. Deixando de lado o meu orgulho, minha vaidade, fico pensando no que ele faz na minha ausência. Sei que isso deveria ser a última coisa com a qual deveria estar "preocupada".

Na verdade, eu queria ter ideia de como o processo está sendo para ele. Mas pelo jeito existem forças ocultas que impedem uma atitude de ambas as partes. Juro por Deus, o que eu mais queria nessa vida era que o telefone tocasse, e ele dissesse pra gente esquecer tudo isso. Melhor ainda: a campainha, e um homem sedento de reaver meu amor, minha presença física.

Ao que parece, nada disso vai acontecer. Haja lágrima.