domingo, 24 de outubro de 2010

Minha cama, meu refúgio

Há dias em que a cama parece o único refúgio seguro existente nesse mundo louco. Os travesseiros e lençóis, fiéis escudeiros. O corpo reclama das horas a fio, em posições quase imutáveis. Mas a insistência em jazer ali, adormecer e despertar, é imensamente maior que a vontade de encarar a realidade cotidiana.

Quando não há mais o que fazer, a não ser levantar e seguir em frente, os versos "é melhor não resistir e se entregar" veem à cabeça. 

O corpo sai de casa, desejoso de novas e boas experiências. Invariavelmente, ocorre o contrário. É possível que seja culpa da expectativa, que alimenta esperanças nem sempre realizáveis. Mas a verdade contida nessa história é que há dias nos quais a gente pensa em desistir de tudo.

Imagem daqui
É preciso lutar contra a desesperança, a inércia, enfim, ter fé. Questão de sobrevivência. 

Mas hoje, excepcionalmente, a cama parece ser o melhor lugar para viver, e o sonho, um lugar seguro e feliz, onde tudo é possível.