domingo, 5 de fevereiro de 2012

Os ecos da terapia

Incrível como as poucas sessões de terapia ainda têm soluções que ecoam. Lembro perfeitamente algumas das frases que ela me disse, quase que como uma profecia, posto que são reais hoje. 

Creio que na segunda sessão, se a memória não me trai, cheguei com a sensação de que iria explodir. Quando comecei a falar sobre isso, e aleguei não saber as razões de me sentir daquele jeito, tampouco conseguir dormir (o que fazia de mim um zumbi), ela foi categórica: você anda carregando peso demais, devolva o que não é seu.

De forma lúdica, fui devolvendo o que a quem de direito. Ao passo que as lágrimas brotavam ao montes, o coração foi ficando aliviado, a cabeça pesando menos... por fim saí com o rímel borrado, mas leve de corpo e alma. Sem falar no aprendizado sensacional: não aceitar o que me faz mal. Até hoje aplico a técnica, devolvendo o que eventualmente peguei, desavisada ou não, e que não preciso carregar comigo.

Noutra oportunidade, ela me perguntou se eu havia definido um prazo. Confesso que isso me passou pela cabeça, uma ou duas vezes, mas refletindo ali, naquele instante, eu disse: março de 2012. Não cumpri o que me foi sugerido, sobre avisar acerca desse "prazo" para a outra pessoa. 

O fato é que tudo se deu "antecipadamente". Ainda sim, tenho a sensação de que foi a coisa mais acertada nessa minha vida.

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