quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sonhando... querendo...

Da série "Sonhar não é proibido, tampouco paga imposto":

Malas prontas, carro revisado e abastecido, vestimenta corfortável para aguentar as quase duas horas de viagem ao destino... lanchinhos na bolsa, água, porque ninguém é de ferro. A trilha sonora distrai...

Na chegada, o sentimento que invade é o de liberdade e paz. Celulares? Todos dentro do carro, desligados; nem computador, nada. A última coisa que se quer nesse lugar lindo é tecnologia (exceto pelo chuveiro elétrico, indispensável, que talvez nem se enquadre no quesito "tecnologia"). Até a tv é dispensável.

O ambiente propicia um sono reparador, extremamente necessário nessa fase tão atribulada. Acordar sem despertador é um sonho possível, que se realiza na manhã seguinte, de forma natural, como devia ser cotidianamente. A preguiça do corpo em repouso aos poucos se dissipa, e o banho é a chave para um dia perfeito. O traje - biquini, chinelos, saída, chapéu e óculos escuros - é a conexão única com o que ficou na cidade: moda praia, pululando nas revistas e blogs nessa época do ano. "It girl" à beira-mar.

A mesa, repleta de frutas, sucos, pães e tentações, é um convite ao esquecimento da dieta, ao abandono da preocupação com a circunferência abdominal. Alimento para o corpo, deleite para a alma. 

Compromisso? Só com o sol, que convida ao passeio na faixa de areia. O som das ondas é a trilha sonora dessa manhã... ah, como é bom poder almoçar em trajes diminutos, e saber que a "sesta" não é sonho impossível! Agenda? Só se for uma reunião nas dunas, para aplaudir o sol que vai descansar.

Um sorvete nas ruas do lugarejo, um cafuné gostoso, uma rede para dois. Jantar? Quem sabe um cantinho isolado, com uma comida que se come com as mãos, sob a luz do luar. Se a lua estiver cheia, quem precisa de lâmpadas?

Ao cair da noite, Morfeu abre seus braços e chama, carinhosamente. Impossível recusar-se a entregar corpo e alma ao sono reparador. E o melhor, sem ter hora para acordar no dia seguinte.