sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Paralisada, jamais!

Enquanto eu sigo a vida, trabalhando e tentando não deixar à mostra a minha imensa ferida no peito e na alma, ele se apega a detalhes, como o fato de haver sido removido das redes sociais. I'm sorry, but life is like this.

O que eu jamais vou compreender, nem em mil sessões de psicoterapia, psiquiatria, terapia holística, macumba, e mais o raio que o parta, é o medo. Dizem que é esse sentimento que mantém o ser humano vivo. Sim, mas nem todo mundo parece usar a ferramenta como se deve.

Estou convicta de que o medo é fruto da criação que tivemos, um reflexo do medo que acomete aqueles que nos educaram. Pode, igualmente, ser fruto de uma má experiência, claro. Mas há de ser enfrentado, cedo ou tarde.

Alguns eu comecei a encarar de frente... não sou hipócrita: há muita, muita dor em fazer isso. Porém, é extremamente necessário.

Agora, vou em busca de reparação: aparar arestas, minhas. Enquanto ainda estou em carne-viva, talvez consiga me despir do orgulho e solucionar as coisas. Não prometo conseguir, mas o compromisso é tentar.

Prefiro a dor lancinante ao medo que paralisa. Lutei quando havia forças, recuei, aceitando que não posso resolver tudo. E a vida segue seu curso, como havia de ser.