quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Com licença

Fernando, meu amigo querido, escreveu e disse que estamos criando uma sociedade de psicólogos. É verdade. Cada um de nós tem sempre uma opinião sobre a vida dos outros, o que é melhor ou pior, o que se deve fazer.

Só que quem costuma saber de si, das próprias necessidades, é a criatura. 

Todo esse inferno que estou vivendo é fruto das minhas escolhas, eu sou a culpada, então nada mais justo do que eu descobrir o caminho de volta. Quem sabe, o desvio no meio da trilha.

Quero ter a minha liberdade de volta, sem ser julgada pelos olhares. Quero poder chorar até cansar e dormir, exausta. Quero compreender essa dor, essa decepção, e não quero ouvir uma só palavra de desagravo ao que fiz; tampouco me fará mais ou menos feliz ficar culpando o de cujus

Somos ambos culpados, e cada um há de cumprir sua pena, da forma que entender conveniente. 

Eu preciso e quero meus amigos e amigas, minha família. Mas não quero a imposição de nada, nem de ninguém. Basta estar por perto quando eu precisar. Será suficiente. 

Não peço piedade, não preciso de julgamento, e já chega de insinuações e afirmações sobre se devo ou não ir ao psicólogo, psiquiatra, terapeuta holístico, borracheiro da esquina... não estou a fim de viver robotizada, dependente de medicamentos. Só me reservo o direito de poder chorar, de sofrer, para então aceitar tudo o que passou. Ah! e de escrever nesse espaço.

É pedir muito???