quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Dissolvendo esperanças

Hoje aconteceu tanta coisa... por sorte, cumpri a missão que me foi confiada. Enquanto estou ocupada, a dor fica quietinha, mas quando estou sozinha com meus pensamentos, aí a coisa fica feia.

Retornei ao hotel às 16h, cansada, o clima aqui está quente e bem abafado.

O quarto é um convite às lembranças, e isso é terrível. Procuro não me ater a nenhuma delas, pois estaria alimentando uma ilusão; entretanto, são 3 anos e quatro meses, um casamento não formalizado. Há uma casa, móveis, utensílios, e muita, muita esperança. 

Corrigindo: havia. Ao menos para mim, não há mais.

Recorro aos amigos, numa tentativa de aceitar esse processo de "desintoxicação"; por Deus que as pessoas são gentis, e não falam mal dele. Por sinal, é péssimo consolar quem sofre, atacando o outro. Não resolve, só piora tudo. 

Por que eu não enxergo esse horizonte do qual as pessoas tanto falam? Será mesmo que eu vou viver histórias como a da Lara, ou a da Fernanda? Que todo esse sofrimento é uma lição, já que eu me recusei, por duas vezes, a aceitar a verdade dos fatos???

Em meio a todas as minhas incertezas, restam as lágrimas e algum consolo. Espero que no retorno ao escritório amanhã, haja bastante coisa por fazer. Quanto mais me mantiver ocupada, menos serei vítima do que sinto.

Agora eu realmente vivo um dia de cada vez...