sábado, 15 de maio de 2010

Amizade e decepção

Hoje é o "dia mais feliz" para uma pessoa que conheci em 2009, e de quem me aproximei imediatamente e inseri no meu rol de amigos. Ok, fui alertada para não me precipitar, mas geralmente não dou ouvidos a isso e quase sempre me ferro, e acabo seguindo meu coração. Desprezei inclusive a hierarquia existente àquela época, e os comentários de que eu devia manter "distanciamento" dos meus liderados.

Falei o que pensava, o que sentia, dividi angústias pessoais e profissionais. Às vezes, emprestei meus ouvidos com todo carinho e atenção, dei conselhos, ajudei numa ou noutra coisinha. "Peguei corda", e acabei fazendo matrícula na academia por 1 ano, rsrs, e fiz hidro no horário de almoço. Posso dizer que essa "amizade" me fez bem. Por um certo tempo.

A verdade é que amizade se põe à prova nas dificuldades, e essa, infelizmente, parece ter sucumbido. Eu digo parece porque foi uma plantinha que deixou de receber cuidados. As coisas começaram a degringolar, e hoje estou aqui, triste e um pouco chateada, sem saber se devo ou não comparecer a esse momento único da vida dessa pessoa. Esse momento que eu, de uma mínima porçãozinha, participei com uma ideia, uma sugestão.

Já me disseram para colocar as coisas em pratos limpos, mas não creio que seja uma possibilidade. Afinal, amizade é bem diferente de coleguismo, justamente porque amigos não precisam de explicações ou justificativas. Apesar dos pesares, apesar de tudo, a amizade pode tremer, mas jamais sucumbirá. Qualquer outro tipo de envolvimento que sucumbe, nunca foi amizade.

Bom, se um dia ela puder ler isso, que saiba do meu imenso afeto, e que as minhas preces serão sempre pela "felicidade geral da nação". Pode ser que um dia a gente se entenda...