terça-feira, 25 de maio de 2010

Para Natália Bento Chagas

Eu jamais poderia dizer ao vivo o que pretendo escrever aqui, porque certamente não chegaria nem até a metade do discurso sem debulhar lágrimas e lágrimas e tornar triste um momento tão especial. O fato é que me sinto meio mãe dessa mulher fantástica que hoje nos deixa, fechando um ciclo de 6 anos de convivência.

Quando colei grau, em dezembro de 2004, a vaga de estágio que eu ocupava ficou vaga. Passadas as festividades natalinas, de graduação, etc. etc., a Natália chegou. Recém saída de um cargo "pedra noventa" (só enfrenta quem aguenta, rs) numa empresa de telemarketing, ela aterrisou naquela cabine e provocou uma revolução. Ok, o Fernando diria: mas ela nem sabia ligar um computador, dava era raiva, rs.

Mas como a água, que contorna os obstáculos e segue seu curso, essa guerreira aprendeu não só a manusear um computador... ensinou, e muito. Cativou cada um que teve a distinta oportunidade de conviver com ela. Treinou estagiários, ajudou com tarefas que fugiam totalmente da sua área, enfim, foi pau para toda obra. Tava difícil? A Nat "desenrola".

Nesse interim, saímos juntas, rimos juntas, sofremos juntas. Se nós éramos as pontes, muita água rolou por debaixo. Nossa proximidade sempre foi mal vista, o que é normal em se tratando de "superior e subordinado". Parece que o mundo pensa que não pode haver amizade entre pessoas (eu disse PESSOAS) de "hierarquias" diferentes. Hoje, consigo compreender que se tratava tão somente de inveja.

Neste 25 de maio de 2010, ela vai nos deixar. E como "mãe", percebo que ela "cresceu" e vai "ganhar o mundo". Eu não estou preparada para isso, rs! Mas ela está. 


Amiga, siga seu destino, abra suas asas e voe bem alto. 


Quando estiver lá em cima, lembre que estarei aqui, sempre que for preciso. Obrigada por ter me ensinado tanto!