terça-feira, 18 de maio de 2010

Amor ou interesse?


Será que os relacionamentos sempre foram balizados pelo capitalismo? Pelo que estudamos em História, parece que sim. Basta lembrar que na época dos reis, o casamento era um negócio que visava o aumento do patrimônio, e quase sempre acontecia dentro da própria família. O tempo passou, mas parece que não mudou muita coisa.

Está bem, mudou. Hoje a gente pelo menos pode escolher com quem vai casar. E SE vai casar, rs. Mas vamos lá... mundo das celebridades. Quem nunca ouviu falar nos acordos pré-nupciais? Lá se vão cláusulas que preveem multas e indenizações por traição, descumprimento de "obrigações matrimoniais", e por aí vai.

Triste pensar em juntar as escovas, pensando na ocasião em que se vai separá-las. Cadê o sentimento? Não, não, não funciona assim. O que é meu é meu, o que é seu é seu, o que for nosso vai depender de quanto VOCÊ contribuiu para construir. Mas enquanto estivermos juntos, se eu conseguir, ainda posso desviar um tantinho do que é seu. No final das contas, deixa que o juiz resolve quem fica com o que.

Onde perdemos o sentimento, aquela coisa de "na alegria e na tristeza, na saúde e na doença"? Ficou só o "na riqueza", porque até o "na pobreza" foi abolido. Pobre? Peraí, eu fico com a panela, você com a colher de pau.

Mercantilizamos o afeto, o impulso inicial que moveria duas pessoas a se unir e formar um novo núcleo familiar. Acho até que vão abolir do discurso a parte que menciona "até que a morte os separe". Porque o que vai separar mesmo são as discussões sobre o "seu dinheiro" e o "meu dinheiro".





Acho que sou realmente idiota... porque eu acredito no amor. De verdade, sem interesse.