segunda-feira, 17 de maio de 2010

Domingo nunca é um bom dia



Domingo tem poucas vantagens, e uma delas é o descompromisso.  





 Levantar quando o corpo reclama do cansaço e do calor, preparar e tomar café com meu amado, ver Esporte Espetacular de pijamas e com preguiça... Daí vem a hora de tomar banho e sair para almoçar. Começou a contagem regressiva.


Domingo é dia de almoço com a família do amado: um caos maravilhosamente ordenado. Muita gente, muita falação, muita indecisão, uma alegria só... seja nos restaurantes de sempre, ou na casa do cunhado primogênito. 

Para quem está de fora, como eu, essa desordem é bacana. Porque família é isso mesmo, "é um conjunto de pessoas que se defende em bloco e se ataca em particular." {Marie Joséphine de Suin, mais conhecida como condessa Diane de Beausacq (1829-1899), escritora francesa.}

Mas como eu ia dizendo, é uma contagem regressiva. Quando você menos espera, já é hora de ir para casa arrumar a mala de namorido, preparar alguma coisa para comer, ou sair para comer fora... e chega o fatídico momento de se dirigir à rodoviária para deixaro ser amado, que está "escalado" para trabalhar noutra cidade pelos próximos 5 meses. 

Se antes, a voz do Léo Batista no Fantástico me causava arrepios por decretar o fim do domingo, hoje a volta para casa da rodoviária é a minha sentença de morte semanal. As lágrimas me acompanham, enquanto peço que Deus e toda a equipe Dele proteja o meu amor. 

Acabou-se o domingo, e mais uma semana começa. E eu estou sozinha nesse quarto...