sexta-feira, 14 de maio de 2010

Tempo e ação

A gente vive nessa correria da vida cotidiana. É um tal de horário pra isso, conseguir tempo pr`aquilo, não dá tempo... É "o tempo todo" assim (desculpem-me o trocadilho infame).

Com isso, os detalhes do dia vão passando despercebidos... Até que a gente se depara com uma situação que nos força a reflexão, como foi o meu caso... ontem na novela das 18h (Escrito nas Estrelas), o pai do protagonista lembrava um dos momentos em que, atribulado e bastante impaciente, não deu importância ao que dizia o filho, sobre um livro de poesias que falava justamente dessa nossa mania de viver como se fôssemos eternos. Na cena, ficava claro o arrependimento, pois o filho estava morto e aquelas culpas acompanhariam o pai para sempre.

E eu me perguntei: quantas vezes eu não prestei atenção em alguém, em algo? Quantas vezes eu perdi a paciência e gritei, saí, bati a porta do quarto, do carro, com raiva? Outras tantas vezes, não me arrependi disso, e por orgulho idiota simplesmente fingi que não havia acontecido???

Poxa vida, eu perdi inúmeras oportunidades de pedir perdão, ou melhor, de ter evitado a necessidade de me desculpar. Bastava não agir dessa ou daquela forma, calar para evitar uma discussão, uma desavença. Mas não, rs. Quem me conhece sabe, e eu até costumo dizer isso: dou um vestido para não entrar numa briga, e um closet para não sair dela. Parece engraçado, mas não é.

A gente (eu) devia evitar a ação... porque diz um ditado que "há 3 coisas na vida que não voltam", e uma delas é a palavra proferida. Seria tão mais simples não ferir, não magoar... mas esse meu gênio difícil é um dos maiores inimigos com quem convivo.

Isso sem falar nas pessoas com quem vamos perdendo o contato ao longo do tempo... é sempre aquela história: depois eu ligo, se ela quisesse falar comigo já teria ligado...





A gente vive de desculpas, e perdendo tempo... é ou não é?