quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mudanças...

Há fases na vida em que a gente começa a remoer o que foi, o que é, e até esquece um pouco da preocupação com o que virá, e será. Para quem é místico, isso geralmente ocorre no período que antecede a data de aniversário, e é conhecido como "inferno astral".

Domingo eu me peguei angustiada, cheia de pesos por dentro, um choro contido (prestes a irromper), sem motivo aparente. E namorido cheio de filosofias e ensinamentos sobre como devemos encarar nossa distância física, blah, blah, blah. Ok, tinha um pouquinho de saudade antecipada, já que a conversa era no caminho da rodoviária. Mas não se tratava disso, era algo mais.

Essa sensação não me abandonou na segunda-feira, e quis persistir até terça. Quase conseguiu, ou conseguiu parcialmente. Só que, por incrível que parece, Deus envia recadinhos de onde menos se espera, basta saber ouvir. E lá estava eu, na sala da especialização, sozinha, vendo a novela das 18h (no telefone celular, acabei adquirindo essa mania). 

Na cena, o Daniel se deixava levar pelas decepções e angústias da vida mundana, enquanto sua mãe, um espírito elevado, nada podia fazer a não ser orar para que ele recobrasse os sentidos e pedisse auxílio. Ela chama seu nome, e ele clama pela mãe. Inebriado pela dor, ele não percebe as doces palavras que ela proferia, enquanto acariciava seus cabelos:

"Não cai uma folha d'uma árvore sem que Deus permita. Para todas as coisas, há uma hora e um lugar. Para tudo há um porque. Mesmo que não se compreenda agora, aceite isso e confie em Deus, entregue-se nas mãos de Deus. Entregue-se nas mãos de Deus!"

Na mesma hora, eu entendi a mensagem. É esse o caminho. Difícil mesmo é conseguir entregar, esquecer, e deixar que as coisas se resolvam segundo a vontade dEle. Principalmente eu, que tenho mania de [querer] controlar tudo e todos. Mas vamos lá, não custa nada tentar.