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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Frustração

Na minha infância/adolescência, não havia Supernanny. Ah! eu também não vim acompanhada de manual de instruções. Isso significa que nem eu, nem qualquer dos que tiveram participação na minha criação, sabia exatamente o caminho das pedras.

Lembro perfeitamente de episódios como as férias da secretária; por sinal, sempre em dezembro, período em que eu deveria ter férias. Mas, com pais trabalhando sem férias, isso significava meramente ficar em casa com tv full time. Bom, no que tange aos dois outros filhos; porque no meu caso, significava ser a responsável pela ordem em meio ao caos.

Nos momentos em que não estava apartando vias de fato entre dois seres humanos, nascidos no mesmo dia, num intervalo de 6 anos, eu estava ou cuidando do almoço, ou dando um jeito na casa. Bom, creio que ficamos assim dos meus 12 anos até por volta dos 17. 

Se você, nobre leitor, não sabe o que é frustração, vamos a um exemplo prático: 12 anos, uma lista [simbólica] de coisas a fazer até o meio-dia, e o sucesso da missão "almoço para os pais às 12h30 em ponto". Chega alguém e, ao invés de parabenizar o seu feito, reclama que há pó na estante, ou que a caçula estava com banho por tomar. 

O que eu quero dizer com isso? Bom, certamente não é fazer com que a senhora minha genitora fique chateada, ou se sinta culpada. Mas sim, contextualizar como eu aprendi a lidar com as minhas expectativas, e as dos outros. Óbvio, nem sempre é possível, como exatamente agora. 

Uma imensa, incomensurável frustração se apodera de mim, como um polvo envolve a presa com seus tentáculos repletos de ventosas. Vagarosamente, vai faltando o ar, e os sentidos começam a esmaecer; sei que lutar não é uma alternativa viável, pois se eu me debater, serei esmagada com cada vez mais força. 

Estratégia... é o q preciso definir nesse momento de crise. Não, eu não vou matar ninguém, apesar de ser um pensamento que me ocorreu n'algum instante dos acontecimentos. A vida segue seu curso, e eu sigo tentando compreender os fatos e solucionar os conflitos. A frustração? Faz parte.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Não foi dessa vez

A pizza no sábado foi um sucesso gastronômico. Pena que o propósito específico tenha resultado em tiro n'agua.

O intuito do encontro, para além de reunir o povo - coisa que mamãe adora - ao redor da mesa de jantar, era de provocar uma reação do distinto.

Nem com a colaboração especial da genitora, e do padrinho, nem com reza forte, nada. Esse casamento tá mais difícil que o metrô de Fortaleza.

Para fechar com chave-de-ouro, uma mãozinha do sogro ontem. E nada! O Fantástico falando do 1º casamento dentro do Rock'nRio e... nada!

Não foi dessa vez que eu entrei pro high society. kkkkkkkkkkkkkkk

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Hole in my soul

Poucas vezes nessa vida, abriu-se um buraco tão grande dentro de mim. O que hoje, com o parco conhecimento espiritual adquirido, consigo ver como certo na vida é o fato de que passa. Tudo nessa vida passa. 

Essa noite, no caminho Sobral/Itapipoca, ouvi do cara que eu tanto amo que ele não tem certeza sobre um futuro. Em resumo: não se vê casado. Quem me conhece sabe, quem lê o blog sabe, acho que o mundo inteiro sabe do meu sonho, do meu projeto de vida. 

A sensação que eu tive, na hora, foi de estar correndo uma prova de 200m rasos, e no meio do caminho não enxergar um fio com cerol. Estou cortada ao meio, nesse exato momento em que escrevo. A sensação é essa: estar partida em dois pedaços.

Honestidade assim, tão nua e crua, tem um toque de crueldade. Mas tudo bem, isso vai passar. Não sei o que fazer agora, daqui para frente. Se fosse antes, tipo 5 anos atrás, eu sabia exatamente: era melhor o fim da vida. Morrer parecia uma ideia bem menos dolorosa.

Só que hoje, enquanto o buraco estava sendo "cavado" em mim, eu rezei. Nunca, nunca pensei que num momento como esse, a atitude seria rezar. Mas eu fiz: rezei, rezei, pedi orientação e discernimento, para não ter revolta nem me deixar consumir pela dor.

Agora, passando de meia-noite, não tenho lágrimas. Só uma dor que consome, consome. Uma vontade de gritar, de pegar as coisas e sair correndo, sem destino. Tem um lado positivo: dessa vez, pelo menos, não tenho vontade de jogar o carro no poste, ou de me jogar pela janela. A única coisa que eu queria era que essa dor passasse. 

Caramba, eu sei que vai passar. Se a gente tiver de ficar junto, vai ficar. Caso contrário, não posso fazer nada. Não tenho culpa!!! (fico repetindo esse mantra: "não tenho culpa, não fiz nada de errado, não sou eu"). As dúvidas são dele, nada do que eu fizer ou disser vai fazê-lo mudar de ideia. 

Por enquanto, fica tudo como está. Amanhã, só Deus sabe...

sábado, 15 de maio de 2010

Amizade e decepção

Hoje é o "dia mais feliz" para uma pessoa que conheci em 2009, e de quem me aproximei imediatamente e inseri no meu rol de amigos. Ok, fui alertada para não me precipitar, mas geralmente não dou ouvidos a isso e quase sempre me ferro, e acabo seguindo meu coração. Desprezei inclusive a hierarquia existente àquela época, e os comentários de que eu devia manter "distanciamento" dos meus liderados.

Falei o que pensava, o que sentia, dividi angústias pessoais e profissionais. Às vezes, emprestei meus ouvidos com todo carinho e atenção, dei conselhos, ajudei numa ou noutra coisinha. "Peguei corda", e acabei fazendo matrícula na academia por 1 ano, rsrs, e fiz hidro no horário de almoço. Posso dizer que essa "amizade" me fez bem. Por um certo tempo.

A verdade é que amizade se põe à prova nas dificuldades, e essa, infelizmente, parece ter sucumbido. Eu digo parece porque foi uma plantinha que deixou de receber cuidados. As coisas começaram a degringolar, e hoje estou aqui, triste e um pouco chateada, sem saber se devo ou não comparecer a esse momento único da vida dessa pessoa. Esse momento que eu, de uma mínima porçãozinha, participei com uma ideia, uma sugestão.

Já me disseram para colocar as coisas em pratos limpos, mas não creio que seja uma possibilidade. Afinal, amizade é bem diferente de coleguismo, justamente porque amigos não precisam de explicações ou justificativas. Apesar dos pesares, apesar de tudo, a amizade pode tremer, mas jamais sucumbirá. Qualquer outro tipo de envolvimento que sucumbe, nunca foi amizade.

Bom, se um dia ela puder ler isso, que saiba do meu imenso afeto, e que as minhas preces serão sempre pela "felicidade geral da nação". Pode ser que um dia a gente se entenda...