terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Caos e tédio - dois extremos

Estou me dando conta de que sou viciada em caos. Calma! Eu explico...

Os dias tranquilos, sem prazos a cumprir, sem "babado, confusão e gritaria", como diria Hugo Gloss, são simplesmente monótonos e perco a proatividade.

Ontem ao final do dia, um ofício recebido me obrigou a ficar até 19h15 no escritório, em frente ao netbook, digitando freneticamente uma resposta que fosse, ao mesmo tempo, dura e imparcial. O celular tocava, uma nova alteração, e-mails enviados, aguardando aprovação do texto... incompreensivelmente, saí com a sensação de que o dia foi produtivo.

Não que manhã e tarde tenham sido em vão, mas aquele intervalo entre 17h30 e 19h15 cobriram de glamour e eficiência o meu dia de trabalho. Ainda que, ao chegar ao carro, o celular tenha tocado novamente, e alguém do outro lado da linha tenha dito que guardasse a resposta para outra oportunidade.

Hoje, por exemplo, não tenho "jacarés" presos aos tornozelos. E esse clima de chuva, o ar condicionado temperando o ambiente, ai ai... que sono! Um tédio ameaça instalar-se por aqui. Ok, não precisa ser nada muito urgente, mas pelo menos uma emoçãozinha não cairia mal.