domingo, 13 de janeiro de 2013

Liz Gilbert e eu

Hoje, at last, assisti Comer Rezar Amar.
Percebi o quanto a história conta, de uma forma sintética e Hollywoodiana, o que vi e vivi.
Claro que o apelo do livro provavelmente tenha sido isso: decepção, medo de abandonar a zona de conforto, a inquietude que finda por provocar a ruptura... e a jornada em busca de si mesma.
Algumas passagens calaram fundo em mim, com destaque para "fique aqui até se perdoar". Estou nesse lugar de autoperdão: não posso exigir ser perdoada, já tentei sem êxito perdoar, e somente agora, a essa altura do campeonato, compreendi que o problema é que não me perdoei ainda.
Curioso como eu ressignifiquei (adoro esse termo, aprendi na terapia) a relação com a comida, e me permiti amar de forma adulta, responsável, leve e "pé-no-chão", sabe? Muito além da paixão, discutir os espinhos e antever sempre que possível os ataques externos... a solidez do espaço em que é permitido dizer "não", ou "não gostei", e criticar situações que, via de regra, são tabus.
Pena que os fantasmas - alguns deles, pelo menos - não foram ou se recusam a ir embora. Mas o "caça-fantasmas" em mim começou suas atividades.
Veremos o que o futuro nos reserva.