segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Um terror de viagem

Eu sei, eu sei, quem me segue no Facebook já está a par do drama da viagem até Sobral, na última sexta (26/08/2011). Porém, eu precisava contar aqui... 

Cheguei milagrosamente bem antes das 17h, a tempo de comprar com calma um sanduíche natural e uma água, meus companheiros habituais de viagem. 

Eu devia ter percebido os sinais de que estava numa cilada, já na fila para despachar a bagagem: um trambolho de carregar crianças, meio carrinho, meio aquele troço acoplado aos carrinhos de supermercado. Lembro-me perfeitamente de comentar com o despachante a seguinte frase: eu hein, o povo carrega cada coisa.

Enfim, passagem conferida pelo motorista, fui tomar assento à poltrona 24; sim, eu prefiro viajar na poltrona ao lado do corredor. Tenho a sensação de ficar "presa" na poltrona da janela: há um ser impedindo a passagem, para quem, inevitavelmente, eu teria de pedir licença para usar do meu direito de ir e vir. Coisa de gente paranóica, eu sei.

Ocorre que na poltrona 26, uma espécime esquisita. Só lá pelas tantas é que eu iria descobrir o potencial - ou a falta - dessa mãe. Até então, não havia notado a presença da infante na poltrona 28. Sua presença foi anunciada, a plenos pulmões, lá pelas 18h30. Começava o meu martírio pessoal.

Não bastasse uma criança de, sei lá, 1 ou 2 anos, mais três seres humanos se uniram para infernizar quem tentava cochilar até Sobral, numa viagem que dura abomináveis 5h30min. Quando a criança não estava resmungando, ou chorando, o trio de mulheres estava conversando - ou melhor, gritando - ou ainda, um celular tocava no último volume. Até que, não satisfeitas, começaram a compartilhar uma ligação no viva-voz.

Quem me conhece sabe que sou abusada, irritadiça, e não precisa de muita coisa para que eu exploda. Honestamente, eu não sei mencionar o que me fez aguentar tudo aquilo calada, sem enfiar a mão na cara daquela mãe. Sim, porque a criança é reflexo da criação. Por isso existe a palavra malcriada

Ao finalmente descer em Sobral, respirei mega profundamente, e passei batido pelo trio dos infernos, coroado com uma criança abominável. 

Antes que eu me esqueça: obrigada, Guanabara, por permitir que crianças não paguem passagem. Valeu Ministério dos Transportes + Governo do Estado, por ficarem trocando a batata-quente de mãos, sem solucionar o problema das rodovias. Cinco horas e meia de viagem, num percurso que deveria ser feito em três, no máximo quatro horas, não tem preço. Aliás, tem sim: R$ 54,00. (que aquela m*&¨%$#@ criança não pagou)