terça-feira, 2 de agosto de 2011

Avós, livros e adoçante

Não sou de me deixar levar tão somente pela aparência, mas a capa
cor-de-rosa e o título "Como pregar um botão..." me atraíram na livraria.
O miolo, rsrsrs, convenceu a pessoa que vos escreve.
Sem qualquer receio de ser mal compreendida, afirmo que minha avó
(paterna) viveu mais intensamente a vida, do que eu. Sim, ela teve 5
filhos, criou todos, cuidou da casa e da família.
O leitor pode estar confuso, e acho que a culpa é minha, por
concatenar ideias mais rapidamente do que consigo digitar. Pois bem, o
que há em comum o fato de ter comprado um livro, e a minha avó
dona-de-casa?
é que o livro resgata "coisas úteis que a sua avó sabia fazer".
As gerações do pós-guerra parecem querer apagar a figura da mãe full
time, como se isso fosse uma doença, ou algo do gênero. Que nada! Quem
aí se lembra dos pirulitos de banana, da infância cheia de
permissividade das vovós? Ah! Eu sim! E quanta saudade.
Vejo hoje minha mãe, uma vovó que dirige, trabalha, e que tem
semelhante amor adoçado quando o assunto são as netas. Mas é tudo tão
diferente! As meninas não terão aquela "avó padrão", pois minha
genitora não dispõe do tempo como a D. Francisca. Uma pena.
Nossas crianças são "educadas" por babás, pelo "berçário" e "primeira
infância" das escolinhas...
No meu tempo, dizia-se que avó era mãe-com-açúcar; hoje, no máximo com adoçante.


--
Tatiana Lambert.

"*A perseverança é o grande agente do êxito*". (G. Dargan)

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Há cada vez menos árvores no nosso Planeta!***