segunda-feira, 30 de maio de 2011

Nunca é tarde

Sim, eu estou certa de que a minha "criança interior" se recusa terminantemente a aceitar os fatos: "estamos" à beira dos trinta (estou com fobia dos numerais "três" e "zero", por isso a escrita por extenso, hahahaha).

Sempre, aliás, antes mesmo de ter RG e inscrição no CPF, rsrsrsrs, fui apaixonada por bichos de pelúcia. Até hoje, tenho uma relíquia: um Ursinho Carinhoso (creio que seja o Campeão, pois a barriguinha contém uma etiqueta com uma taça), datado de 1987. Sim, meus caros, peça de museu (ou de chacota naquelas festas tipo "Vinte e Poucos Anos" ou "Na Casa dos Trinta").

Devo confessar que, na época das bichinhos da Parmalat, sob nenhuma hipótese havia outro leite/biscoito recheado/leite condensado/creme de leite; tudo pelos malditos códigos de barras, rsrsrsrs. Hoje, estão todos amontoados num imenso saco plástico preto, pelo bem da minha saúde (depois dos vinte, tornei-me alérgica).

Ganhei de um ex-namorado dois imensos exemplares, mais uma almofada de coração, que após o término do relacionamento, foram devidamente remanejados. Destino? Afilhada n.º 1: Vitória.

O fato é que sexta-feira ganhei um imenso cachorro, à "imagem e semelhança" da Luna. Vejam isso:
Oi! Eu sou o Théo.

O mais significativo de tudo isso foi a forma como tudo foi preparado: pétalas de rosa sobre a cama, e um embrulho de celofane transparente, com desenhos de coração, um imenso laço de fita, e um cartão absolutamente sensacional.

Claro, eu preferia uma aliança e um pedido de casamento. Mas, como eu já esperava qualquer coisa que não fosse a aliança, contentei-me e fiquei feliz. Manda a psicologia do incentivo que, se você deseja que alguém repita um comportamento, deve elogiar bastante. Foi o que eu fiz, mas deixando subliminar a informação: "- Olha, eu amei! Depois da aliança, esse foi o presente mais significativo que você me deu."

E como a "criança-interior" adora momentos assim, o Théo passeou à beça... para onde eu ia (de carro), ele ia junto (e ficava DENTRO do carro). Dormiu comigo, voltou no ônibus sobre o meu colo, enfim. Agora, repousa sobernamente sobre a minha cama. Até quando a alergia for complacente com a existência dele na minha vida, rsrsrs.