quinta-feira, 3 de março de 2011

O sono interrompido e a irmã "escorada"

Essa noite não foi das melhores em termos de descanso. A despeito de haver deitado às 22h30, coisa bem rara, acordei atordoada com o celular tocando (ok, você pode dizer "então por que raios não dorme com ele desligado???", eu respondo: avós idosos, namorando morando noutra cidade. Nunca se sabe...). Era a minha amiga, que indiquei para me substituir em audiência hoje, em Araripina/PE.

Ela foi logo dizendo que o vôo saiu 15min atrasado em direção a Juazeiro do Norte, e que lá chegando, não pousou, ficou circulando por 1h, até que o piloto decidiu retornar à capital, visto que o nevoeiro impedia o pouso. Eram 3h40 e ela queria o celular do advogado, para ver uma alternativa viável.

Óbvio, não havia muito o que ser feito, fora reunir a documentação da companhia aérea que comprovasse os fatos, além de servir de base para um ressarcimento. Pedi que ela ligasse para o hotel e comunicasse o "no-show", pois seria a única forma de se comunicar com o motorista que iria apanhá-la hoje pela manhã, para levar até o fórum de Araripina.

Claro, depois de um susto desse porte, retomar o sono é missão impossível. Creio que apaguei, mas não descansei. Levantar da cama foi um suplício! Mas obrigações são obrigações: tomei banho, vesti-me e fui tomar café com a mamãe, enquanto justificava a minha cara de "criatura atropelada por um caminhão". Ela comentou que teria sido pior se o fato tivesse ocorrido a mim, visto que ao menos ela tinha para quem ligar e perguntar o que fazer. De fato, se eu estivesse no lugar dela, não teria para quem ligar, a não ser para o táxi, rsrsrs.

Pois bem, tomando café, chega a insuperável Camila, minha singular irmã, e diz que precisamos sair mais cedo, pois a chefe chamou-lhe a atenção pelos atrasos. Ora, ora. Cabem aqui alguns esclarecimentos: eu não bato ponto, mas obviamente gosto de chegar antes das 8h; eu sou a motorista, ela, a caroneira; caroneiros devem se submeter ao horário do motorista, correto?

Como o "sistema operacional" não estava carregado, eu estava "operando em automático", rsrsrs, não retruquei, como normalmente teria feito. Simplesmente informei que sairia no horário de sempre, e comuniquei que a farra da carona até a porta está com os dias contados. Aliás, acabou hoje. Engraçadinha ela, né? Acorda 6h45, e quer que eu a deixe na esquina do trabalho... sem falar no gasto adicional de gasolina. Folgada é apelido. Reformulando: nem existe um termo que qualifique tanto abuso de boa vontade por parte de um ser humano.