quinta-feira, 10 de março de 2011

Descobertas recentes, nada positivas

Ontem, conversando com uma amiga por telefone, percebi/me dei conta/caiu a ficha/ou-sei-lá-o-que o quanto estou me deixando guiar por sentimentos mesquinhos!

Infelizmente, não sei dizer ao certo se só agora me dei conta disso, ou se são sentimentos recentes, mas especificamente "pós-guerra" (if you know what i mean). Verdade seja dita, eles afloram sempre que o assunto está ligado ao local em si, ou a certas pessoas que lá permanecem. 

Dia desses, passando em frente, vi uma dessas criaturas de Deus. Eu, que estava convicta de que nada mais restava de rancor ou mágoa, tive vontade de jogar o carro em cima. Juro por Deus, se não fosse a minha formação profissional e o conhecimento das consequências jurídicas do ato, não havia caridade, fé, amor ao próximo ou qualquer coisa que o valha que fosse capaz de impedir tamanha insanidade.

Óbvio, não agi conforme o pensamento, mas descobri em mim sentimentos que pensei não mais carregar. Essa ira, o anseio por revanche, coisa de louco! Haja oração para expurgar tanto mal. Ontem, ao me recolher, não só pedi perdão, como visualizei esse "mal" saindo de mim como fluidos negros, vomitados, desintoxicando esse corpo maltratado.

Sobre a inveja, essa sim posso dizer: não tenho lembranças de haver carregado nesses 29, quase 30 anos de vida. Nem sei se o que sinto é, necessariamente, assim denominado: inveja. Em verdade, é mais aquela coisa de dá certo com fulano, mas não dá certo comigo, ou para mim. Tenho buscado, mentalmente e em orações, respostas para isso. Não encontrei. Partirei, portanto, para uma nova tática: mudança de atitude.

Há uma máxima que diz que não se pode querer novas soluções através da adoção das providências usuais... veremos.

Update: 
Meu caríssimo amigo Fernando Cavalcante presenteou-me com a frase original: "Nosso maior erro é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes." - Albert Einstein