quarta-feira, 23 de junho de 2010

Contendo o lado Darth Vaden

Tenho tido sonhos mega esquisitos, e comecei a ter um receiozinho básico de que as minhas tendências DarthVadenianas estão querendo escapar da clausura imposta pela minha outra face, a doce e delicada. Sim! porque os geminianos são mel e fel, coexistindo de forma (quase) pacífica num mesmo ser.

Eis que no sonho de ontem, 5h da manhã (huahuahuahua, agora comecei a ter sonhos diurnos, pré-alarme), eu abocanhava sem pena um bracinho roliço, e por pouco não arrancava um belo naco. Acordei sentindo a textura da carne nos dentes, e o gosto de sangue na boca. Essa abominável sensação persistiu até meados da manhã, e passou como chegou... do nada!

O bom foi recordar claramente do cônjuge da criatura atacada dizendo vamos embora, sair de perto dessa selvagem. Ora, ora, e não foi um ato primitivo? E eu me pergunto: por que razão um resgate tão cheio de complicações? Afinal, se estamos convivendo com familiares (sim, a criatura atacada em questão tem o mesmo sangue e sobrenome) para expiar falhas, o negócio entre nós dois tá beeeeeeeeeeeem longe de se resolver, para desespero da genitora, obviamente.

O fato é que esses instintos neandertais fazem parte da nossa essência, só que ficam contidos por questões culturais, sociais, familiares, etc. Em situações-limite, ressurgem, e a gente fica p-a-s-s-a-d-a com a fúria que vive a maior parte do tempo bem escondidinha dentro de nós.

Nunca neguei meu lado B (de fúria incontrolável e capacidade de arrancar com alicate cego as unhas de um ser odiado), porque já dei vazão a ele uma centena de vezes, e na maioria delas me dei mal pra caramba. Acredito que grande parte dos criminosos (certamente os passionais) devem ao seu lado DarthVadeniano os "créditos"pela atrocidades.

Acho que a solução para manter o lado B escondido é ter consciência plena dos próprios limites, e jamais, jamais subestimar a capacidade de ações absurdas guiadas pela fúria. Afinal, baby, advogado criminalista custa caro, caríssimo, e nem sempre é eficiente, rsrsrs.