quinta-feira, 10 de junho de 2010

Rótulos

A aula de ontem foi uma comédia... primeiro, porque a sala escolhida ficava num local que mais parecia o corredor da morte, rs. Segundo, porque quem compareceu estava mais de corpo presente do que qualquer outra coisa... Eu mesma, ainda não completamente curada da misteriosa gripe/alergia/reação à H1N1/whatever

Pois bem... como é de praxe, costumo ser provocada, ou alvo dos exemplos explicativos de quase todos os professores, rs. Ontem, não foi diferente. 

Lá pelas tantas, o professor me chamou de noivinha (em tempo: uso aliança na mão direita), e resolveu brincar comparando as fases do relacionamento a contratos. Disse que o casamento era "contrato de adesão": ou você assina, ou não assina; não se questiona as cláusulas (exemplos: contratos com cartões de crédito, operadoras de telefonia, etc.).

Segundo ele, o noivado era uma "promessa de contrato": pode ou não ocorrer. Até aí, ok. Só que a criatura aqui resolveu esclarecer que a aliança era de compromisso. Para que??? Ele riu e disse: É UM CONTRATO INEXISTENTE!!! Já podem imaginar a cena né??? A sala inteira se dobrando em risadas. Até eu ri... mas não gostei.

Essa mistura de brincadeira e realidade dos fatos é bastante perigosa... mexer com o ideal feminino relativo à união perpétua é quase como manipular bomba atômica. Perigo iminente. E o alarme paranóico soa alto, porque você começa a questionar se o relacionamento vai ou não evoluir a tal ponto, ou se as previsões alheias se concretizarão.

Quando o nível de caraminholas já estava entupindo minha cabeça e prejudicando a minha capacidade de direção (rsrsrsrs), parei e me perguntei: por que isso??? 

Sabe de uma coisa: que se danem os outros. Eu sei o que vivo, com quem vivo. É tudo tão especial que transcende os rótulos. Quer saber mais??? Se vamos realmente chegar a casar, isso só depende de nós dois, e só interessa igualmente a nós dois. Mania que o povo tem de jogar areia no ventilador alheio!